22 de setembro de 2013

as 12 badaladas























dia e noite com o mesmo número de horas. foi hoje o dia do equinócio e nós fomos fazer uma espécie de despedida do verão que incluiu praia pela manhã e colagens com folhas ao final da tarde.

19 de setembro de 2013

quarto



















juntamos tudo num quarto, dois meninos e histórias a transbordar da estante.

18 de setembro de 2013

how to catch a star



















umas estrelas e luas trazidas da indonésia descobertas numa gaveta ao jantar + o livro que trouxemos de londres = uma história trocada em teatro de sombras que pacificou as escolhas dessintonizadas entre 27 e 67 meses das últimas noites. 

17 de setembro de 2013

do cafuné





















fui "acusada" de ser uma mãe canguru por trazer os bebés penduradosmuitas vezes "tortos" e enroscados em mim. ainda há situações, de 1 adulto para duas crianças, em que o apoio extra nos resolve a logística mesmo que 2 e 5 anos tragam muitos quilos agarrados. depois de muitos anos a escapar incólume agora me declaro mãe chimpanzé que fará muito cafuné nos seus macaquinhos irrequietos. a receita tinha-nos ficado retida em stand by à espera que nos saísse a sorte grande e na falta de alternativas à mão o vinagre e o azeite fizeram os tempêros do serão e da manhã de hoje.

15 de setembro de 2013

de gostar da escola

















amanhã tenho mesmo de ir à escola, a sério, não posso mesmo faltar. é que prometi a um menino (dos mais pequeninos) que o empurrava no triciclo. a professora susana disse-me que ele merecia andar de triciclo que tinha comido tudo e eu deixei e andei a empurra-lo, agora é meu amigo.

14 de setembro de 2013

novos inquilinos




o sal e a pimenta ao primeiro dia estão na eminencia de morrer empanturrados. ele insiste com mat e faísca e eu com sardinha e carapau. seja como for são animados e partilham o espaço com uma tartaruga, uma raia e um tubarão, inanimados. também há um avião sem asas, será gigante na perspectiva deles. eles trouxeram um arco iris para cada dia. a ver quanto tempo nos temperam os dias.

12 de setembro de 2013

11 de setembro de 2013

9 de setembro de 2013

és meu romeu



na travessa dos tamanqueiros havia um romeu. nenhuma de nós queria ser a sua julieta. o caso era motivo de chacota e o nome ficou associado à vizinhança e a dias de páscoa na aldeia. dezenas de anos depois de rejeitar marmelada, apesar de concordar que a combinação tinha uma aparência perfeita, juntou-os num dia a precisar de glicose. quer ser sua julieta para sempre. julieta do seu romeu. inês do seu pedro. a idade apurou-lhe as papilas e não fugirá nunca mais da marmelada. decidiu que se dedicará  ao puré de marmelo e ao doce de abóbora com igual empenho sempre que for a altura H que as coisas fora de época perdem o apuro. já não tem repulsa ao nome, os nomes também ganham vidas novas em novos substantivos comuns ou substantivos próprios. és meu romeu. sou tua julieta.

6 de setembro de 2013

inteligência emocional

















diz que até aos três anos se devem cuidar dos afectos, sedimentá-los, mimá-los. também diz que a criança de meses, um bebé portanto, tende a ter a transição da entrada para um ambiente secundário, como será um berçário ou creche, facilitado. são de memória muito curta - serão? - e rapidamente se resignam às mudanças. a criança a caminhar para os três terá a mobilidade resolvida e estará a explodir a linguagem e praticamente todos os dias soltará novas palavras, fará novas conexões e encontra-se na eminência de desenvolver raciocínios verbalizados. diz que é mais provável sair traumatizada numa má ingressão. tem tanto que se lhe diga o tema que não chegam as horas fora de horas para procurar literatura específica e credível. uma primeira experiência aos 7 meses e outra aos 27 meses darão para amostragem? aos 7 meses chorar e alterar comportamentos traduzem queixas com uma infinidade de nuances mas deixar de dormir toda a noite e passar a mamar de 3 em 3 horas como se lhe fosse fugir havia de querer dizer alguma coisa. por muito que lhe pudessem esmiuçar comportamentos quem adivinhará se terá, teve ou tem algum impacto? há muita coisa ainda solta, muita estrada pela frente e, aos sete meses, a envolvente era ainda uma extensão de si próprio que se começava a soltar mais dia menos dia. passaram 3 dias e os 27 meses deram para um trabalho totalmente diferente e quando se inquietam com o coração da mãe, ela abranda e do que quer mesmo saber é da estrutura emocional do pequeno. é para isso que trabalha intensamente desde o primeiro parto. é mais um desafio que se quer bem sucedido. por isso atirou muitas conversas com entusiasmo e tentou explicações que pensou sintonizadas para 27 meses. vai devagarinho. quem se quer atirado para um ambiente estranho e de estranhos aos 27 meses? mas poder ver os seus olhos a brilhar de entusiasmo quando solta um mama chegou! e podermos trocar histórias e sentir um discurso coerente do que se passou nas ausências é bom e tranquilizador. mama foi embora e a c. pegou ao colo. depois perguntou duas vezes pela sopa ( como que a perguntar pela mãe ) é depois da sopa que ela aparecerá de novo, continuará malabarista e a preferir a ansiedade verbalizada.

5 de setembro de 2013

contas de somar

















somam muitas cumplicidades, temo já não saberem da vida sem o outro. o maior num processo descendente comanda brincadeiras e lança redes de estímulos que se espelham no crescimento do mais pequeno. o menor em escala ascendente corre atrás a apanhar todos os gestos, palavras e aptidões que pode. esta semana no meio das mudanças quis muito ir para a escola do irmão.

4 de setembro de 2013

espectro azul





















































































depois de 4 anos a saltar pelas praias da costa vicentina largamos o carro por uma semana. fiazíamos rolar pneus em muita terra batida e espreitamos praias com gente a caber nos dedos de uma mão em pleno mês de agosto. não se pense que não haverá um algarve com praias onde se estende a toalha em mais de 1 metro quadrado. aqui, se a maré nos deixasse podíamos soltar os meninos a correr em centenas de metros quadrados, a explorarem grutas e a espreitarem céus muito azuis numa espécie de lanternins abertos. a metereologia esteve a favor, ofereceu-nos uma variação enorme de uma das três cores-luz primárias. talvez tivesse sido até possível registar todo o intervalo de nanômetros do espectro da cor azul. diz que o azul é o menos expansivo e forte aos olhos mas também diz que estimula a criatividade. tivéssemos nós um espectrómetro e teríamos recolhido todos os azuis. associam-no à paz, ordem e harmonia, pareceu-nos por isso bem voltar a transbordar de muito azul.

3 de setembro de 2013

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982