30 de abril de 2015

27 de abril de 2015

vou fazer te marcação cerrada


























um dia vais-nos agradecer não desistirmos nunca.

18 de abril de 2015

mim





























falta pouco para os entas. sinto-me mais menina hoje. cruzei-me com umas senhoras na porta de uma escola secundária, traziam lábios, olhos pintados e sapatos de salto alto. encolhi-me, senti-me mais pequenina nas minhas sapatilhas. sou uma miúda mas dizem que sou adulta. procuro a maioridade em mim e nem sempre encontro. amanha pinto os lábios de vermelho mas mantenho as sapatilhas.  

17 de abril de 2015

horas a pedido


























viemos a pé. vimos caras pelo caminho percebemos os quartos de hora.

16 de abril de 2015

de comer



























ir buscá-los à escola com uma caixa de panquecas acabadas de fazer para que antes da dose de actividade física não ataquem a máquina das bolachas. encho-lhes as panquecas de sementes, disfarço com mel a ausência de açúcar e barro disfarçadamente com nutela. corto-lhes tiras de cenoura crua que hoje disputaram entre primos como se de um chocolate se tratasse. tento que não saiam de casa sem fruta ao pequeno almoço. 

10 de abril de 2015

dele

























eu nunca vou morrer. vou viver para sempre. v. 34 meses

5 de abril de 2015

3 de abril de 2015

1 de abril de 2015

primas

























cresci com as mães delas naquele casarão sem água quente, tectos muito altos, escadaria de palácio, jardim das maravilhas. quando cá em casa arrastam camas, viajam com malas a sério, montam tendas e se metem em todos os armários, mesmo que tudo fique do avesso, desejo que cá voltem de novo. muitas vezes.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982