30 de outubro de 2007

dois bigos


passam na rua e olham para um centro equidistante de mim. sou pés e cabeça. imagino o botão fora de casa, uma fralda de fora, uma nódoa do almoço. mas não. às vezes atraso-me na consciencialização de um novo volume, de curvas diferentes. assusto-me com o rápido pulsar do tempo, ainda reconfiguro a imagem que tenho de mim. quero-me mais tempo assim, dois bigos em mim, e falta tão pouco para um bigo se começar a desatar de mim...

29 de outubro de 2007

wish II



gosto de sombras e penumbras. esta é daqui.

wish


se há coisa que não me é fácil prescindir é de um banho alongado de água quente sempre a correr. este caiu daqui.

28 de outubro de 2007

25 de outubro de 2007

25s


tenho-o em posição cefálica. tão cedo, já a postos? esta semana intriguei-me com uma viravolta no ventre que terminou endurecido num ponto alto do lado direito. significa que insiste em pontapear-me nesse ponto onde deve ter encaixado o rabo e faz-me cócegas no baixo ventre. esta semana os pontapés apontados deixaram de ser só partilhados por mim. a ver se ainda dará mais cambalhotas...

23 de outubro de 2007

contra corrente


não há nada como correr na praia contra corrente. longe das correntes de pessoas, não gosto de correntes de pessoas, fujo de pessoas. do que mais gosto é de contrariar ciclos e, nem sempre contrario. gosto de dunas desertas e ainda recordo as descidas escorregadas de umas que guardo em segredo. gosto do pôr do sol, gosto quando o sol se põe e quando se quer pôr. tenho perdidos muitos sois postos ao fim de semana, esta semana perdi mais um. os esquissos absorvem-me os pores de sois e eu quero-lhes contrariar este ritmo e desde os tempos da faup que digo o mesmo. agora, de barriga cheia, altura que queria mesmo mudar de ritmos, os ritmos continuam os mesmos. trabalho fora do horário do trabalho e fora do horário do trabalho queria fazer outras coisas. enquanto isso o meu principe cresce dentro do meu castelo.
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qualquer coisa e escorrega-me água com sal, andamos descompensados o tempo e eu. não era suposto chover?

21 de outubro de 2007

20 de outubro de 2007

19 de outubro de 2007

remade portugal



ninho


trabalhar com a natureza e ao seu sabor é o que andy goldsworthy tem vindo a fazer, descobri-o lá dos tempos na suiça. a minha natureza diz-me para preparar o ninho. sinto-me "atrasada" ou o que quer que isso queira dizer. o outono seria propício a preparar ninhos quentes e aconchegantes mas, onde anda o outono? é que, espreito, vejo-lhe as folhas caídas, mas ainda não o encontro será por isso que me atraso?

a place like home


por aqui

11 de outubro de 2007

fragmentos em ruina de uma vida



em mãos a destruição de mais um pavimento hidraúlico e de mais uma pedra maciça escavada...

23s


9 de outubro de 2007

my baby grey's



gostava de me colorir mais na vida e na aparência mas retraio-me e arrisco pouco. continuo pouco colorida, cinzenta, talvez mortiça. my baby grow's e eu vou conte-lo num grey entrançado que me deliciou pela suavidade do tom e por fugir aos tons de azul não me prendo ao anzol para (não) ser original. agora, combino-lhe um branco luminoso ou um colorido garrido. para mim, para a deslocação dos nossos futuros acessórios mais imprescindíveis, uma mala. uma baby bag perfeita, florida mas não colorida, alegre mas sem macaquinhos queridos que os da cabeça já me chegam. a combinar com o sling. pois claro.
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mais uma vez expliquei que não, que não precisava de transportar a mala adquirida em mais um saco inútil, que a mala se transporta a ela própria e que se dispensa a acumulação desmedida de sacos e saquinhos lá por casa. é particularmente nas compras, loja a loja, que mais me chateia o acumular de sacos, de papel ou não, não gosto de navegar em sacos. pode ser que no futuro próximo pelo menos os de papel sirvam para o (re) corte e colagem ou para os riscos e rabiscos do rebento.
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também para o enxoval encomendamos este.

6 de outubro de 2007

re COOP erar


os meus pulmões, cérebro e coração começam a ressentir-se dos apertos e reajustes que semana após semana o meu corpo vai sofrendo. ainda não arfo mas já me fadigo mais rápido. ainda não tenho prateleira mas já enfarto mais rápido. o cérebro não se queimou mas é capaz de andar mais retardado. lá dos tempos da suiça era um saco do coop, que guardava na minha mala para as compras transitórias do dia-a-dia. já lá vão 7 anos e já os pagávamos um a um como agora começam a fazer por cá. lá tinha um dia-a-dia diferente, mais rotineiro mas mais livre. aqui prendo-me, prendem-me e eu seguro-me. lá o tempo tinha outro tempo e eu dava mais ginástica ao corpo e via com um olhar mais disponível. ouvía mais desperta os tugas entre os suiços, já lhes identificava a pinta e destinguia-os ao primeiro raspão. por aqui cheguei ali e deliciei-me com a campanha e senti-lhe saudades das rotinas, das compras, do ambiente. olá andré, por onde andas? que será feito da cristina?

5 de outubro de 2007

1 de outubro de 2007

chocolate


desde outros tempos que o hábito desapareceu. nunca foi hábito que chocolate em tablete nunca foi perdição mas por lá descobri-lhe um sabor digestivo, assim a completar a última refeição tipo última ceia. um quadradinho marchava sempre e no supermercado abastecíamo-nos de vários por cada viagem. hoje assaltou-me uma vontade voraz de os ter comigo de reserva e assaltar um quadrado digestivo. a cor de chocolate povoou-me a mente a mim que não sou de desejos especiais. vejo-me aos quadradinhos de uma cor chocolate. abro cada gaveta a tentar explicar-me a vontade e dentro de mim sinto um ginasticar constante que me deixa feliz.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982