as nossas rotinas todas ali
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6 de março de 2019
4 de março de 2019
zoology
a zoologia entrou nas nossas vidas em cambridge pelas mãos do attenborough e porque o pequeno filho que passou para o meio adormecia cedo. ficávamos ali num namoro a três a repousar e a arrumar as mil gavetas abertas com tanta nova informação para gerir. por isso voltar significava sempre passar pelo recente inaugurado museu. neste momento temos tema para a nossa tribo inteira.
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1 de fevereiro de 2019
eu tu ele nós vós eles-uma carta ao passado
miuda, vão ser grandiosos aqueles anos. houve muitos dias que parecia que um certo sofrimento ia durar para sempre e isso nunca aconteceu. foste épica nos equilíbrios e nos trapézios. estrebuchaste muito. estrebuchaste tanto que te mantiveste em cima do trapézio. sabes, ás vezes parecias ser duas. tu eras duas pessoas, a certinha, a contida, a calada, a sossegada, a misteriosa, a quase apáticae, na mesma medida, a radical, a provocadora, a refilona, a inquietada, a turbulenta e a sedutora disfarçada. sabes que vais encontrar um par perfeito a anos luz dos vários miúdos a quem deste a mão e com quem jogaste ao quarto escuro assim que os anos teen te rebentaram a bolha. é ele que te vai oferecer de mão beijada os melhores anos e os melhores capítulos que te vão encher as páginas da tua vida. não vai ser a infância a parte doce do teu percurso e nem a adolescência. essa vai te preparar para muito, mesmo muito. não vais ter uma vida pacata, anónima e muito menos amorfa. não vais ter uma vida rotineira, oca, trivial e vulgar. vais ter matéria para rechear muitas páginas e conteúdo para decorar de cores muitas imagens. nada vai ser épico mas tudo terá muito conteúdo. vai ser o género masculino quem mais te fornecerá matéria de escrita. ao teu lado um motor de magia. ele, levar-te-á pelos melhores caminhos que irás percorrer. tranquiliza-te esses dias turbulentos serão uns míseros dias em quantidade. sabes? foram as melhores decisões essas que te trouxeram aqui. podes alternar a manta nas pernas e a lareira acesa com as viagens que ficavam, a cada ano, por fazer, eras uma ambiciosa camuflada, no fundo sabias disso , não sabias? por esses caminhos onde te moves terás ao teu lado o melhor estruturador. quem te vai tirar mais vezes da rotina para além das fronteiras. vai-te levar para fora e vai-te colar ao corpo mais de ti. vai ser a força indescritível e silenciosa que mais paz te trará à vida e mais te vai provar que o caminho é maravilhoso de fazer. demonstrar-te-á que a inteligência se expande. ele vai expandi-la para fora de si próprio. e, naquele dia, sentados no parque da cidade, estavas a transbordar de lucidez. não a percas. por favor. vais achar muitas vezes, quase sempre, que não vai ser para sempre, mas com os anos esse sentimento vai apaziguar-se. parece que te vais apaixonar várias vezes e muitas vezes ao longo dos anos só que vai sempre pela mesma pessoa e pela família que vais construir. os dois, a dois, vão equilibrar a vida no meio do caos. vão correr e voar imenso. vão andar de fios invisíveis atados. vão estar alguns anos numa proximidade afastada e num afastamento próximo mas, longe ou perto, vão permanecer conectados. serão nós cheios de nós atados e uma tribo feita família atrás. vais ter um disco externo sem tetas suficientes para tantos momentos selecionados para brilhar nas memórias. pastas e pastas de registos cheias de vida lá dentro. anos cheios de recheios fotográficos dignos de molduras mas sem caber nelas tamanhas serão as coisas que vão contar as duas dimensões das imagens. vais-te encantar muitas vezes com coisas grandiosas e com miudezas. com um projeto da astrazeneca e com pés pequeninos na areia a uns metros de casa, com meninos numa escola pública inglesa e com palavrôes em livros da sophia.
