28 de abril de 2007

III momentos da exposição de Agostinho Santos de um dia cheio parte III






casa da cultura (casa barbot) e casa museu teixeira lopes

mulheres com histórias dentro III-I-II
a I, do meio, foi usada na recente campanha movimento e cidadania pelo sim

II tectos de um dia cheio parte II




do edifício da praça D. joão I, porto, arquitectos ARS

coeur's de um dia cheio parte I



teve de ser esta chita, com corações de viana.
só não sei ainda se é para este projecto.


27 de abril de 2007

caran d'ache helvéticos





vivi um ano fora e vim de lá com os verdadeiros caran d'ache suíços melhor en-caixa-dos que já vi, baratuchos, preço de tuga e encontrados no supermercado de eleição. o migros foi o único local market onde encontrei à venda superbock e salsa portuguesa. já ele, no mesmo ano, em barcelona, só engoliu as superbock que lhe embrulhei na mala e comigo o surpreenderam no dia dos anos. é que eu, mais longe, ainda lhe acompanhei a queda da ponte que para ponte só lhe sobrava a internet.
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ainda me sobram destes rolos que nunca me enxugaram os fritos mas serviram-me para os esquissos. e, tivesse eu, na altura, um saco destes e não precisava de lhes guardar o de papel para reutilizar.
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nunca mais reproduzi o fondue de queijo que primeiro EStranhei (na recepção oferecida pelas vizinhas) e depois ENtranhei (na ceia remate da caminhada deste dia). da última experência ainda lhe guardo as variações de sabor dadas pelas combinações elaboradas de vários queijos e vinhos. já o quis dar a provar, já lhe publicitei o sabor mas o empacotado não é puro e não reflecte o ambiance d'un moment. às vezes guardámos sons e sabores de tal forma atados a momentos e ambientes que resultam receitas irreproduzíveis. valha-me a memória para o guardar.

26 de abril de 2007

FIBONACCI em quilt















tivesse eu tempo e como o Corbusier aplicava-lhe a sequência de fibonacci para ser infinito....como o museu de crescimento ilimitado que o mesmo propôs, pois permitia acrescentar-lhe um quadrado, em proporção, muito de vez em quando.
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mas eis que este projecto não me sai agora da cabeça e planeio um quilt com este padrão: 1-1-2-3-5-8-13-21-34-55 e por aí fora que posso parar ou fazê-lo crescer com o sabor dos apetites sem que corra o risco de cair na desproporção. é que a proporção é o pão-nosso-de-cada-dia e transpira-se para a acertar. chega-me começar pelo padrão da última imagem, básico, simples e imediato a combinar com as disponibilidades. para os mais aventureiros, experientes e com mais tempo ou desejo, serviria como log cabin. a etapa seguinte vai ser escolher e combinar os padrões, cortar-lhes as proporções e apontar-lhes a agulha. a ver se me despacho.
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o modulor acompanhou-me o percurso académico e as geometrias permitiram-me lá chegar, mas foi num documentário, que vi há alguns anos atrás, que descobri a sequência de fibonacci por todo o lado. pela forma, por exemplo, como crescem as folhas nas plantas ou as carapaças de alguns bichos. o nosso próprio corpo é recheado de proporções e mil e uma outras coisas da natureza. o renascimento foi um período dourado mas até o parthenon não escapou às aplicações do número de ouro e outras pérolas da matemática.
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já tinha por várias vezes tentado encaixar o rectângulo de ouro em alguns projectos. ele, já desenhou um móvel de canto lá para casa com os números a proporcionar-lhe as alturas. mas para quem quiser saber mais deixo este link. e, como curiosidade e por estar provado que o rectângulo de ouro é dos mais agradáveis à vista, embora não se consiga perceber o porquê, encontramo-lo nos cartões de crédito, bilhete de identidade, nalguns livros e com certeza em muitas outras coisas do dia-a-dia.
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lindo este desenho de 1950

caixa de costura - 1987 by majora porto portugal


mergulhei-me em mais uma loja cá da zona, negócio de família de mais um que ainda fez comigo específicas e aferição. inundaram alguns majora que lhes restavam e apresentaram-me a uma feira de jogos vintage, a acontecer lá para junho ou julho, para venda ou para troca, onde já encontraram os próprios responsáveis da majora a quererem provavelmente completar a colecção. foi o que disseram. a ver se me agendo e não me escapam as datas para lá ir espreitar.

25 de abril de 2007

hoje, vermelho


se arrancada é tão frágil como esta que está na prateleira das minhas preferidas a par da outra que me serviu de bouquet. mas para hoje (en)cravo.

