30 de maio de 2016

juntar ingredientes, unir pontos


























sumo de laranja de 3 laranjas+2 chávenas de farinha+3 ovos+5 colheres de manteiga+meia chávena de açúcar. muitos números, um livro novo , ponto por ponto para o paciente da casa.

28 de maio de 2016

the whole world



por muito que possa parecer o mundo não lhes passa ao lado, tudo nos pode servir para partilhar momentos. há sempre uma nova descoberta ao virar da esquina. nas exposições mais eruditas às mais ou às menos infantis. passamos na saatchi gallery e trouxeram um i can't get no na cabeça. passamos na tate e nos casulos passamos algum tempo a brincar.

27 de maio de 2016

lidar com a casa



a vida é lá fora

























um dia perguntámos-te se não seria melhor continuar a trepar e a explorar o corpo de forma segura, com colchões no chão. desde esse dia nunca mais ofereceste resistência para frequentar uma actividade desportiva. encontraste-te ali. agora teremos uma longa jornada. é de volta ao teu mundo que te queremos ver. 

26 de maio de 2016

knock knock who is there?

























poupem-nos as perguntas:
-agora vai ser menina?
que isto não é um bem material que se escolhe no supermercado.
-queres um menino ou uma menina?
ainda não existe processo de encomendas. um embrião, depois um feto e finalmente um bebé começa a crescer nas barrigas das mães (normalmente) e nas cabeças da família. é um bebé que cresce. o sexo é toda uma outra descoberta.
-o terceiro? ah, uhm, pois,.....já não podes ir de férias para um hotel e não podes isto, e aquilo e blá blá blá
depois mando a lista de mil outras coisas que posso, é só abrirmos a mente ao mundo....



25 de maio de 2016

meias calças + meia camisa


























uma irmã a aproveitar todos, mesmo todos, os cantos de umas calças usadas. a mesma receita a aproveitar  meia camisa e a prática abertura dos seus botões. bolsos para comandos ou brinquedos, prontos para guardar pequenos objectos espalhados. 

do espírito dos retalhos


























depois de algumas mantas regulares, baseadas em quadrados, muitos quadrados, atirei-me ao aleatório.

22 de maio de 2016

da rua, da casa e do quintal



























quando passeamos descobrimos tesouros, em casa voltamos a repetir receitas, no quintal havia sopa de alecrim ralado.

20 de maio de 2016

histórias e mantas



















































uma manta nova a crescer entre serões de histórias.

18 de maio de 2016

coser


























motricidade fina apurada e um desejo de autonomia parcial. tudo o que lhe envolver o corpo. tem oito anos e quer coser mesmo que seja com a esquerda.

16 de maio de 2016

em viagem

























este era o ano de comemorações formais. planos e mais planos para ver mais mundo. estando mais ou menos no mundo, estamos no mundo enquanto ainda não nos sentimos verdadeiramente em casa), sem rede de afectos extensível, uma espécie de em trânsito. os planos foram ficando em banho maria. na verdade mesmo sem planos afinal iremos lançar-nos numa viagem grande, maior, muito maior. de repente estávamos já a ir, num instante estávamos já em viagem. não preparamos mapas, não temos estadias de reserva e nem mesmo percurso definido. mas vamos. estamos a ir. e desta vez parece que vamos serenos e haja o que houver temo-nos. 

11 de maio de 2016

vulcões


























vinagre, bicarbonato de sódio e corante. eles. lá fora.

os nossos dias


























estão cheios de dias tão especiais quanto banais. às vezes nada fotogénicos. mas uma casa cheia de rapazes com princesas de brincar só pode ter tudo no sítio.

