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8 de janeiro de 2016

this moment

























outro desejo pequenino para o caderno do novo ano. muito disto. muito mais disto. muitas vezes.

5 de janeiro de 2016

os bons e os maus


























o bambi perde a mãe, o dinossauro perdeu o pai, ganhou e perdeu um amigo. as lágrimas corriam-lhe quando o medroso dinossauro empurrava o amigo, círculo familiar adentro. estávamos refastelados nuns grandes cadeirões de uma pequenina sala de cinema, pernas esticadas, costas a 45º. dinossauros fofinhos prometiam uma tarde de descontracção mas acabaram duas cadeiras vazias, abraços apertados e muita tensão no ar amplificada pelo esvaziamento da rede de afectos em que o regresso nos fez mergulhar. no dia seguinte misturava os desabafos e tim tim por tim tim verbalizou conclusões desconcertantes. nos filmes de bons e maus, onde vezes a mais a mãe vê violência gratuita, os bons derrotam os maus. por outro lado aqui os bons estão em apuros entregues a si próprios, por sua conta para vencer. mama ao menos o homem aranha diz piadas que me fazem rir e derrota os maus.

26 de dezembro de 2015

natal




























metemos sempre a mão na massa. somos matriarcas adolescentes rodeadas de testosterona. aumentaremos as queixas com a idade só porque faz parte mas repetiremos tudo de novo a cada ano. alinharemos em duo a ginástica física e mental que ciclicamente fazemos numa exigente gestão que herdamos. a cada ano que passa mais nos apaziguamos com os flashs que retemos. encaixamos novas rotinas e enquadramos as nossas tradições em ebulição em rituais que serão uma continuação de nós e o início da história deles. eles ter-se-ão uns aos outros. em parte já percebem dessa riqueza de se terem. 

21 de dezembro de 2015

equinócio

























começou o inverno. é quase natal. perceber de onde se misturaram tradições, se cruzaram e se miscigenizaram rituais, se sobreposeram datas e se aglutinaram festejos. os equinócios colam-se sempre a celebrações atuais. bom equinócio!

19 de dezembro de 2015

until the edge


















ansiosa pela praia de inverno. a mágica praia de inverno. esse nosso canto desamparado onde as melhores memórias de infância deles podiam ficar enterradas. a nortada, um parque infinito de brincadeiras sem orientações, um imenso tapete amortizante e uma imensidão de material moldável pronto a espalhar brincadeiras e a dificultar as corridas nas mais altas velocidades. essa mesmo. essa praia de casacos polares apertados até ao pescoço, às vezes de gorros a tapar orelhas resfriadas. essa praia deserta de gente e preenchida de bandos de gaivotas. esse maravilhoso parque infantil sem barreiras, nem temas. sem nada. esse maravilhoso mundo onde ao nada se tira quase tudo o que às vezes basta. essa praia com onde o sol se deita alaranjado. essa que mesmo no pico do inverno nos faz tirar as meias dos pés porque o sol fez cócegas nos grãos de areia. essa que se encerra de nevoeiro. essa praia que fica literalmente aos nossos pés à distância dos nossos olhos.

10 de dezembro de 2015

ter muitas metades

























nós vamos ser matriarcas. nós já inundamos as nossas casas com os nossos petiscos. nós vamos fazer dançar o açúcar no leite creme, nas rabanadas, na aletria, no bolo rei caseiro e vamos salgar o bacalhau demolhado e atulhado em couve coração, cebola, cenoura e batatas. nós fugimos do que já está feito e passamos manhãs a fazer dançar panelas. nós temos as nossas famílas, os nossos filhos, os nossos maridos mas somos sempre uma da outra.

7 de dezembro de 2015

super poderes




mais valias, novos skills, novas ferramentas, e as frases a ecoar: as crianças, as crianças, as crianças absorvem tudo, ao fim de uns meses estarão a assimilar e a sugar o meio que as envolve. ok. confirma-se. as crianças conseguem. têm super poderes. mas esse discurso reconfortante ecoa sempre como o da boda molhada e abençoada. ecoa sempre como o discurso do puerpério. é tudo mágico, bonito, emocionante mas que ma;ada, às vezes não se dorme, eles choram, o tempo parece que parar, nem sempre conseguimos enfiar necessidades básicas nossas nas necessidades básicas deles. chegamos lá todos com mais ou menos solavancos! fazer mais discursos realistas e contar a verdade toda. até ao natal não, eles não estão a falar uma segunda língua. eles começam a soltar as primeiras frases.