24 de abril de 2007

crochet



gosto particularmente de não seguir os modelos à risca. nem as receitas sigo, apuro-lhes sempre o que tenho disponível. por isso, gosto de encontrar gente que se reinventa, porque já há muito inventado, mas, de facto, criar e recriar requer mais transpiração, que a inspiração não chega. sei-o por formação. não é que seja uma woman made mas de facto há muito hand made pela net que não aprecio, outro que lhe reconheço imediato valor. mas isso sou eu e os meus botões.
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caso deste tapete, à prova de água e feito à mão pela dupla patrícia urkiola e eliana gerotto, que em outras cores somaria ao outro exemplar da mesma autora. confirma-se que feito à mão não significa artesanato.
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num curtinho passeio descobri este link para as amantes do crochet. boas descobertas.

23 de abril de 2007

SINGER 1964






43 anos de máquina onde muitas vezes fiz ajustar as calças ao corpo e descolar modelitos mentais ritmando o balouço do pé com o tornear da costura. agora, enquanto não a herdo, para as experiências que quero fazer quando o tempo me der espaço. vou ter de me (des)enrascar com outra e descobrir como hei-de trabalhar os saris que trouxe.

22 de abril de 2007

conta-me como foi



estreia mais um retrato social de portugal versão telenovela... a ver...na rtp1

21 de abril de 2007

lálás no sling




enquanto não encho o regaço

somo/divido o #684 ao #619 e ao #143

a irmã derreteu-se com os padrões do #685 mas no dia ofereci-lhe o #684 e não fosse a tempo já não havia nenhum.

sombras chinesas


foto dela

20 de abril de 2007

branco



nunca tive um ídolo, uma só música, um só grupo. nunca consegui escolher um só filme, ou um só livro. um único que conseguisse destacar. nem um arquitecto, pintor ou viagem. nem o prato preferido sei escolher, encontro sempre SE's e E's. mas, por outro lado, sei fazer as minhas escolhas, sei sempre, com certezas, do que não gosto. escolher UM entre os que gosto é que é sempre um momento de angústia. pulverizo sempre as escolhas. será defeito de projecto? é que de facto, a projectar, também avanço, recuo, multiplico dúvidas e somo soluções até sedimentar o caminho.
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certo dia concluí que entre as cores consigo destacar o branco parece-me ser a única escolha que consigo destacar. nos projectos penso sempre em branco, acho que amplia o espaço e que não lhe rouba luz quando ela escassa. será dos muitos anos passados por aqui? dizem que o branco é a ausência de cor. cá para mim é a existência de luz. temo-nos por casa rodeados de branco mas, na páscoa, arriscamos um arco íris.
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com ele por a trabalhar há uma semana e por mais duas, também sempre rodeado de branco, parece-me que vou arriscar cor no projecto que tenho em mãos. um jardim de infância quer-se colorido, pelo-me de medo de não lhe acertar com as cores.
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adenda: esta foto é dele, da outra metade que coabita o lar, mando-lhe os créditos e a urgência de o ter por cá.

19 de abril de 2007

18 de abril de 2007

retrosaria FLORES





a retrosaria FLORES, em plena rua brito capelo, resiste ao assalto de lojas chinesas e à decadência do comércio tradicional. a rua por excelência do comercio cá da zona, está no charco e, a meu ver, não é só às custas de todos os cogumelos (diga-se shopings) que crescem por aí. cá para mim o problema é geral e com o tempo vai dar uma reviravolta, isto se, as poucas lojas, que valem a pena (que são quase nenhumas), se souberem reinventar.
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afinal o filho/sobrinho da família proprietária conhece-me bem os passos e partilhou a escola da zona e as escolhas no ensino secundário. reconheci-lhe as feições. partilhamo-nos os interesses. ficou de me mostrar fotografia antiga desta mesma loja noutros tempos fulgurante. afinal os FLORES também eram cogumelos, outrora, espalhados pelo País. tiveram loja em Lisboa, junto ao elevador, nas caldas da rainha (se a memória não me trai), no Porto e ainda uma outra na Póvoa do Varzim que segundo não me engano ainda sobrevive como esta.
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a perspicácia dele leva-o a aguentar e segurar todos os bocadinhos que caem da loja, negar a venda de todas as preciosidades, a não ceder às ofertas e a sonhar voos futuros reintegrando este ramo num outro projecto que me pareceu muito bom. aguçadas as curiosidades, partilhados os interesses e frustradas as barreiras, há sempre barreiras, ficaram prometidas novas visitas.
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estou quase quase a esgotar-lhes os restinhos de galão bordado amarelecido que sobra por lá. mas, deste não havia nem mais um milímetro e entre os outros escolhi um. vim de lá só com mais um bocadinho deste que, embora não entendida, não achei tão especial como o outro.
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prometo voltar.