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2 de janeiro de 2019
a sibéria na lousa
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o novo ano nos momentos renovados sem data nem hora marcada
apesar da avalanche turbulenta do mês de dezembro e de 2018 nos ter trazido muitos trabalhos e muitas horas de entrega a mil e uma coisas, de nos sentirmos em constante operação incêndios, de não conseguir, como nos últimos anos, espaço para preparar a construção dos nossos dias, recuperei alguns dias de leitura ao serão. sempre foi uma das nossas melhores rotinas. estes dias lemos a menina gotinha de água, algumas passagens do principezinho e, finalmente, ismael e chopin. num desses dias deixei-os, ao final da história, nesse mergulho profundo dos noturnos de chopin e, agora que revisito esse momento realizo que deveríamos voltar a ele mais vezes. é este recomeço a que nos permitimos a cada momento que é para mim um novo ano.
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30 de dezembro de 2018
contar com contas nas férias
continuo sem aversão nem amor aos trabalhos para casa. às vezes dão-nos momentos maravilhosos, outras vezes tensos, outras vezes magistrais oportunidades de reinventarmos momentos construídos em conjunto, outras vezes imersões no mundo que nos rodeia a partir do mundo pequenino que nos envolve que é a família. vinha escrito no caderno treino de tabuadas e lá continuaram as letras abandonadas a marinar. mas eis que uma comunhão de acasos cruzou um momento em que tropeçamos num jogo com apenas dois filhos em casa e um jantar requentado e foi o apogeu de um momento de partilha que misturou trabalho, jogo, prazer, convívio à mistura e paz. e ali ficamos a montar a tabela e a fazer saltar números.
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17 de dezembro de 2018
cantinhos a que hei-de sempre voltar
temos sítios nas cidades por onde passamos onde plantamos memórias. mas, por passarmos muito mais tempo numa, há muitos percursos que fazemos que nem sempre nos devolvem uma espécie de estética de bem estar que ultrapassa várias dimensões e níveis de estar. gosto de os levar a expandir em dois sítios nesta cidade, um com um de horizontes infinitos com uma presença infinita de muitos por de sois e este parque.
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16 de dezembro de 2018
a turbulência feliz do mês de dezembro
o mês de dezembro engole-nos entre festas de natal, aniversários e o final do primeiro ato da vida escolar, entalado entre um período de férias a boicotar as rotinas e a desgovernar os dias. eles têm um calendário do advento sem chocolates a transbordar de momentos construídos para preenchermos os serões que não temos tido. a vida anda desgovernada e os caixotes arrastam-se no corredor em alerta permanente tal e qual a baba de lesma arrastada diretamente do nosso pátio na norfolk street. tenho muitas saudades do nosso pátio de pertersfield e das horas que, senhora do meu nariz, me davam para orientar o nosso bunker familiar. mas como os ses e os mas me definem aprecio agora o que nos faltava antes e, este último fim de semana foi mesmo recheado de pessoas e quando os vejo cheios de pinturas na cara, adereços, sapatos espalhados entre primos e primas de várias faixas etárias a construir memórias preciosas fico também saudosa. uma espécie de saudades a projetar o passado no futuro. há aquele burburinho familiar, aquela espécie de não cerimónia que me relaxa a banha saliente. são muitos anos para chegar aqui a este estádio de convívio.
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29 de outubro de 2018
entrar-nos o ocre olhos adentro
e os horizontes alargá-los olhos fora. mergulhamos numa overdose de estímulos até cansar a alma. não sei se se esquecem mesmo que se encostem sempre à direita das ruelas da medina. get lost. de contrário a medina não te disse nada.
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27 de outubro de 2018
as pequenas e as grandes viagens
vamos faltar à escola. vamos faltar à escola mas vamos mais para dentro dela. na escola trocam-se conhecimentos. nas viagens vivemos conhecimentos. mergulhamos em conhecimentos. vivemos família. vamos faltar à escola mas vamos mais escola adentro ou escola afora. vamos perder aulas e ganhar mundo. voltaremos com as bagagens a transbordar. vamos faltar à escola e meter os pés e as mãos no mundo.
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26 de outubro de 2018
fall or fly
preparei-me desde cedo para as quedas. foi a vida que lá me levou. ajudas-te-me a fazer-me aos voos. agora ando sempre de asas abertas. e o problema é que quero sempre ir e voltar.
