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2 de setembro de 2019

a escola que já é cor nas nossas vidas



conhecemos as combinações. o corpo docente que se mantém. sabemos dos cantos e dos recantos nas suas vertentes homónimas porque os cantos têm sons conhecidos. sabemos das rotinas e conhecemos quase de cor os conteúdos. sabemos das caras familiares e dos familiares propriamente ditos. sabemos das abordagens e das posturas. sabemos quase tudo de cor. sabemos também que o mini sente que sabemos mas o que vê são muitas caras novas e rotinas onde ainda não penetrou. o tempo, esse grande escultor, molda ao de leve e fará deste novo ciclo seguramente um dos melhores ciclos da sua vida e da nossa. 

27 de agosto de 2019

picardia ao rubro



este foi ano do " dão-se como irmãos". o beliscão, a gestão dos desenhos animados, até a sedução da relação com o pequeno irmão. o apogeu da vossa relação de irmãos, o desequilíbrio esporádico do "não chego para todos". mas no fundo vocês sabem que eu sei que o cordão invisível que vos une está lá. haja o que houver.

1 de agosto de 2019

tudo a rolar



























arrancamos em força este querido mês de agosto. não temos outro. as escolas fecham e a gestão fica imperativa e apontada para aqui. são os nossos oitavos de final ou de início ou de paragem ou do que quiserem que seja. munimo-nos de todas as armas necessárias ao desfralde do mais novo e arrancamos viagem sem olhar para trás. 

23 de julho de 2019

a urgência de viagens mundanas


eles trocam de atividades a cada semana. eles rodam a casa de amigos na hora de dormir. sobra o pequeno a viajar ainda em voos baixinhos. e as dificuldades que estão a ser as viagens à casa de banho.

20 de julho de 2019

out sider life / in sider growth



A canção dos adultos
Parece que crescemos mas não.
Somos sempre do mesmo tamanho.
As coisas que à volta estão
é que mudam de tamanho.
Parece que crescemos mas não crescemos.
São as coisas grandes que há,
o amor que há, a alegria que há,
que estão a ficar mais pequenos.
Ficam de nós tão distantes
que às vezes já mal os vemos.
Por isso parece que crescemos
e que somos maiores que dantes.
Mas somos sempre como dantes.
Talvez até mais pequenos
quando o amor e o resto estão tão distantes
que nem vemos como estão distantes.
Então julgamos que somos grandes.
E já nem isso compreendemos.
Manuel António Pina
(do livro "O pássaro da cabeça")

18 de julho de 2019

lutas sem som

as disputas territoriais são a orquestra dos dias, detesto mediar conflitos que envolvam física quântica. sabem ser ruidosos. nada de novo. eles conhecem-se e conhecem os calcanhares de Aquiles, sabem que torções de tornozelos fazer-se. noutro dia enquanto o pequeno caía no sono ficaram a prolongar-se no jogo do rodopio entre quartos. cumpriram o nível de som a roçar o silêncio. foram apanhados encavalitados e afirmaram tratar-se de um luta sem som.

10 de julho de 2019

a passos largos para a terceira volta estar completa


todos os dias pede cuecas mas continua a usar fralda sob pena de termos acidentes em loop. estamos em dead lines em setembro ingressa na escola de todos. descobriu a manga curta e a leveza da roupa de verão. vê desenhos animados inapropriados porque ter irmãos mais velhos não são só coisas positivas. pronuncia tudo na perfeição mas continua a insistir na pamta quando abre garrafas de água.

8 de julho de 2019

e quando crescemos em plena quarta década


























sabemos melhor a cada década que passa o que queremos. o que não queremos. o que procurar. o que evitar. para onde fugir. para onde correr. na fonte boa uma hora boa salvou-nos o dia. conjugamos sempre o verbo ir. há sempre um infinito no verbo ir. seja para onde for.

5 de julho de 2019

fomos "almoçar" fora


























é uma das praias "à mão de semear" que mais gostamos. tão vazia em tempo de férias. tão cheia de matéria prima. encravada entre a água doce e a salgada, entre areal dunar e pinhal e sol e sombra. entre mar revolto e poças e rochas e areia fina. dispensamos enfiar as pernas sob uma mesa e dispensamos a musculação de talheres na mão. alimenta-mo-nos desse improviso esvaziado de artefactos. concluímos sempre que bate qualquer refeição saudável porque nos alimenta para lá do óbvio.


