desde sempre embarcaram connosco em todas as nossas aventuras. perto e longe. a pé e de avião. as viagens ficam enriquecidas mesmo que nos desgastemos em triplo. as memórias multiplicam-se. as dúvidas dividem-se. as histórias somam-se. subtraem-se rotinas. o resultado fica no mundo a que nos abrimos em conjunto.
calcorreamos todos os nossos percursos. batemos todas as nossas portas. subimos e descemos ruas. cruzamos as nossas esquinas. "lambemos" as nossas rotinas. eles acenderam a chama da nossa união ali. reabriram o livro. acrescentaram memórias.
balançamos os dias e a vida entre muito aqui e ali. devagarinho separa-mo-nos e junta-mo-nos mais que nunca. num balanço muito nosso. permanentemente conectado com e sem fios visíveis. visitar coal drops yard foi uma espécie de metáfora ou uma espécie de ode a esta nossa vida dos últimos anos. a que eles viveram, a que lhes demos, a que percorremos.
a zoologia entrou nas nossas vidas em cambridge pelas mãos do attenborough e porque o pequeno filho que passou para o meio adormecia cedo. ficávamos ali num namoro a três a repousar e a arrumar as mil gavetas abertas com tanta nova informação para gerir. por isso voltar significava sempre passar pelo recente inaugurado museu.neste momento temos tema para a nossa tribo inteira.
chamamos casa. um ir que é voltar. será sempre regressar e temos onde regressar em vários sítios onde fizemos morada e nos entranhou o espírito do lugar. onde mora muita coisa nossa. a casa, a escola, o parque e as rotinas. cambridge está na nossa história.