30 de abril de 2009

III



preparei-nos umas entradas à pressa com o que havia por casa, decorei a salada enquanto o caldinho fervia, a ver se o estômago do miúdo fica mais tolerante, ainda fiz uma sobremesa a compensar o conduto racionado. sou pouco colorida nas sobremesas, repito-as não as tenho inovado, de qualquer forma um leite creme adaptado sobre uma base de massa folhada a simular um grande pastel de nata cai sempre bem. para a próxima previno-me e apresento-nos fruta com a mistura de sumo de um limão, quatro iogurtes naturais e uma lata de leite condensado, a ver se vario.

22 de abril de 2009

coisas nossas v




cheira e quer apanhar todas as flores e ervinhas que encontra. a avó dá-lhe a cheirar sobretudo as aromáticas. sabe bem onde está o nariz. já vai concentrando no subconsciente um bom dicionário de aromas e texturas, nada como andar ao ar livre. continua-me a fazer confusão os pais que preferem os sintéticos aos relvados, areia e terra. na futura escola ainda há árvores e terra mas alguns pais temem-lhes os arranhões. eu fiquei contente por reencontrar a cartilha maternal.
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a não perder esta reflexão e o vídeo

21 de abril de 2009

17 de abril de 2009

eileen gray


uma das mais conhecidas e copiadas peças de mobiliário do modernismo será esta mesa de vidro muitas vezes atribuída a mies van der rohe. ontem a propósito de um documentário na rtp2 sobre a casa E.1027 de Eileen Gray, voltei a pensar no tema aqui abordado pela alice sobre as mulheres e a arquitectura. ou melhor a velha trilogia mulheres/profissão/família que tantas discussões muitas vezes nos animam os jantares de amigas. sabemos de antemão que numa grande parte das vezes o sucesso de uma vertente (o mesmo acontece nos homens) penaliza o equilíbrio do sucesso das outras e quando isso acontece a palavra excentricidade, desenquadramento, desleixe, está muitas vezes presente. é suposto, hoje, a mulher não assumir o comando de tudo, muita coisa já está alterada. estará assim tanto?

13 de abril de 2009

infantário




o meu jardim escola tinha mesmo um jardim cheio de verde, arbustos-tocas, árvores para trepar, muitos trevos de três folhas e poucos de quatro, muitos bichos carpinteiros que nos iam parar aos bolsos da bata. agora só lhe restam dois canteiros na entrada e as letras imagem de marca. os meninos já não são tão diferentes entre si e a directora mudou-se. fosse outro o cenário e gostava que o meu filho perpetuasse as memórias que tenho de lá. mas não. em vista outro, ainda com jardim, instalações menos boas mas a directora de sempre a lutar pelo nosso sorriso e pelo dela. andamos a pensar um ano à frente e decidido está não perder/ganhar tempo nas deslocações. limitamos a área de influência a 1/2 quilómetros e a possibilidade de andar a pé. a ver se custa menos que esta.

2 de abril de 2009

1 de abril de 2009

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982