lusco (o)fusco




no baú das heranças entra ainda esta preciosa medalha que com a confusão da independência de Timor troquei com um nativo por 25 dólares se não me engano.

derretidas moedas antigas ou recentes (ficou por saber) esta medalha, usada em festas e comemorações tribais ou tradicionais apenas pelos maiorais, pareceu-me muito mais valiosa que ouro. fi-la brilhar ofuscando-a da luz do entardecer. é assim que a vejo, reluzente e iluminada. já a quis usar mas não consegui integrá-la na fatiota. guardo-lhe a data em que a vi usada, assim, num momento mágico para mim e concerteza muito mais para eles mas, a instabilidade política recente e, ter visto, no domingo, o filme hotel ruanda, fez-me tremer-lhes o futuro e, tenho pena, muita pena.

17 de abril de 2007

um "retrato social" do carnaval de 1986


eu, de rosa, com fatiota, toda feita de papel, mother's hand made. há mães assim...
a propósito do documentário de há pouco da rtp1 - a mesma fotografia em 2007 seria tão diferente.

tradições


a propósito de páscoas e ramos e batizados e ir a lisboa quando se devia ir a viana, há tradições que ultrapassam as crenças e nos reviram as voltas.

(des) focada pela memória


s.p. num dia já longe, revelada num curso de fotografia, manualmente, por mim, fotografo a fotografia e desfoco-a depropósito.

da luz da manhã



gosto muito mais da luz de fim de tarde.
e da luz de sol e chuva.
acho a luz da manhã agressiva, invasiva, violenta, porque me corta sempre o sono e o relaxe.
de qualquer forma aqui pró norte amanhece muito com luz e depois às vezes escurece. mas a luz de fim de tarde é a que me levanta a moral mas nesta minha casa o amanhecer e o entardecer são verdadeiros momentos de LUZ. às vezes corro atrás dela e descobri que a da manhã afinal também pode deslumbrar.

laranjeira à mão de semear


16 de abril de 2007

às flores




batatada

tão desreguladas são as rotinas que há três dias me perseguia um nauseabundo odor que vagueava pela zona de produção, reserva e destruição de alimentos. finalmente descobri-as, elas eram três, como os dias que demorei a encontrá-las, podres, em parte amolecidas, a putrificar. quase lhes vomitei em cima não fosse a rapidez do abandono. nem chegaram a grelar tadinhas encerradas num saco plástico, asfixiadas, sem luz e ar. nem as quis ver, admito que não consegui se quer analisar-lhes a putrefacção mas garanto-as mortas e já com outros seres vivos.
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confesso que não fosse a insistência em verificar todas as solas possíveis de transportar tamanho odor não as encontraria. mas era fresco, um odor demasiado fresco para transportar da rua sem ressecar e se perder ligeiramente.
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são mais três semanas desrotinadas, com a outra metade por fora, não vale enfiar produtos vivos em casa e o melhor é fazer um update dos artigos existentes. agora que ele já voa preso em dez horas de sessenta centímetros quadrados de espaço colo as solas à terra e começo a correr com as tarefas arrastadas.

13 de abril de 2007

o prometido é devido


une autre fois, les grands parents


e... apetece retomar porque a memória está cheia.
e é verdade que também nos encaixilhou os lusíadas antes de apresentados na escola. e é verdade que também nos mostrou que não chega ser-se cursado. e é verdade que mal escrevíamos e já traduzíamos autodidacta.
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ora importa agora cuidar a única dupla ascendência que resta e roubar-lhe os segredos e truques que conseguir. a receita da divina aletria já cá canta há muito mas nunca vai ser verdadeiramente reproduzível. a insistência desmedida já aproxima a consistência, fora isso, ainda há mais, o tricot a duas mãos que esqueci, o tempo urge.