25 de novembro de 2015

2 de novembro de 2015

look both sides


























olá futuro. espero que te encontres bem, de boa saúde e cheio de momentos felizes. nós por cá andamos. vamos caminhando e usufruindo do que nos aparece pela frente temos estratégias mentais para o que há-de vir e incluímos o máximo de imprevistos e reviravoltas que imaginamos poder ainda ter no nosso processo de gestão mental. sabemos com todas as forças e experiências que o passado já nos deu, e não são poucas, a inevitabilidade das quebras no percurso linear e já fizemos contas a muitos cenários que possam atravessar todos os quadrantes possíveis. conseguimos que isso não nos inquiete. para aqueles que nos descendem a coisa muda de figura. estão em crescimento todos os dias, sedimentam informação no seu baú mental. sabemos como são preciosas estas camadas de sedimentos que se alojam para formar memórias de vários tipos de minerais compostos. alguns, autênticas pedras preciosas e nessas haverá o amor, a amizade e a inteligência emocional de que muitos se esquecem. futuro, tu que estas aí no silêncio do teu devir responde-me se as pedras preciosas que mais quero que brilhem e fiquem lapidadas ficaram bem sedimentadas  nestas maiores preciosidades que tenho. depois, diz me por favor que estes dias tão duros que lhes estamos a acrescentar se arrumáram no baú da sabedoria emocional e se os mesmos não estão a agitar e a fazer tremer as experiências mais positivas já consolidadas, os sorrisos, os saltos, as ligações afetivas mais circunstanciais mas não menos importantes e todas as ilhas que já lá estávam formadas e com muitas hiperligações. diz me que estes dias tão duros se transformáram em meras ferramentas futuras convertidas em armas sólidas para adultos equilibrados , respeitadores , afetivos , competentes, resilientes e assim mais uma meia dúzia de adjetivos que sosseguem o espírito de uma mãe. até já futuro vê-mo-nos tão em breve quanto nos seja possível .

18 de outubro de 2015

e depois




























agarramos o mundo com todas as forças. saímos de trilhos conhecidos e confortáveis. colamos-lhes outras culturas ao corpo. entrega-mo-nos a bandejas de novidades. estamos, de onde partimos, a meio caminho do polo norte. a mãe reclama muito dos trabalhos de casa no computador, são jogos aliciantes, numa grande parte das vezes desenvolvem o treino pretendido mas, outras, tornam-se contraproducentes, jogar sem assimilar os conteúdos não resulta. a mãe faz malabarismos e atira ao pai a sua quota parte. o filho safa-se e muito se deve à escola que o lançou nesta vida. a linguística absorve-a, sobretudo, nos recreios. é um novo mundo, este, cheio de incógnitas de percurso. e perguntam, muitas vezes, quanto às incógnitas. e esquecem, muitas vezes, que as incógnitas também são vossas, pais de filhos. e mesmo que vos pareça que o percurso se faz num caminho dentro da zona de conforto, dentro de trilhos mais ou menos conhecidos, nada nos é certo. nada lhes é certo. crescemos, todos, numa quota parte, dentro das margens das incógnitas. 

6 de outubro de 2015

conta-me histórias aos quadradinhos



























depois de uma mini manta a marcar o aparecimento de uma tia sobravam ainda camisas cheias de histórias vivas e colarinhos e punhos mortos. serão dois livros abertos a explodir histórias por contar e a merecerem páginas soltas a acompanhá-las. aquecerão noites frias e serões com gente dentro. serão o nosso legado. o vosso conforto.

4 de outubro de 2015

retratos


























podes dizer à minha professora que falo português acho que ela não sabe.

2 de outubro de 2015

a escola

























era tudo novo. o espaço. as pessoas. as rotinas. a língua. superaste. superas-te-te. é bom saber que na nossa rede os fios são unidos. um mês. parabéns.


15 de agosto de 2015

visitas de estudo




























as aprendizagens estão muitas vezes fora de quatro paredes. as férias são oportunidades valiosas. temos tempero para  mais de um ano de vida. assim directo do produtor como mais gostamos.

24 de julho de 2015

monstor's not alowed

























mama com estes monstros aqui neste cartaz que colei na parede vou conseguir dormir muito mais melhor! (a mãe desta casa controla desenhos animados, já controlou mais. manisfesta-se contra violência e bonecos agressivos e feios). tem a emoldura-lo uns caracóis de anjo. pronto era isto.

16 de julho de 2015

C





























tens outra massa. vieste-me mostrar outro amor. mostraste-me que o amor pode ser infinito muitas vezes. uma e outra vez. aqueces-me a frieza que me esqueço de contrariar. defendo-me. tenho muitas conchas. devia sair mais delas. sabes o que queres por oposição aos constantes s's que nem sempre sei mandar à fava. tento aceitar que as tuas escolhas devem ser respeitadas como nunca me ensinaram a aceitar. hoje, acho-as preciosas e adivinho de onde te saiu esse gene persistente. guarda-o, acarinha-o se o souberes dosear poderá ser-te muito útil. espero não esquecer de me lembrar de acompanhar a evolução dessa vertente e tomar conta desse teu lado no imbricado misto do que somos. sabes o que queres e o que não queres e eu devo deixar-te ser aquilo que és, dar-te espaço de crescimento nas tuas especificidades mas é uma nova dinâmica para a qual me tenho de moldar e nem sempre a mudança de chip é imediata. tu esticas a corda. exercitas esticar a corda.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982