4 de julho de 2019

perto que é ir mais longe



pedras, areia, dunas, água, água salgada, água doce, godos, ardósia, um canivete, uma tenda e uma merenda. não precisamos de nem um brinquedo. não precisamos gerir conflitos. não precisamos de gerir aflitos. este nosso pousio secreto transborda de matéria prima para passar um dia a sacudir o tédio e a alimentar a arte da divagação, imaginação, exploração, concentração, e animação. eles trepam duna acima, rebolam duna abaixo. eles afiam paus e lascam pedras, selecionam godos e saltam com as pulgas. instalam o silêncio e fazem rodopiar os pensamentos.

2 de julho de 2019

o puzzle do tempo ou o tempo de um puzzle



nem sempre o tempo encaixa no tempo que queremos que o tempo tenha. encaixar peças requer tempo essa medida de tempo que parece que corre. o tempo de um puzzle faz nos regressar ao tempo que o tempo deve ter. é um programa que encaixa em tempo de férias onde o tempo deve regressar a essa unidade de medida das rotações e das translações a compassos de ritmos alinhados com a natureza da vida.

1 de julho de 2019

férias e os mergulhos nos campos, atl´s, atividades e campos de férias



houve anos em que as voltas que a vida nos deu e a volta que demos à vida fizeram com que nos entregássemos uns aos outros de forma mais intensiva. não havia atl´s, nem campos de férias e às vezes nem escola. hoje ainda se tenta atirá-los para o máximo de dias sem. sem orientações, sem atividades de ocupação. sem horas, sem merendas. com o avançar das idades os dias de deriva acabam muitas vezes em mergulhos eletrónicos profundos. são sempre em profundidade já que os eletrónicos criam uma relação difícil com a manutenção do corpo à tona da água. este ano vamos ter um apogeu de ocupações. não há como não aceitar as circunstâncias no tempo verbal a que elas pertencem. as suas memórias serão muito diferentes da geração anterior nem para melhor nem para pior que as memórias de infância hão-de ser sempre memórias doces. porta aberta ao triplo mês das férias escolares. 

19 de junho de 2019

três ao cubo


finais de dia colado em mimo a condicionar o olfato de qualquer familiar próximo. vê qualquer desenho animado mesmo que a mãe desanime com o desajuste a que os irmãos o expõe. assiste a teatros, espetáculos, saraus e apresentações de forma exemplar.  nas pequenas explosões caraterísticas da idade não nos acerta com estilhaços porque normalmente, mesmo sem curso superior, levamos um nível de autodidatismo que nos permite contornar as questões em paz até porque o tempo aos dois anos mede outro tempo e as frustrações contornam-se a uma velocidade acelerada. é incontornável o nível a que está exposto a açucares e coisas que não era suposto já explorar, ainda assim, não há gomas, sumos ou chupas. come, veste-se, calça-se e quase toma banho muitas vezes por sua conta. andou sem chupeta uma semana mas fizemos marcha-atrás. fala muito de cuecas mas a mãe nunca mais as compra. verbaliza tudo. discurso direto e indireto. é o nosso condicional a entrar na escola antes de dar as três voltas ao sol. cremos vá ser incondicional a sua adaptação.

13 de junho de 2019

uma dezena de quilómetros serra acima serra abaixo





































mais de quatro quilómetros acima, mais de quatro quilómetros abaixo, um almoço improvisado e o posto de vigia com vista 360º. meio pão do pequeno almoço para cada um, uma banana para o pequeno, leite e umas tostas. almoçamos no restaurante da vila à hora do lanche. abastecemos de mais cerejas e de água do alardo na bica disponível. rodamos o castelo da vizinhança com amigos e voltamos de pés sujos e alma limpa.

12 de junho de 2019

montanha acima, ruído abaixo


à medida que cavalgamos a montanha, à medida que subíamos montanha acima, descia o silêncio neles corpo abaixo. dar-lhes caminho pacifica-os, regula-os, conecta-os. quanto mais os desconectamos mais se conectam. é ligá-los a estas fichas mais vezes. a bateria carrega sem gastar energia.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982