Mostrar mensagens com a etiqueta meia dezena. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta meia dezena. Mostrar todas as mensagens

1 de agosto de 2019

tudo a rolar



























arrancamos em força este querido mês de agosto. não temos outro. as escolas fecham e a gestão fica imperativa e apontada para aqui. são os nossos oitavos de final ou de início ou de paragem ou do que quiserem que seja. munimo-nos de todas as armas necessárias ao desfralde do mais novo e arrancamos viagem sem olhar para trás. 

20 de julho de 2019

out sider life / in sider growth



A canção dos adultos
Parece que crescemos mas não.
Somos sempre do mesmo tamanho.
As coisas que à volta estão
é que mudam de tamanho.
Parece que crescemos mas não crescemos.
São as coisas grandes que há,
o amor que há, a alegria que há,
que estão a ficar mais pequenos.
Ficam de nós tão distantes
que às vezes já mal os vemos.
Por isso parece que crescemos
e que somos maiores que dantes.
Mas somos sempre como dantes.
Talvez até mais pequenos
quando o amor e o resto estão tão distantes
que nem vemos como estão distantes.
Então julgamos que somos grandes.
E já nem isso compreendemos.
Manuel António Pina
(do livro "O pássaro da cabeça")

8 de julho de 2019

e quando crescemos em plena quarta década


























sabemos melhor a cada década que passa o que queremos. o que não queremos. o que procurar. o que evitar. para onde fugir. para onde correr. na fonte boa uma hora boa salvou-nos o dia. conjugamos sempre o verbo ir. há sempre um infinito no verbo ir. seja para onde for.

5 de julho de 2019

fomos "almoçar" fora


























é uma das praias "à mão de semear" que mais gostamos. tão vazia em tempo de férias. tão cheia de matéria prima. encravada entre a água doce e a salgada, entre areal dunar e pinhal e sol e sombra. entre mar revolto e poças e rochas e areia fina. dispensamos enfiar as pernas sob uma mesa e dispensamos a musculação de talheres na mão. alimenta-mo-nos desse improviso esvaziado de artefactos. concluímos sempre que bate qualquer refeição saudável porque nos alimenta para lá do óbvio.


4 de julho de 2019

perto que é ir mais longe



pedras, areia, dunas, água, água salgada, água doce, godos, ardósia, um canivete, uma tenda e uma merenda. não precisamos de nem um brinquedo. não precisamos gerir conflitos. não precisamos de gerir aflitos. este nosso pousio secreto transborda de matéria prima para passar um dia a sacudir o tédio e a alimentar a arte da divagação, imaginação, exploração, concentração, e animação. eles trepam duna acima, rebolam duna abaixo. eles afiam paus e lascam pedras, selecionam godos e saltam com as pulgas. instalam o silêncio e fazem rodopiar os pensamentos.

25 de junho de 2019

we call home


estamos quase lá. sem encargos e sem fardos. sem obrigações, sem contemplações. a casa dos primos. sem piscina, sem jardim, 



23 de junho de 2019

oito, ponto de biscoito



minha abelhinha doce e de zumbido fácil. sorris para a vida. és meloso e por vezes muito melodioso. és um brother que se importa com os seus "others". provocador nato. perspicaz inato. és o nosso novo pincha cheio de energia. és o nosso foguete direcionado, focado, objetivo. és tão desafiador quanto auto desafiado inato. até parece que herdaste uma costela que até sei de onde. treinas, treinas-te, focas-te. impões-te objetivos. melhoras-te. nivelas-te. encaixas-te. gostas dos patamares. gostas de te superar. de subir degraus qualquer que seja a área. ensaias remates e fintas, decalcas desenhos e sobes o nível arriscando desenhos por observação sem decalque, fazes rodas e pinos e queres avançar para mortais, pedes contas no supermatik e nos jogos de matemática que a mãe instala nos gadgets e que ficam abandonados. sabes os degraus que queres subir, os que podes ainda subir, os degraus que já subiste sem esforço e os que não vale a pena investir. já lá estás. oito anos. 

13 de junho de 2019

uma dezena de quilómetros serra acima serra abaixo





































mais de quatro quilómetros acima, mais de quatro quilómetros abaixo, um almoço improvisado e o posto de vigia com vista 360º. meio pão do pequeno almoço para cada um, uma banana para o pequeno, leite e umas tostas. almoçamos no restaurante da vila à hora do lanche. abastecemos de mais cerejas e de água do alardo na bica disponível. rodamos o castelo da vizinhança com amigos e voltamos de pés sujos e alma limpa.

12 de junho de 2019

montanha acima, ruído abaixo


à medida que cavalgamos a montanha, à medida que subíamos montanha acima, descia o silêncio neles corpo abaixo. dar-lhes caminho pacifica-os, regula-os, conecta-os. quanto mais os desconectamos mais se conectam. é ligá-los a estas fichas mais vezes. a bateria carrega sem gastar energia.

11 de junho de 2019

o nosso domo feito casulo de hibernação



enfiei-nos num domo onde nos apeteceu hibernar. quase vivemos em metamorfose acelerada depois da excitação inicial. do casulo enroscados, aninhados uns nos outros ao primeiro voo, qual bater de asas a sentir o vento e o céu encaixado na montanha numa primavera tardia e fresca. levem-me os anéis, os presentes de pérolas, as pedras preciosas, os diamantes. dispenso as malas, as peles e muitos gadgets. presenteiem-me com mais dias assim. só assim. com tempo para eles subirem o monte e descerem os decibéis. tão natural quanto a natureza que os envolveu. 

10 de junho de 2019

plano privado de leitura



às vezes quando temos espaço disponível, muito espaço disponível, físico, mental e temporal. aquele "vazio" que propicia expansão física e mental, aquele vazio que expande a imaginação, aquele vazio de rotinas que permite silêncio, condicionam-nos os pares. ainda não pago nem suborno para lerem mas quando o ambiente os condiciona imponho-lhes, como uma contorcionista, libertação. dou-lhes camufladamente a volta, seduzo, lanço-lhes literalmente azeite. chamem malabarismo ou vão mais longe e chamem manipulação quando os devia deixar andar. eles não sabem que se libertam quando lhes roubo um ecrã que alguém lhe põe na frente. nem sempre a envolvente colabora e não falo da envolvente ambiental que essa estes dias estava mesmo a pedi-las. às vezes já não consigo preparar bem as areias movediças como outrora, são muitos e um ainda exige a dança das colheres até à boca, mas a gente faz o que pode para que não queiram ser como os outros seja lá o que os outros forem. atirou-se assim a correr uma casca de banana e, atabalhoadamente e à pressa, muito descombinada com a envolvente que pedia aquele estar de uma preguiça a falar de forma pausada a arrastar sílabas para além da divisão silábica, mandei-os ir a correr apanhar as papoilas. já sabemos que não se dão fora da terra. que se desmaiam em três segundos. que não são de cativeiro. do cativeiro que queria que saíssem. varreram umas páginas a troco de no fim espalmarem pétalas e descobrirem uma mudança de cor com o tempo. esse tempo que quero que ganhem sempre que as letras se alinham em palavras.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982