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20 de março de 2016

cidades visíveis, cidades vividas

























há cidades invisíveis. há cidades das memórias. há cidades vividas a fundo e cidades de passagem. não há cidades boas e cidades más. não há cidades feias. há cidades mais mágicas que outras. há as sublimes. as fotogénicas. há cidades cabeludas. há cidades com lindas linhas de horizonte. há cidades que se nos colam ao corpo e cidades que ganham corpo nas nossas memórias. há cidades muralhadas de montanhas. há cidades viradas para a água. cidades de madeira. cidades de tijolo. há cidades barulhentas e outras silenciosas. e todas são cidades. ter quatro cidades com ruas percorridas para cima de mil vezes faz delas um bocadinho nossa propriedade, propriedade das nossas histórias.

11 de março de 2016

era uma vez

























assim uma casa que quase cabia nas projeções mas estava do lado errado/certo da vida.

9 de março de 2016

7 de março de 2016

tree of life





sabemos que a primavera está a chegar cada vez que nos demoramos mais um bocadinho LÁ FORA. às vezes vamos só tirar dúvidas porque temos um miúdo grande cuja ligação ao mundo animal nos pôs a correr muitas séries de episódios que nos mostram este chão que nos acolhe. hoje enquanto segurava duas joaninhas entre os dedos, com uma equilibrada pressão para nem escaparem nem se esmagarem, e as transportou junto com os estames no funil central amarelo de um narciso, para mais tarde as libertar, fez mais perguntas. tudo começou com os consensuais episódios do chris e do martin que entraram cá em casa e, do filho maior se alastraram para filho menor. há séries infantis a que assistem não consensuais, seja porque as idades são diferentes, seja porque ao controle parental não agrada. a árvore da vida será a nossa próxima exploração.

this morning

























na esperança de não ter aberto um precedente. a rotina é rotina porque os dias se encadeiam em ritmos constantes diária e semanalmente. foi a primeira vez que a rompemos. os dias retomaram a ser o que é suposto serem. havemos de deixar leituras para rapazes porque ler é mais do que engolir palavras. esta manhã devorou meio livro e quando o prazer se mistura é porque tudo está no seu devido lugar.

4 de março de 2016

go back

























não sei que memórias guardarão. serão muito distantes das nossas porque nem a vida se repete nem a infância se mimetiza. deixamos muitas portas entreabertas, espreitamos janelas entre dois países e se a memória não vos falhar lança-mo-vos ao mundo. há mais uma caixa de pequenos legos que trazem novas figuras mas é esta riqueza não palpável, este vazio de objectos, aqueles dias conjugados a quatro no verbo explorar que queremos que fiquem. vão e voltem. 

24 de fevereiro de 2016

verbo ir




fomos ao mar do norte num pé e viemos no outro.  acompanhou-nos um vento gélido e agreste. eles, apesar de terem lido que também havia tubarões em costas frias dos mares do norte, não avistaram nenhum. havemos de voltar preparando incursões a fundo conjugando o verbo ficar quatro em menos de quatro metros quadrados de uma beach hut.


23 de fevereiro de 2016

querido alzheimer


























andamos entretidos a viver a vida. cá e lá, lá e cá. a encher muito os dias, a deixar os pulmões cheios de passeio. devagarinho recuperaremos dias aqui para quando chegares. ficas a saber que têm sido uns dias bons estes. um fevereiro bom. 

1 de fevereiro de 2016

overdoses de informação


























tentar balançar dias calmos, quase vazios com dias de overdose de informação.

29 de janeiro de 2016

lá fora



























a ver o mundo com todos os sentidos é sempre melhor que cá dentro

19 de janeiro de 2016

17 de janeiro de 2016

encher dias


























de coisas pequeninas. um saco novo e uma avelã na cerca a cativar um esquilo.

11 de janeiro de 2016

de comer




























rotinas. gosto de comer rotinas. podem ter sempre abacate e pão.

3 de janeiro de 2016

regressar

























trazemos malas a transbordar de dias bons. paises novos abrem um maravilhoso novo mundo em expansão permanente mas o velho e pequenino mundo de ver filhos a dar a mão aos primos para ajudar a crescer, de tão pequenino e básico que é, que não fique perdido. agarra-mo-lo com tanta força quanta a que metíamos nos nossos dias mancos de nós.

16 de dezembro de 2015

o ano




























em que se vai de férias...............................................para casa.

15 de dezembro de 2015

museu de história natural




































o museu de história natural podia vir connosco arrastado e ficar assim à mão de semear. passaríamos lá vários dias a seccionar visitas e a descobrir coisas novas muitas vezes. estão lá muitos dos ingredientes que o filho grande gosta de explorar e muitos ingredientes que filho pequeno apanha no ar. o darwin se cortasse a barba parecia este avô.

14 de dezembro de 2015

embrulhar e voltar a dar

























longe de filas e perto das partilhas. gostar de memórias olfativas, visuais e sensoriais. o natal são os dias que passamos a decorar a casa, a contar dias, a encher o saco das memórias mesmo que se recusem a provar a aletria que apurei até me aproximar da consistência das memórias que estas papilas gustativas registaram da receita da avó. todos os dias até ao dia. todas as horas em que inundamos a nossa casa de nós. este ano contamos preparar surpresas extra para os miúdos para além do presente que escolhem receber na manha de 25. escolherei dois brinquedos já existentes em casa com os quais já não brincam há muito tempo para embrulhar de novo e voltar a fazer parte das novidades.



eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982