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31 de julho de 2019

no miolo da vida



às vezes lê entrevistas ou historias de vidas cheias, com substancia e profundidade. é tão ordinária que acha que nunca ousaria vivê-las talvez porque farta de exposição sempre desejou a contra corrente, a estrada menos concorrida, a praia mais vazia. atrai-a os bilhetes de identidade como o da maria filomena, as entrevistas biográficas de gente cheia de conteúdo. às vezes esquece-se que tem aventuras e substânica que chegue para preencher uma milésima de conteúdo com substrato. a sua verdade não é a verdade daqueles com quem viveu enquanto floresceu. tem tanto mas tanto deles que todos os dias transbordam as diferenças que os separam. é um contra senso que cheio de sentido quanto a noite e o dia. é o contra senso, esse sentido que tem das coisas contrário às ideias de maioria mas que não ousa gritar nem viver porque, lá está, é ordinária e não extraordinária. básica, sem pejos e sem adornos. adora ir para poder voltar ao canto encolhido do lar onde nem sabe bem onde seja. deixa-se ir na corrente mas os seus olhos brilham na contra corrente. é o tolo do meio da ponte, o que ama o sim e o não e todos os antónimos que existem.

27 de abril de 2019

montar tenda e uma prima nova


























perdemos o nosso chão no mundo, o nosso canto de pés no chão. teremos sempre o chão de todos, o parque nosso, vosso e dos outros. desta vez carregamos tendas e a nossa estrutura polivalente.

29 de março de 2019

1,2,3, viajar com filhos, sempre



desde sempre embarcaram connosco em todas as nossas aventuras. perto e longe. a pé e de avião. as viagens ficam enriquecidas mesmo que nos desgastemos em triplo. as memórias multiplicam-se. as dúvidas dividem-se. as histórias somam-se. subtraem-se rotinas. o resultado fica no mundo a que nos abrimos em conjunto.

27 de março de 2019

os nossos lugares


havemos sempre de voltar aqui. será sempre um lugar um bocadinho nosso.

19 de março de 2019

windows with messages



as janelas das nossas redondezas falavam. falavam sempre de muita coisa. e às vezes substituiam as notícias da tv que não víamos.


12 de março de 2019

como se fossemos turistas


























calcorreamos todos os nossos percursos. batemos todas as nossas portas. subimos e descemos ruas. cruzamos as nossas esquinas. "lambemos" as nossas rotinas. eles acenderam a chama da nossa união ali. reabriram o livro. acrescentaram memórias.

11 de março de 2019

drive slowly



























balançamos os dias e a vida entre muito aqui e ali. devagarinho separa-mo-nos e junta-mo-nos mais que nunca. num balanço muito nosso. permanentemente conectado com e sem fios visíveis. visitar coal drops yard foi uma espécie de metáfora ou uma espécie de ode a esta nossa vida dos últimos anos. a que eles viveram, a que lhes demos, a que percorremos. 

10 de março de 2019

do teu dicionário


dás-te aos pormenores, à minúcia, ao espírito do lugar, à originalidade e não precisas de nada para te entreter. precisas só do tempo. se pudesse entregava-te um caixote cheio de tempo. um caixote a transbordar de tempo e vazio. esse precioso vazio que nos faz voar mais além. precisas de tempo, o teu tempo porque não chega a ser uma questão de procrastinação mas talvez devêssemos por em prática a miúde a técnica pomodoro.

4 de março de 2019

zoology



a zoologia entrou nas nossas vidas em cambridge pelas mãos do attenborough e porque o pequeno filho que passou para o meio adormecia cedo. ficávamos ali num namoro a três a repousar e a arrumar as mil gavetas abertas com tanta nova informação para gerir. por isso voltar significava sempre passar pelo recente inaugurado museu. neste momento temos tema para a nossa tribo inteira.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982