31 de julho de 2007

XXX



três décadas e não estou sozinha...

29 de julho de 2007

de sling




ainda longe de nos adaptarmos ao nosso, recebi de prenda antecipada uma boneca com o seu filho slingado, é colorida, gosto dela.

28 de julho de 2007

"parlapier"



descendo, pelo lado masculino, de um verdadeiro "papagaio". mas eu não tenho grande jeito para alimentar conversas. sou pró calada, às vezes sinto-me antipaticamente muda, falo pouco e absorvo muito, alimento barreiras e estimulo afastamentos. sou reservada. chateia-me a conversa de circunstância, sobre o tempo, sobre a vidinha. com os meus pares sou tagarela, com a irmã sou fala barato, conferenciamos já por muitas noites dentro e temos sempre, mas sempre, o que nos dizer uma à outra. gosto de cumplicidades de irmãos, não me sabia sem irmã. mesmo com os poucos amigos só alguns me arrancam a tagarela que há em mim, sempre abafada pelo receio que me invadam a vidinha. sei muito bem porque desde cedo fui construindo muretes, mantenho-os para o mundo, destruo-os progressivamente e muito lentamente para alguns que escolho a dedo.
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diz que somos parecidas mas há duas particularidades que baralham o esquema. ela é encaracolada desde sempre, eu mais baixa desde que nos tornámos definitivamente adolescentes.
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sou mais velha e construí-me protectora. agora, progressivamente, redireciono-me para outro lado num outro patamar de protecção.

27 de julho de 2007

a vida, por etapas



sempre senti etapas na vida, sobretudo ao ritmo da escola, ano a ano, fase a fase, as "conquistas" que se ganham com a maturidade de se ser adulto continuam a ser etapas mas, algumas com nuances bem menos interessantes. sinto-me a transpor mais uma passagem, sem dramas, sem angústias (pelo menos para já) e sem antecipar o que quer que seja. um pé atrás do outro todos fazemos caminho pois o caminho faz-se caminhando.
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na índia incluímos goa no percurso feito, que passou por bombaim, aurangabad, amravati, cochi e trivandrum, circulamos de combóio, de carro, de taxi, de riquechó e de barco, faltou o elefante.
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a imagem é de goa, os créditos, da outra metade e nós por cá continuamos a sentir-lhe a falta dos aspectos negativos e dos positivos.

25 de julho de 2007

o primeiro voo


começam a acalmar os tradicionais primeiros sintomas do meu novo estado. já transitava para alguma acomodação mas sinto alguns sintomas a fugir-me ao de leve, ligeiramente menos sono, ligeiramente menos desfalecida. posso dizer que tenho sono sem que me atropelem com um ah pois é mas depois vais sentir isto e aquilo e deves fazer assim e assado e não deves fazer cozido e blá blá blá? sinto-me em plena época de descobrimentos, não me apetece ouvir algumas já mães cujas conversas por vezes me cansam por não conseguirem dar espaço de relaxamento e anteciparem sintomas, sentimentos, sensações tudo prognosticado automaticamente. uma primeira viagem será sempre uma primeira viagem uma exploração do incógnito das descobertas. estas serão as minhas, não as dos outros. podemos aprender os dois a voar descansados?

23 de julho de 2007

duas de mim



também me ilustrava assim. depois deste, deste e deste só faltava a foto para me tornar inequívoca. já ando a preparar o ninho porque nos tenho na barriga.

22 de julho de 2007

sair


continuo inoperativa mas um jantar fora da área de residência e uma dormida em caminha fazem mais pela paragem do fim de semana que um fim de semana inteiro a relaxar.