12 de abril de 2007

balelas

quando se consegue atribuir à tê pê eme ainda vá que não vá. quando não é que já é pior.

rostos (en)qua(dra)dos


andámos todo o percurso académico em trio mas, uma grande parte dos trabalhos encontrava-nos um outro elemento (d)estabilizador (sempre ele a nós, nunca nós a ele). acabámos na maior parte das vezes por resolve-lo com a quarta perna (às vezes mais, às vezes menos) solta.
os três ganhámos cumplicidades, eu, como minoria no sexo, nalgumas, fiquei a perder, noutras, a ganhar.
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certa altura decidimos compensar um quarto elemento que nos descompensava atenções com a estilização do nosso próprio rosto, para não dizer focinho. pintámos um narcísico tríptico a acrílico e modéstia à parte saiu-nos bem, muito bem. tenho-o já quase apagado na memória porque uma tarde intensa e um jantar aniversariado não chegaram para o gravar no software. perdemos-lhe o rasto, estará em NY?
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ora vem tudo isto a (des)propósito dos belos focinhos grafitados por aí e de um jantar com o terceiro que arranjou parelha com a que se segue e que hoje vamos conhecer.

riscado e (en) quadrado, tufty time








neste último fim de semana compridinho de férias curtinhas, para variar, embrulhamo-nos de cor. agora espero derreter alguns dias sobre o trapilho trabalhado que voltou connosco de óbidos e já nos repousa a zona de estar. de um momento para o outro disputou com o modelito urquiola que nos acomodava os traseiros e membros inferiores (que também disputam o espaço) dos raríssimos serões a relaxar. agora talvez já prefira o rés do chão policromático que amorteceu pela primeira vez o soalho até agora despido daquilo.


a (des)propósito da época festiva



as cadeiras lá de casa servem-nos a queda para a ausência de cor em dias atabalhoados e atrapalhados de rotinas desreguladas. descubro-as aqui a preceito e, pareceram-me tão bem que aponto peregrinar visita ao espaço. mais aqui.


11 de abril de 2007

repetir parabéns

felicitar aos pares...os (des) pedaços unidos à força pela natureza...

10 de abril de 2007

hoje, felicito-te

do latim felicitare: v. tr. e refl. tornar feliz.
porque nove meses e dois anos é muita diferença entre nós, porque tu és mais alta mas minha pequenina. parabéns é pouco muito pouquinho...

9 de abril de 2007

a propósito da puerícia de ontem, de hoje e de amanhã



invejar um milímetro quadrado de palco e desfocar a memória num repente para não ter ilusões. embalar sonhos sonhados e atirar-lhes mais um bocadinho de terra em cima. pelo menos e pelo mais que se mantenha a posição de bancada e o balanço da ilusão.

5 de abril de 2007

pai de mãe


ainda não descortinei a fórmula de Deus. já me esbarrei entre o que vou acreditando e quero para mim e a cedência para um mundo que me rodeia mais tranquilo e, cedi.
ainda me parece que a alma só existe em nós, uns nos outros e, sinto que de alguns tem-se mesmo muito mais saudade.
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tenho uma caixa de jóias inacabada for ever que devia ter a cor do ouro mas que guarda bem mais precioso porque só se destrói com a destruição da minha memória. e não me importam para nada as missas, as comemorações e as visitas cerimoniais porque te tenho aqui comigo, na cabeça. e acho que vais continuando a existir enquanto existes nos outros. através dos outros. já passaram muitos anos, tantos que há gente que me importa que não te conheceu e há gente que há-de vir que nunca te vai sonhar.
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ainda me povoam as lenga-lengas e a voz nas manhãs de (dor)minhoca: "minhoquinhas já é de manhã". o relógio assinalava horas a fio e ainda marcava as meias pela noite fora, um dlim dlom que me mergulhava os sonhos e os transportava para o consciente. ao relógio, ganhei-lhe carinho, gostava de ter um, contemplativo e silencioso, que não quero que me acordem os fantasmas.
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regressava sempre impregnada de tabaco que te parece ter atraiçoado. a mim não, porque nunca o guardei como prazer, porque mos moldaram. guardo-te a paciência com que me falavas nas sobremesas partilhadas. eram momentos mágicos como os que eram passados na oficina. guardo-lhe o cheiro. guardo-lhe o lusco fusco entre os sabores da madeira e o cheiro a serrim. não te herdei as mãos nem o porte imponente mas, guardo-te os momentos todos. e enumerá-los era reavivá-los. fica para depois. guardo-te na cicatriz que agora vejo como um bem precioso porque, te carimbei nela. nela também carimbei a minha primeira obra no teu mundo, outra caixa, onde quis guardar os meus segredos. e, lamento nunca te ter dito, que em mim, vives para sempre.
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adenda: a perdiz diz ao coelho: onde vais amigo velho. onde vais tu perdiz, diz o coelho.

das minhas heranças V


já fez parte da wish list, já não faz porque de uma assentada, só o ano passado, os ganhei. os brincos já marcaram uma data especial e a algibeira ainda me vai ser muito útil. e mesmo com a ascendência a desaparecer as raízes não mais sairão de .

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982