10 de maio de 2016

lá fora


























não há estatísticas mas atiraria para o ar que os ossos em crianças partem menos e as falanges mexem mais. foi uma má queda porque este menino está no seu espaço de conforto a trepar e a desafiar-se. custa-lhe sair de casa mas custa mais regressar, custa-lhe ser levado por meios de transporte, o avião perdeu todo o seu encanto, os carros e os comboios provocam-lhe náuseas. são os seus membros que gosta de usar, se o estímulo casar com o espaço tudo está no lugar certo. saíram-nos uns planos furados e tivemos de lhe colocar na frente um ecrã durante mais horas do que as que julgamos serem o limite enquanto não garantimos que nada sairia do sítio nas primeiras horas.

9 de maio de 2016

a motricidade treina-se


























a paciência também mas os genes são difíceis de contrariar. picotar é tão acessível quanto positivo na abrangência de focos que atinge. da gestão da paciência, passando pela motricidade fina e pelo foco. temos um conjunto profissional de picotagem dos anos oitenta mas qualquer coisa serve. uma base de esferovite ou o tapete de entrada e um pau de espetada. simples assim.

8 de maio de 2016

nos nossos dias

























às vezes damos muitos empurrões. dois estão lidos. a casa na árvore funcionou bem, quase não foram precisos empurrões. 

7 de maio de 2016

agridoce

























pedes muito um bebé de mãos juntas e olhar adocicado. combinas de forma encaracolada esse teu lado doce com uma atracção por figuras agressivas. os teus filmes precisam de ter maus para terem conteúdo. depois derreteste com bebés e sonhas em ter um em casa.  lanças pontapés dançados em movimentos bruscos nas mesmas proporções em que nos lanças charme, abraços e uma voz derretida e melosa. desequilibras-te com facilidade. és a sombra do teu irmão, para onde ele for irás. és o zumbido do meu mosquito a insistir e a persistir. és o meu tempero agridoce.

6 de maio de 2016

quando inventamos bolos

























atiramos para o alguidar:

4 ovos
2 bananas
1 abacate
1 colher de açúcar amarelo
1 tablete de chocolate de leite belga
meia caneca de farinha
uma pitada de canela
10 anos de namorados
10 anos de casados
nada sobrou para amostra e a imagem seria esta de modo invertido, uma "caixa" de chocolate com mousse lá dentro....

5 de maio de 2016

dos afetos

























mama sabias que há meninos que têm os primos a morarem numa casa muuuuuito longe e que ficam muito tristes porque não estão com eles? m. 4 anos

3 de maio de 2016

a marca das datas marcadas no calendário


























não sou muito dada à missa solene do dia da mãe, ao desfile inebriante de fotos de doces mães com os seus ainda mais doces filhos. a declamações mais ou menos poéticas de amor de uns para os outros. congratulo-me com os dias rotineiros, os mais básicos e amorfos dias, com almoços requentados, com muita conversa fiada, os dias em que rimos baixinho antes de dormir, os dias em que damos a mão e os dias em que lemos muitos parágrafos. esses dias esvaziados de decorações, encenações e formalidades. este dia da mãe não seria diferente. tínhamos planeado partilhar a construção de uma maquete a oito mãos. tínhamos planeado uma ida ao parque, uns a agarrar vitamina D outros a dissipar energia. este dia da mãe não seria diferente mas foi. foi embrulhado no nosso maior grau de carinho em cadeia e amor a tentar queimar etapas hospitalares, a ignorar todos os S's dos Se's e a agarrar todos os S's de soluções. a usar todos os tipos de analgésicos ao nosso dispor (muito funnygas) com todos os malabarismos como os que nos lá levaram. os malabarismos dele são mais acrobáticos que os nossos, com a idade ganhamos contorcionismos mentais. são só dois ossos repito enquanto amorno a frieza inicial. o tempo ligará o rádio e o cúbito que  voltarão a encontrar-se com os carpos, muita música ainda por tocar e voltarão a lançar-se na arte contorcionista desta vez com uma reserva permanente de  pó de magnésio na carteira e trapézios com uma rede grossa feita de amor. e estes dias vão voltar ele promete.



eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982