16 de julho de 2007

hibernar num casulo feito seda


apetece hibernar, meter-me no nosso próprio casulo e acordar feito seda, leve, macia, delicada, revigorada depois de ter sido aconchegada por ti. posso ser eu em ti e não tu em mim? só por um bocadinho? e acordar mariposa, colorida e alegre para voar e te levar? posso acumular energias hibernada no verão e despertar no inverno para te aquecer? também há os que estivam no verão num estado que me agradava por ser menos profundo, permitia permanecer alerta parcial. a bem da verdade não preciso de acumular gorduras, não é a temperatura nem a falta de alimento que me motiva, mas cair num sono profundo sabia-me bem. é que me faltam as energias e arrasto-me constantemente desfalecida, o meu casulo está em mim e eu queria era estar nele.
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na minha primeira escola exploramos-lhe o ciclo e registamos-lhe o casulo. gosto do casulo mas esquecia a parte da lagarta embora seja verdadeira costureira da natureza. mas dada a delicadeza da exploração e da matéria só nos era permitido acompanhar com acompanhamento. já para a tradicional experiência do feijão, experiência sua antecessora, era mais simples, cada um controlava o seu copo de iogurte, o amolecer do seu algodão e o comprimento das suas raízes.
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na verdade o feijão fradinho é o único que me cai, em salada e com atum. há pouco tempo descobri que até engulo os que se associam à picanha e nadam no molho preto. é que perco-me em misturas e não os engulo sem elas.
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lembro-me ainda de um que o meteu no nariz que humidificado lhe criou raiz e penso se terá sido estória de educadoras cautelosas ou facto acontecido. mas que a estória entranhou lá isso entranhou. até hoje.
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imagem daqui

13 de julho de 2007

música para os nossos ouvidos


descobri que editaram os clássicos dos meus e de outros tempos para bébés, sinto-me oportuna a desejar a coleção toda que me parece já ir no vigésimo cd. podemos começar por este que parece ser o último e o que mais me liga ao ano vivido na suiça. são o número 1 na lista de desejos para o aniversário e podem ser encontrados aqui. fica a dúvida se já existem por cá ou não, vou investigar. andava desatenta.

12 de julho de 2007

mais mosaico





moro na zona sul, paredes meias com a zona norte. na zona sul ainda se descobrem muitas coisas, gosto de descobrir coisas, mas cada vez menos que lhe assaltam os modernos. por isso identifico-me mais com a zona norte e sempre que a mergulho lhe descubro mais (r)ecantos. de ontem mais mosaico hidraúlico num cabeleireiro de segundo andar (não sei se de segunda categoria). já estudei a zona sul sem a isolar da zona norte e descobri-lhes um encanto mas recantos há a norte.

11 de julho de 2007

comer cometa






um aniversário é sempre pretexto para juntar a malta e fazer convívio, ela descobriu o cometa e todos acabamos por descobrir a muralha fernandina. eu fiquei sem sopa mas com ginástica de aperitivo. vamos lá voltar porque o ambiente o convida, boa música, espaço agradável a lembrar a casa da avó e o porto como fundo, boa conjugação.

6 de julho de 2007

trepar


num dos espaços de infância havia um quintal onde muitas borboletas foram apanhadas e, a pinças, para não lhes fugirem as cores, distribuidas numa folha para lhes admirarmos os padrões. também havia um canto onde às primeiras ou últimas chuvas do ano se formava um pequeno charco que enchíamos de barcos de papel com caracois lá dentro. lembro-o como um quintal enorme onde proliferavam as hidranjas de todas as cores, deve ser pequenino, de certeza, tão pequenino como o átrio da minha primeira escola que sempre me pareceu gigante.

4 de julho de 2007

viva o peixe



do centenário da indústria conserveira 1899-1999 esta é a participação que mais gostei, a do arquitecto siza. e um registo encontrado na zona, que pertencia ao antigo edifício do matadouro agora desactivado para esse fim.

mais mosaico hidraúlico a descoberta(o)








a fábrica pinhais é a única que subsiste do aglomerado de indústria conserveira que se implantou no areal do prado em finais do século XIX e que floresceu durante a primeira metade do século XX sobretudo suportada pelo porto de leixões. agora que a decadência há muito tomou conta da grande parte das estruturas existentes e que se processa actualmente um intenso movimento de subsitituição por habitações, resta visitar a única que se mantém em laboração e continua a exportar para mercados exigentes principalmente sardinhas em conserva. já visitei todos os seus recantos e espreitei-lhe os encantos. hoje, registei-lhe o mosaico hidraúlico que mantém na entrada de acesso aos escritórios.

3 de julho de 2007

capuchinho vermelho


às vezes improvisamos o capuchinho vermelho e brincamos e temos um lobo mau que não mete medo, a propósito o galão está lindo.

2 de julho de 2007

1 de julho de 2007

under construction



ando às voltas com a experiência de executar um chapéu. escolhi um cretone de flores em tons amarelo. como forro usei linho, para contacto com cabeças delicadas gosto de materiais delicados. falta-me incluir o elástico que o ajustará melhor na nuca. como base, usei este meu chapéu também de flores com mais de 25 anos mas, delicio-me com o vermelho que também guardo da minha infância mas que tem um molde adivinhável mais complexo para as minhas primeiras experiências.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982