30 de junho de 2011

receitas















ensaiei um suporte para a chupeta em pouco mais de cinco minutos, o protótipo está imperfeito por isso vamos repeti-lo. não sabemos se vai querê-la, à chupeta, o irmão maior usou-a por pouco mais de três meses e desistimos. para esta viagem nem íamos experimentá-la mas um fim de tarde de cólicas dá aso a experimentar de tudo.

29 de junho de 2011

são 16 horas














e entre o sono do miúdo pequeno e a chegada do grande da escola fiz jantar para dois dias. ontem enquanto o adormecia pela primeira vez ao fim de cinco dias pediu-me para lhe dar a mão como quando era bebé, expliquei-lhe que só não lhe dei a mão enquanto fui para o hospital (a noção de tempo ainda os baralha). disse que não gostava de mim ( por não lhe dar a mão há muito tempo) eu manifestei-lhe o meu amor e ele logo retribuiu com o seu e pediu-me para ficar muito tempo a dar-lhe a mão. hoje enquanto o adormecia soltou-se-lhe um mama és tão linda. está calor e tenho de reter um menino de três anos em casa preso às primeiras rotinas de um bebé de cinco dias.

28 de junho de 2011

nós por cá















mama quando ele for da minha idade eu vou ser da idade do papa e vou aquecer-lhe o leite no meu biberão, quer dizer, no meu copo novo. ( sim este menino usa muito a expressão quer dizer e usa a palavra idade para catalogar tamanho) m. 3 anos
as pessoas fazem filmes com os ciúmes acho até que os chegam a estimular por antecipação. concentram-se de tal forma na questão como sendo um facto tenebroso que vai necessariamente acontecer. estamos juntos há 3 dias e a família ajusta-se aos poucos e cá para nós não se chamam ciúmes mas um reajuste que todos encaramos como natural. há muitos beijinhos entre todos, e todos participam para não existirem excluídos que a família agora são 4. o irmão maior sabe que o mais pequeno tem de lanchar e que o seu lanche é leitinho, também ajuda a mudar a fralda e há-de-lhe lavar os pézinhos mais vezes e, por isso, para já, estamos todos tranquilos a viver a intensidade da coisa sem lhe acrescentar quaisquer outras tensões adicionais. hão-de chegar episódios inerentes à readaptação e a eles nos readaptaremos sem catalogações. a manta ficou pronta mesmo a tempo.

27 de junho de 2011

21 de junho de 2011

ainda para aqui andamos














o miúdo pequeno passeia e não se encaixa como que a dizer não me incomodem que não me apetecem esforços. as enfermeiras dão-nos rebuçados a ver se as cintas saltam mais porque mãe e filho quase foram dormir ao som das batidas. a mãe chora e ri por nada e desculpa-se com as enfermeiras.  anda-se a achar patética enquanto sonha com partos perfeitos nas meias horas em que prega olho porque de olho aberto quase só vislumbra a mesma história da primeira vez. o miúdo grande pergunta pelo pequeno como que a traduzir a envolvência de perguntas que lhe/nos fazem. não queríamos ter dia nem hora marcada mas já temos quase uma deadline que quase nos massacra a mioleira. e faz contas de cabeça para o caso de não se dar o acaso que amanhã é a festa final do miúdo grande que vai ser um anão, que ainda tem de deixar desenhos de obra prontos mas já não está com as antenas para aí viradas e que já agora não gosta de datas sobrepostas com nada nem ninguém e por isso é melhor ir ali chorar um bocadinho que depois há-de lhe passar o vendaval...

20 de junho de 2011

nós ainda por cá

-quando nasce o teu mano?
-ainda faltam muitos minutos...
m. 3 anos

16 de junho de 2011

perguntas-te?














eu pergunto-lhe mas ele ainda não me respondeu...

15 de junho de 2011

um corte

antes da hora e como das outras vezes.

11 de junho de 2011

quase-quase

a eminência do parto começa a não deixar espaço para a racionalização que coincide com os pontapés de perguntas e constatações das pessoas com que nos cruzamos. está quase ou não, é para quando, vai ser onde (tema que se costuma prolongar), a barriga já desceu (assim como quem tira medidas de esguelha e não adianta dizer que há 4 dias a médica que me examinou o achou ainda muito subido). cansam as perguntas desta fase, a barriga e o quase-quase. quase não há fotos, o cabo da máquina desaparecido, coisas por deixar organizadas e as hormonas a tentarem baralhar circuitos logo agora...o que se avizinha não há-de ser menos cansativo e menos baralhado mas este quase está-me a deprimir porque me adivinho o filme da outra vez. é que não sinto as caminhadas estarem a servir para alguma coisa.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982