30 de junho de 2012

brincar com letras





















abrir a caixa de uma máquina velhinha foi o suficiente para passar uma tarde de volta de letras a explorar cada "martelada". depois das letras do nome, passamos a mama, papa e aeiou. as letras com íman que já por aqui andavam sairam definitivamente derrotadas. quase arriscamos homeschooling.

28 de junho de 2012

o terceiro dom



de froebel : "Os objetos criados por Froebel eram chamados de “dons” ou “presentes” e havia regras para usá-los, que precisariam ser dominadas para garantir o aproveitamento pedagógico." foi o primeiro pedagogo que ainda inetrfere na orientação da escola dele que foi minha. todos os dons aqui.

27 de junho de 2012

reciclar


 






























reciclamos 3 latas de leite foi tudo o que precisamos durante os dois meses entre o desmame e o leite convencional. dá um tambor, um banco, já serviu de ponte e dá para guardar coisas.

26 de junho de 2012

















ando a sonhar com uma saída, copos, música, amigos e um barco à mistura com hits a divulgar-nos a maturação. a fingir que temos menos quinze e que no dia seguinte nenhuma voz me madrugará com um mamamamamamamamamama. esta semana deixei as pintas em casa e fui bater a outra porta. no percurso guardei o galo gordo, subi outros acordes e a coisa despoletou. primeiro uma porta errada, uma cara envergonhada, uma garrafa na mão e um senhor sorridente. depois uma porta certa com a galhofa lá dentro.

25 de junho de 2012

24 de junho de 2012

a nossa titi

















fez uma entrega especial ao domicílio

23 de junho de 2012

1


















um ano. seis dentes. muitos animais apontados, aponta, aponta tudo e gosta de livros. muitos gritos para pedir o que quer. e quer a fruta com a casca. longos minutos de pé e alguns passos já dados sem apoio. brinquedos e mãe disputados com o irmão. a mãe é o centro do mundo. a festa adiada.

22 de junho de 2012

HHV3-II
















um ai ui au ai ai ai ui au au ai ui ai constantes numa alternância constante entre pés, cabeça, mãos, barriga e pernas. as costas safaram-se de queixas mas lá também há muitas."tenho tanta borbulha que não posso mexer em nada e não vou conseguir dormir com estas borbulhas todas." desabafos que deixam qualquer mãe a querer trocar de posições. tentamos imaginar muitos cenários para abstrair. passamos a noite meia em claro numa luta. mãe estendida no chão combinação de água e fraldas de algodão a ver se adormecíamos as borbulhas refrescando-as. quatro da manhã, tréguas dadas a mãe e filho. telemóvel mergulhado na sanita. está lá uma boa parte da vidinha agora embaciada mas ainda a bombar, não sabemos como. o dia dois foi salvo pelo longo banho com a participação de sucesso da aveeno colloidal e, por último, eu mãe me confesso, por horas de tv. esta vai pesando no consciente mas é o que mais o abstrai do que o rodeia, a ele e a qualquer criança. esta espécie de anestesia trouxe-nos mais calmia ao dia.

21 de junho de 2012

HHV3


















acabamos com o ano letivo e começamos o verão com uma nova "amiga" que já nos deixou pústulas por todo o lado. os próximos dias avizinham-se penosos numa luta contra o prurido acentuado. ora se temos, segundo dizem, quatro dias de exantemas a aparecerem temo que os próximos dois dias ainda nos vão dar muito que coçar. só podemos atacar sintomas por isso hoje havemos de deixar vesículas em banho-maria numa combinação de unhas tão rentes quanto possível a ver se passamos a noite em escuro. para já uma mãe imune e um filho mais pequeno em alerta máximo e com a festa do primeiro ano cancelada para melhores dias.

19 de junho de 2012

mim















rendida pela primeira vez a uma franja. nunca calhou de ma fazerem à rebelia. dei à karina liberdade e ela revelou-me a pólvora para "rematar" os cabelinhos que desde que me lembro de mim existem por crescer do lado esquerdo e todos os cabeleireiros insistem em atribuir aos puerpérios. há 5 brancas a passear que ainda não chateiam e afinal a franja doma-se bem.

18 de junho de 2012

16 de junho de 2012

pai - avião



quando é que o papa vem?

