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2 de outubro de 2012

contagem decrescente



quatro meses depois, mais coisa menos coisa, o sistema voltará a equilibrar-se melhor. há mesas de três pernas mas elas com quatro ficam melhor, não vale a pena inventar. todos sentimos a tua falta e o skype não é de todo o nosso melhor amigo. pelo meio o bebé deixou de mamar e eu de adormecer os dois ao mesmo tempo, um na mama outro a dar a mão, confesso que me cheguei a sentir contorcionista. numa segunda fase adormeciam os dois, que os conjuguei na rotina conta história e cama. finalmente, entre horários desacertados, é precisa muitas vezes ajuda, duas horas de desfasamento não se conjugam facilmente. este mês despachou-se banheiras que cabem noutras e a lavagem é conjunta o que já deu para filmar risotas com chapinanso a um bom ritmo. a tv está quase sempre muda e quando o silêncio reina a labuta continua entre fazer dançar pratos e enfiar-lhes  a segunda camada de roupa. as nossas crias não sabem dormir em camas tradicionalmente feitas nem que os lençois tenham bordados de avó. depois, depois ainda há que carregar os 18 kilos às costas e suavemente sussurar-lhes um ssschhhhh schhhhh que sugestione o esvaziamento da bexiga. o desfralde noturno está a ser totalmente involuntário mas va-lha-nos pensar nas fraldas que se poupam. há dias piores como naquele em que às 3 da manhã tive de barrar a garganta com mel, às 5 pus as ondas do micro a esquentar leitinho a ver se o pequeno sossegava e às 7 estava tudo totalmente desperto. outros mais ou menos, noite corridinha despertar conjunto pelas 6:30, deu para fazer um bolo logo pela manhã e brindar uma colega aniversariante de surpresa. outros dias são melhores, ui ui, esta semana foi um relaxe, acordam na deadline e é sempre a despachar. fora isso eram as rotinas, primeiro o pequeno pelas 7, uma hora de exclusividade, depois o maior, um quarto para as nove à porta da escola a tempo das canções na roda, 9:20 pequeno a dormir na avó e depois sempre a abrir, o cd das férias a tocar e aterrar no quarto de hora de tolerância no silêncio do trabalho já com o descafeinado na mão. agora é meter tudo na panela com mais canela e "voltar" a "baralhar" novas rotinas.
o farinha e o canela estão prontos e nós também. até já.

20 de setembro de 2012

entretanto


















já seguiu e já chegou a encomenda, vai num saco feito à medida e o conteúdo discriminado nos correios.

7 de setembro de 2012

3 de agosto de 2012

primeiro dia de férias

















meninos a dormir. checked. avô de babysitter ( merci beaucoup). checked. atrasados ao corcerto de abertura mas muito a tempo do que interessava. checked. concerto muito bom. eddie vedder presente. checked. programa sem filhos - chega uma mão para estes acontecimentos desde há quatro anos.

16 de junho de 2012

pai - avião



quando é que o papa vem?

6 de junho de 2012

geração desafiada



















é sempre assim como um tolo no meio da ponte. na gravidez para acertar com o sítio que me levava a um mais desejado parto normal, valeu o segundo falhanço para ficar em paz com o corpo. da última vez foi para decidir a que escola entregar o filho grande por uns bons anos. o coração e a razão nas duas opções. há sempre duas opções que me caem nos pés nenhuma das duas tem necessariamente um lobo mau escondido. muito pelo contrário. há sempre duas opções com coisas boas, diferentes, mas ambas boas dependendo dos items priveligiados. longe estava de imaginar que me atiravam uma nova ponte para os pés em que nas duas margens florescem muitas coisas e querer apanhar flores nos dois lados, já sabemos, vai fazer-nos quase pertencer a lado nenhum. e o querer e o não querer, o só pode ser bom e o pode não ser assim tão bom consomem-me as ideias. o ano não equivale ao de outrora. deixar o país como estudante, com objectivos de tempo e espaço bem delineados. não há só a primeira pessoa do singular, e não há só a primeira pessoa do plural. também há a terceira pessoa do plural. há eles. dois meninos. dois nossos um dela.
muitas coisas se me têm cruzado no caminho. algumas antagónicas. pareço gostar de opostos, de gostar de encontrar coisas positivas nos opostos e de, num processo quase masuquista, sofrer por querer muitas coisas. por não querer eliminar coisas à partida e por ter dificuldade em selecionar, não dar para fazer undo assusta. recolhem-se experiências -obrigada sofia- e volta-se a recolher. de gente que foi e voltou, de gente que está, de gente que o pondera, de gente que está nómada. não somos rasca, nem à rasca, nem tivemos a vida adiada, não adiamos nada. somos uma geração qualificada, informada. a mais tecnológica, a mais sensível na ecologia, no respeito pelo passado, a que mais repisca o que a anterior renegou, a mais viajada.
não sei se pertencemos a essa geração adiada, por definição até aos 34 com sucessivos empregos precários, a viver em casa dos pais. vimos do final dos 70's tivemos empregos estáveis, e recentemente metade a trabalhar por conta própria com trabalho e outra metade numa situação efectiva, um quase forever. há pouco mais de um ano atrás o país, vendiam-nos, estava próspero. falava-se em tgv's e muitos projectos. nos últimos dois meses e meio, um adulto para dois meninos, a tv de casa mantém-se quase sempre desligada. não preciso de ouvir notícias a chover no molhado, bastam-nos alguns desenhos animados escolhidos a dedo para gerir tarefas e duas séries com gravações agendadas para o momento de silêncio o sofá agora é meu.

3 de junho de 2012

29 de maio de 2012

28 de maio de 2012

pai avião


















intensivo e por um fim de semana. era do que sentia falta.

7 de maio de 2012

entre nós


















enquanto te delicias com as saladas do migros, outro dia, fiz-me uma assim. deliciosa mas sem partilha. até já.

30 de abril de 2012

de domingo





















aproveitámos todos os bocadinhos de um fim  de semana passado a correr. pai e filho deitaram mãos à obra e temos 4 novas tacinhas para pintar e encher de molho de soja.

29 de abril de 2012

21 de abril de 2012

quando

















é que o papa vem? porque é que ele não fica aqui a dormir e depois vem  e depois vai e depois vem e depois vai e depois vem e depois vai.
 

um gato e uma trela não combinam


















há quase uma semana em rotinas intensivas, duas crianças para um adulto.  tenta-se evitar que o mais pequeno se envolva em aventuras radicais, que passam por lhe amparar a cabeça nos malabarismos maiores e tentar que não escarafunche os dedos nas tomadas. gatinha, põe-se em pé e agarra tudo enquanto se pisca os olhos. o maior gatinha atrás dele e aperta-o, o que o irrita, e a anarquia quase se instala porque o maior abusa do desgoverno. na cabeça, quase a martelar, interrogações: como se mantém uma criança de quatro anos sentada na mesa a jantar se a mãe quase não pousa a retaguarda na cadeira porque ou está a alimentar o pequeno ou a rabiar atrás dele a monitorizar-lhe os movimentos. a certa altura está tudo a rabiar, a mãe perde o controlo e grita e sabe que falar baixinho resulta melhor.

30 de abril de 2010

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982