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11 de outubro de 2018
a place that smell like home
entrou naquela oficina e sentiu o perfume do serrim invadir-lhe todas as entranhas . um odor que lhe fez vibrar todas as cordas lacrimais. respirou mais profundamente e confirmou mais uma vez que se tem de conter. que lhe faltam para sempre os dias, todos os dias, em que não teve aquele avô. que sente saudade dos dias que não teve. como imaginar dias que não existiram, não sabe. sabe que lhe farão para sempre falta dias que não existiram. esse vazio imaginado. essa riqueza perdida no tempo. às vezes, quando o perfume se lhe cruza o olfato volta a desejar entrar naquela oficina cheia de penumbras. imagina-se sentada no canto esquerdo da entrada cheia de sobras de madeira nas mãos e mais qualquer coisa de que não se lembra porque não se lembra de lá ter nenhuma barriguita para brincar, nem tédio. deixava sempre o tédio na caixa textil. muitas vezes fez rodar o ferro do torno onde amiúde brincava porque o avô tinha receios que a menina estava rodeada de um batalhão de ferramentas e máquinas para níveis altos de lesão. uma vez a menina fez uma caixa, tinha dez anos e foi imediatamente antes de ter o acidente da sua vida. as idas ficaram meias suspensas nos anos que se seguiram e ninguém sabia que a caixa vazia no peito aumentava cheia de vazio até hoje. o cheiro do serrim é um pó mágico que lhe ativa uns brilhos na caixa vazia que traz no peito. e sabe que as memórias ficam lá num cantinho profundo do hardware. já tem mais 3 décadas em cima mas não escolhemos o que nos fica gravado mesmo que seja no conjunto vivido as mais pequeninas rotinas que tenhamos usufruído.
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30 de setembro de 2018
férias à porta de casa
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26 de setembro de 2018
e se mais mundo houvera
estar irremediavelmente com o vicio do ir na pele faz de mim gestora de listas de projetos na gaveta. viagens em lista de espera, ires em grande e ires em pequeno, tantos ires em tão pequenino que me moem. parecem urgências na alma que cada vez que fervilha vira mala na porta. cada vez que lhes espreito livros a transbordar de matérias, conceitos novos, textos, contas e tipos de relevos apetece agarra-los estrada fora que as matérias comem-se melhor cinco sentidos adentro por ai fora.
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25 de setembro de 2018
ladrões e vilões e o funcionamento executivo na bagagem
a nossa pulga saltitante, a nossa abelha sempre a zumbir, a peça mais resiliente do nosso pequeno ecossistema. o que espalha abraços e apertos e que se deita a pensar em ladrões mas adora vilões. mantens mentalmente com facilidade as informações necessárias à resolução de uma tarefa complexa mesmo quando parece que não há conexão, vais tendo controlo inibitório sem precisar nunca de dar-te ferramentas e flexibilidade cognitiva que mesmo num ano precoce se fez notar. de vez em quando mostras encadeamento de reflexões mais além das informações primárias. invades mais os espaços e tens mais exibicionismo inato. dizem que tens as bases para um percurso académico e profissional lançadas. não fazes ideia do que isso seja o que sabes mesmo desde sempre é que precisas de mais sapatilhas. há sempre poucas sapatilhas na tua vida.
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24 de setembro de 2018
escaleno, equilátero, isóscelos, ter um triângulo
superaram uma semana, os dois. este ano quem vai tentar superar-se mais do que tudo é ela. quando o número um precisa que esteja ao seu lado para acompanhar as novas dinâmicas e quer que olhe para o seu caderno e precisa de não ralhar com o numero dois que precisa que ela se sente e explique que o numero um precisa de um bocadinho de tempo que tem muitas coisas novas para assimilar e para fazer mas tem o numero três no colo a querer mimo, corpo com corpo, braço em posição de cadeira, costas torcidas e cansaço físico em faísca a ligar o psicológico. quando essa trilogia ligada em rede, interligada em espiral, que se penetra de forma constante e exige andar a dar espaço às dinâmicas várias, que depois se cruzam com rotinas básicas necessárias numa mistura explosiva em que por vezes se sente efetivamente atada. era ai que explodia. este triângulo vai mudando de forma e há-de-a moldar para a melhor dinâmica.
21 de setembro de 2018
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