13 de junho de 2012

12 de junho de 2012

voar



















enquanto o tio reciclava uma caixa de cartão nuns aviões, ele apanhou-lhe todos os movimentos. hoje enquanto o jantar fervia nas panelas com a sua tesoura foi construindo sozinho uma espécie de transporte. já não é a primeira vez que sem insistências ou ensinos direcionados absorve coisas que observou dele. outro dia soltou um mama sabes que eu já sei dobrar meias, o tio p. ensinou-me. quando passava temporadas com os meus avós também tive um tio que me ensinou a dobrar camisas e tshirts. nunca vivemos tão centrados em aviões. faltam dois dias: isso é pouco mas é muito mama!

11 de junho de 2012

chuva
















como é que a chuva vai para as nuvens?
blá blá...fuminhos, vapor de água, vapor que vês sair da panela.... mares, rios e lagos.
mas a água fica muito muito quente? e os surfistas?
e agora como saio desta embrulhada em que o meti?

10 de junho de 2012

um cavalo



















mama há aqui perto um sítio com cavalos?

9 de junho de 2012

o "cocas"






















foi hoje uma oportunidade para exercitar os números (começa a fixar do quatro para a frente) e para fazer dobragens. como gosto daquele tricíclo!

7 de junho de 2012

aguarelas


















pela primeira vez. explicado o básico, lavar o pincel a cada troca de cor, deixei-o por sua conta.

6 de junho de 2012

geração desafiada



















é sempre assim como um tolo no meio da ponte. na gravidez para acertar com o sítio que me levava a um mais desejado parto normal, valeu o segundo falhanço para ficar em paz com o corpo. da última vez foi para decidir a que escola entregar o filho grande por uns bons anos. o coração e a razão nas duas opções. há sempre duas opções que me caem nos pés nenhuma das duas tem necessariamente um lobo mau escondido. muito pelo contrário. há sempre duas opções com coisas boas, diferentes, mas ambas boas dependendo dos items priveligiados. longe estava de imaginar que me atiravam uma nova ponte para os pés em que nas duas margens florescem muitas coisas e querer apanhar flores nos dois lados, já sabemos, vai fazer-nos quase pertencer a lado nenhum. e o querer e o não querer, o só pode ser bom e o pode não ser assim tão bom consomem-me as ideias. o ano não equivale ao de outrora. deixar o país como estudante, com objectivos de tempo e espaço bem delineados. não há só a primeira pessoa do singular, e não há só a primeira pessoa do plural. também há a terceira pessoa do plural. há eles. dois meninos. dois nossos um dela.
muitas coisas se me têm cruzado no caminho. algumas antagónicas. pareço gostar de opostos, de gostar de encontrar coisas positivas nos opostos e de, num processo quase masuquista, sofrer por querer muitas coisas. por não querer eliminar coisas à partida e por ter dificuldade em selecionar, não dar para fazer undo assusta. recolhem-se experiências -obrigada sofia- e volta-se a recolher. de gente que foi e voltou, de gente que está, de gente que o pondera, de gente que está nómada. não somos rasca, nem à rasca, nem tivemos a vida adiada, não adiamos nada. somos uma geração qualificada, informada. a mais tecnológica, a mais sensível na ecologia, no respeito pelo passado, a que mais repisca o que a anterior renegou, a mais viajada.
não sei se pertencemos a essa geração adiada, por definição até aos 34 com sucessivos empregos precários, a viver em casa dos pais. vimos do final dos 70's tivemos empregos estáveis, e recentemente metade a trabalhar por conta própria com trabalho e outra metade numa situação efectiva, um quase forever. há pouco mais de um ano atrás o país, vendiam-nos, estava próspero. falava-se em tgv's e muitos projectos. nos últimos dois meses e meio, um adulto para dois meninos, a tv de casa mantém-se quase sempre desligada. não preciso de ouvir notícias a chover no molhado, bastam-nos alguns desenhos animados escolhidos a dedo para gerir tarefas e duas séries com gravações agendadas para o momento de silêncio o sofá agora é meu.

4 de junho de 2012

primeiras letras depois do nome


















outro dia: mama adivinha de que país veio isto? começa por "u". é sUiça.
ontem: mama escreve-me ioio e um m. e desenhou o ioio.

3 de junho de 2012

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982