às vezes lê entrevistas ou historias de vidas cheias, com substancia e profundidade. é tão ordinária que acha que nunca ousaria vivê-las talvez porque farta de exposição sempre desejou a contra corrente, a estrada menos concorrida, a praia mais vazia. atrai-a os bilhetes de identidade como o da maria filomena, as entrevistas biográficas de gente cheia de conteúdo. às vezes esquece-se que tem aventuras e substânica que chegue para preencher uma milésima de conteúdo com substrato. a sua verdade não é a verdade daqueles com quem viveu enquanto floresceu. tem tanto mas tanto deles que todos os dias transbordam as diferenças que os separam. é um contra senso que cheio de sentido quanto a noite e o dia. é o contra senso, esse sentido que tem das coisas contrário às ideias de maioria mas que não ousa gritar nem viver porque, lá está, é ordinária e não extraordinária. básica, sem pejos e sem adornos. adora ir para poder voltar ao canto encolhido do lar onde nem sabe bem onde seja. deixa-se ir na corrente mas os seus olhos brilham na contra corrente. é o tolo do meio da ponte, o que ama o sim e o não e todos os antónimos que existem.
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31 de julho de 2019
no miolo da vida
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30 de abril de 2019
até velhinhos
é uma miúda. tem 3 filhos e viveu em 3 países. teve um namorado durante um década e partilha vivências intensas há uma dúzia de anos. parece que está sempre zangada mas tem o coração serenado e tão agradecido que tem medo que transborde. é daquelas mães insuportáveis que faz saquinhos, lanches e vai a todas as reuniões, conta muitas histórias e gosta de cumprir rotinas. faz muitas macacadas, pendura matéria para estudar nas árvores, canta tabuadas com rimas patéticas mas grita tanto que fica com o coração em trovoada. tem o parceiro melhor deste planeta porque não sabe da vida em outros. desconfia que caminharão até velhinhos, que farão viagens em lista de espera, juntos, mas teve durante muitos anos um sentimento secreto de que as relações podem não durar para sempre e não faz mal. cada vez que olha para o caminho percorrido faz adormecer o sentimento e sorri para o futuro que lembrará ainda mais o passado. chegaram juntos à adolescência da relação, são verdadeiramente uns maduros teenagers. quer muito chegar ao alzheimer a ler a sua própria história de vida, acompanhada por amor. o amor da sua vida.
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29 de março de 2019
1,2,3, viajar com filhos, sempre
desde sempre embarcaram connosco em todas as nossas aventuras. perto e longe. a pé e de avião. as viagens ficam enriquecidas mesmo que nos desgastemos em triplo. as memórias multiplicam-se. as dúvidas dividem-se. as histórias somam-se. subtraem-se rotinas. o resultado fica no mundo a que nos abrimos em conjunto.
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21 de março de 2019
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11 de março de 2019
drive slowly
balançamos os dias e a vida entre muito aqui e ali. devagarinho separa-mo-nos e junta-mo-nos mais que nunca. num balanço muito nosso. permanentemente conectado com e sem fios visíveis. visitar coal drops yard foi uma espécie de metáfora ou uma espécie de ode a esta nossa vida dos últimos anos. a que eles viveram, a que lhes demos, a que percorremos.
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10 de março de 2019
do teu dicionário
dás-te aos pormenores, à minúcia, ao espírito do lugar, à originalidade e não precisas de nada para te entreter. precisas só do tempo. se pudesse entregava-te um caixote cheio de tempo. um caixote a transbordar de tempo e vazio. esse precioso vazio que nos faz voar mais além. precisas de tempo, o teu tempo porque não chega a ser uma questão de procrastinação mas talvez devêssemos por em prática a miúde a técnica pomodoro.
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4 de março de 2019
zoology
a zoologia entrou nas nossas vidas em cambridge pelas mãos do attenborough e porque o pequeno filho que passou para o meio adormecia cedo. ficávamos ali num namoro a três a repousar e a arrumar as mil gavetas abertas com tanta nova informação para gerir. por isso voltar significava sempre passar pelo recente inaugurado museu. neste momento temos tema para a nossa tribo inteira.
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2 de março de 2019
voltar sempre onde se deve voltar
foi aqui com este motor, nesta triangulação que começamos o remate da nossa própria triangulação. que demos vida à nossa vida. é a este pátio das memória que vamos sempre voltar.
