31 de dezembro de 2014

resoluções


























esquecer-me menos de mim

28 de dezembro de 2014

24 de dezembro de 2014

é natal


comer às pinguinhas, fazer as crianças abrir prendas pelas 9, não tirar tachos do fogão, ficar a mesa quase intacta. este não foi o pior natal. 

22 de dezembro de 2014

19 de dezembro de 2014

16 de dezembro de 2014

festas

















desmultiplicar deve ser quase o mesmo que dividir. uma máquina em cada mão. os sentidos ao rubro. chegar a pensar num facetime. as lágrimas contidas a misturar pensamentos como se as hormonas fossem as da gravides. o pequeno em alto e bom som, o palco gigante, ele pequenino a falar alto e boa voz e o filme não lhe apanhou o som. o grande a cantar baixinho para não se fazer notar, se pudesse ficava na assistência.

15 de dezembro de 2014

as nossas manhas

























o pequeno só quer saber de panquecas e descobriu os prazeres de um leite chocolatado. o grande só quer saber de fruta e cerelac e nunca mais voltou aos seus cereais favoritos.

14 de dezembro de 2014

13 de dezembro de 2014

é quase natal 2

























-eu sei que o combinado é uma prenda mas eu só quero duas, a professora disse que se pode pedir duas!
-(grrrrr professora a ajudar/desajudar)
-mama mas a c. tinha uma lista de prendas que nunca mais acabava!
-mama eu só queria um skate e uma prancha de surf! mais nada!

12 de dezembro de 2014

é quase natal 1

























havia um filho, às vezes prendas compradas e, em consequência, conversas convergentes. uma prenda em destaque, tudo a funcionar. outro filho, a ir apouco em cantigas e conversas, gostos muito próprios:

-quero uma bateria!
-um piano?
-uma bateria!
-uma flauta?
-uma bateria!

...bateria encontrada eis que surge um carro dos bombeiros que tenha uma luz da sirene incluída.

-mama já estou farto que as minhas professores falem do natal!
-ai é?
-sim! podes pedir para não falarem mais do natal?

7 de dezembro de 2014

festa é festa
















































não deixamos nenhum momento ao acaso, solto, por partilhar, por viver. saltamos entre duas casas, agarra-mo-nos, voamos para o colo uns dos outros, recuperamos, respiramos fundo. improvisamos, a vida sai de improviso com aquilo a que tem direito. ela, a vida, continua a correr, por ali fora, dentro dos seus próprios trilhos. nós a vê-la a correr, ora do lado de fora, ora do lado de dentro, ora em carruagens mais dianteiras, ora nas outras de segunda classe mas sempre ali a controlar-lhe a velocidade. arfamos de cansados. sai-nos do pêlo. mancamos, corremos a mancar. o mundo a girar, nós a fazermos quilómetros. a ver mundo, a agarrar o nosso mundo.

2 de dezembro de 2014

do espontâneo aparente


























o dicionário está no quarto à mão, feitas as apresentações ficou em repouso até ao dia da iniciativa prórpria. o mapa veio do aeroporto e foi esmiuçado por sua conta e risco.

1 de dezembro de 2014

advento



















uma luz quente para estes dias em que o inverno se aproxima de vez. a receita é simples, inclui rolos de papel higiénico e furadores. encaixa-se uma vela e está pronto a aquecer o ambiente e a refletir imagens. podemos decorar ou pintar os rolos antes de os furar. a nós agrada-nos este ar tosco iluminado e espalhado por uma mesa de jantar. e é tão simples quanto eficaz.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982