27 de janeiro de 2014

e quando
















uma parte do mundo acaba de lhe ser apresentada começa uma parte de um novo mundo a abrir-se. as letras arrastam muitas histórias quando andam de mãos dadas umas com as outras. agora que já as conhece há um novo mundo de outras histórias por explorar.

25 de janeiro de 2014

saber amar

















uns parolos de carapaus na mala, douradas grelhadas a saber amar e petiscos para regar com conversas demoradas com amizades a crescer.

22 de janeiro de 2014

21 de janeiro de 2014

20 de janeiro de 2014

não há um dia



para se começar a ler, a andar ou a falar. anda tudo no gerúndio. e nós para aqui vamos andando, lendo. falta-lhe a letra muda mas como já lhe conheceu os seus amigos a coisa deu-se. vai lendo. se forem assuntos de planetas as letras alinham-se e o alinhamento de qualquer coisa é como a história do ponto que vai passear. forma-se a linha. ser apanhado de livro na mão a ler teve dia marcado. andam pontos a passear.

19 de janeiro de 2014

com chuva ou sem ela





















temos usado a nova "nave espacial" para num raio de quilómetros palmilháveis espalharmos energia ao ar livre. há trilhos por explorar. com oxigénio menos viciado a energia fica dissipada, os decibéis  propagados pela superior quantidade de ar. com menos obstáculos físicos a refletirem som e movimentos, a máquina funcionar melhor.

18 de janeiro de 2014

uma ida à biblioteca




















a primeira ida do menor porque o maior é um habitué. era um programa na calha para dias chuvosos. para repetir muitas vezes.

16 de janeiro de 2014

amanhar




















guelras exploradas, descoberta de dentes e da ausência de gengivas, barbatanas, escamas e olhos fora. 4 mãos pequeninas a amanhar peixe. há finais do dia que nos correm mesmo bem. outros nem por isso.

14 de janeiro de 2014

2014






















podia imprimir esta imagem em tamanho gigante. podia ser uma imagem profissional com uma frase poderosa que tenta influenciar, inspirar e comunicar. dessas que se cospem a toda a hora em muitos murais. mas não. esta é tão só uma imagem nossa. deles. da minha vida que não sei bom por onde anda. anda neles. e não. não é só uma imagem.é um momento. e é nosso. é daqueles carpe diem que se deseja todos os dias, se tentam construir, às vezes se montam mas depois se desfazem em perspectivas perspectivadas. tínhamos estado a desfazer o natal. eles quase já desfazem o natal sozinhos. e de tarefas onde todos se encaixam a momentos de parvalheira total é um tirinho. vai dai atiram-se literalmente sapatos e casacos porta fora e depois tentamos arrastar corpos em exaltação infantil no auge. gerimos reclamações enquanto o elevador faz a contagem decrescente e quando o ar lhes bate na cara todos os planetas se alinham de novo. o maior anda mesmo interessado neles e hoje foi a primeira partilha quando chegou à escola. é uma conquista quando nos interessamos por um tema e resgatamos informação que nos motiva. nesse dia enquanto os empurrava na nossa nova nave espacial o maior distribuiu planetas entre os dois. tinha ali mesmo à frente saturno e urano tranquilos e em órbita. o horizonte está sempre ali à nossa mão de semear. por isso foram meter areia e de mãos dadas correram ao longo dos montes que o mar revoltado havia trazido estes dias. o maior chegou um destes dias a perguntar se o mar era um ser vivo e não fosse trazer definições carimbadas na cabeça teria-lhe respondido que sim. que o mar é um ser vivo. mas a resposta foi não e na dúvida a revisão da matéria faz sempre bem. e baralharam-se-me as ideias. enquanto eles continuavam a desafiar equilíbrios nos cumes que percorriam seguiram-se muitos disparos. automáticos e manuais. em quantidade. quase fizemos ali uma ode à felicidade. mas não. sabemos que ela não existe. mas aqueles click click combinados com risadas, mãos dadas, lusco fusco e ar nas nossas caras, foram puros bocadinhos dela. da tal da felicidade. e deram frutos, que depois de muitos filtros e erase's, que nos farão recordar momentos de quando os planetas se alinham e a luz brilha um bocadinho nos nossos dias.

13 de janeiro de 2014

o polvo feito cavalo marinho

















a escola trouxe-nos a menina do mar "para casa". andam a ler por "episódios" e a cada paragem em que no ar ficam as cenas para descobrir no próximo capítulo ele vibra. ficou prometido que depois das palavras lidas a bater-lhe na imaginação vemos aquela animação. para já, nada como uma dieta de imagens que o fazem tentar contar centímetros de um palmo, a medida da menina de olhos roxos e cabelo verde. amiga do menino que vive na casa das sete janelas. às vezes a comida também ganha vida marinha.

3 de janeiro de 2014

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982