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30 de outubro de 2017
quando o início e o fim se tocam
espalha-mo-nos em muitas casas. guarda-las-emos a todas no coração e nas memórias, todas, na gaveta das memórias boas. fica para um dia traduzir estas imagens em letras para além das letras que lá metemos dentro, dentro das imagens. dentro destas imagens há muitas histórias lá dentro, muitas letras. dentro da história grande há cinco histórias dentro que traremos guardadas para sempre.
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4 de setembro de 2017
herbário
lançamo-nos de novo a um herbário com registo das plantas do nosso pátio, já o tínhamos feito uma e outra vez mas os anteriores registos não envolveram de uma forma tão participativa o filho pequeno.
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querias traze-lo contigo, confessa-mo-nos, o pátio podia vir embrulhado. havemos de ter mais onde construir cabanas. por ai, espalhados por muitos lugares.
24 de julho de 2017
cartas III
trarás colado ao corpo para sempre a cidade de cambridge a nossa casa de pés no chão, um pátio verde e o esquilo nestum conquistado com o mesmo sabor. trarás para sempre colado ao corpo os anos de vai e vem, as memórias que se esvaem na cabeça dos teus irmãos das brincadeiras na neve e dos mergulhos no tanque do nosso apartamento fronteiriço de basel. nada disto, prevê-se, fará parte das tuas memórias, só da tua história. são tornados de circulações entre três cidades que nos foram arrastando enquanto família como os meses em tornado em que finquei os pés para não nos levar o vento e mantive um adulto para três crianças em modo operacional. garantimos todos as rotinas básicas que incluíam banhos tomados, refeições equilibradas, acompanhamento escolar, amor, histórias ao deitar e algum lazer com rotinas apertadas à cadência de três horas para amamentar, trocar fraldas e dar mimo de bebé colado ao corpo. sobrevivemos. sobrevivemos já a tantas histórias. sobrevivemos já a tanta carga metida nos contentores. trarás para sempre colado ao corpo uma vida em trânsito de que não te recordarás. uma língua com a qual apenas contactarás nos bancos de escola. saberás que surgiste no improviso que construímos com ainda mais amor, no incerto que agarramos com mais união apesar dos dias em que nos espalhávamos entre os três chãos que te dão história. saberás do skype, do facetime e das audio e video chamadas da segunda década do segundo milénio. saberás que foste o presente que nos demos na comemoração da nossa década oficial. saberás que foste a viagem que a vida nos propôs fazer em troca de acrescentar milhas às milhas desses anos. tens entretenimento diário a 4 dimensões, duas personalidades em loop a emanar energia. um a estrafegar-te de beijos apertados e a contagiar-te de amor e bichos, outro munido da sua paciência, sapiência, serenidade e vontade, no alto dos seus 9 anos, a ajudar-te a queimar etapas de crescimento envolvido no mais delicado casulo de carinho. tu a mostrar que conheces o teu clã, os quatro pés da cadeira de baloiço confortável onde te embalas a crescer. a sapiência em pessoa aos 8 meses, que denuncias ao sorrir para um ecrã onde só usas dois sentidos para reconhecer o nosso boy mor. derrete-mo-nos. e eu e os meus botões sabemos que os solavancos de tempo em que me estás a permitir descansar serão passageiros. e que a maior viagem é esta a da vida da família que construímos.
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10 de julho de 2017
desacelerar
naquele mês de julho desaceleramos encravados nos ritmos de um bebé e de um adulto em labuta, entregues só a nós. this is us estava só na primeira temporada e a mãe tentava convencer o pai de que estes como aqueles são momentos mágicos que devemos preservar, construir e reconstruir porque é sobretudo nestes que construímos a nossa história. esta mãe daqui aspira a ver dramas em série mas nunca chorou com a série, só se derretia e aguardava impaciente novos episódios imaginando-se a rever a sua espécie de álbuns diário que foi construindo a recear o alzheimer e a babar para cima das memórias todas com os olhos a brilhar.
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9 de julho de 2017
the big weekend
fossilizar objetos do século xxi. explorar um mundo dos fósseis pode ser fácil e divertido e esta carta já a temos na manga para repetir. basta uma base de barro esticada e pressionar um objeto à escolha. encher com gesso um molde sobre a base de barro e anexar informação.
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8 de julho de 2017
7 de julho de 2017
nestum
olá sou o nestum desta família. conquistado com nestum, avelãs e bolachas. passei a fazer visitas diárias e já ouso maior descontração às aproximações que me fazem. eu fujo, eu já não fujo, eles fogem, eles voltam. vamos ter saudades tuas nestum.
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6 de julho de 2017
5 de julho de 2017
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