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29 de outubro de 2018

entrar-nos o ocre olhos adentro

e os horizontes alargá-los olhos fora. mergulhamos numa overdose de estímulos até cansar a alma. não sei se se esquecem mesmo que se encostem sempre à direita das ruelas da medina. get lost. de contrário a medina não te disse nada.

18 de outubro de 2018

numero 2

este és tu cheio de cor. é o que és. focado, determinado, centrado, objetivo. basta-te saber com o que contas e é ver-te ir. finalmente demos-te o que sempre soube que pudesses querer sem saberes. uma única aula parece antever um sentido que tinha no peito. mas és o segundo na fase de abrir portas para te encaixar num mundo que agora tem três. da-mos cambalhotas todos os dias. mas havemos de vos dar o que poderão descobrir que queriam, a cada um, individualizando o mais possível ao que já vão sendo.

13 de outubro de 2018

as nossas pernas para o ar

somos nós em todos os nossos bloqueios e desbloqueios, em todas as nossas superações e birras. somos nós a entregarmo-nos todos uns aos outros. somos nós em construção. para sempre em construção.

9 de outubro de 2018

pés a caminho


gosto de meter os pés a caminho, de os arrastar comigo. connosco. mesmo que para isso eles nos arrastem a velocidades menos velozes. contagiá-los a explorar. a meter os pés na terra e ir. gosto de placas com localidades por explorar e de emaranhar pensamentos encadeados de onde descenderão alguns cantos do nosso mundo. às vezes colecciono sítios só porque sim.

30 de setembro de 2018

6 de setembro de 2018

a escola, as notas, reflexões do início do segundo ciclo

está em transição a ambientar-se a um novo ciclo imergido no seu contexto pré aulas. vai a meio gás com professoras orientadoras que fazem testes de diagnóstico para respostas de testes de percentagens. uma questão pedia a seleção de povos que tivessem passado pela península ibérica. justificou-me mais tarde que sim, que nas aulas em inglaterra tinha observado um mapa a confirmar que os vikings também tinham passado pela península ibérica incluindo portugal. a resposta tinha um MAL em letras gordas e vermelhas. nós fomos confirmar e explorar no senhor google e de facto embora possa não ter sido a presença mais marcante sim eles andaram aí e já há quem tenha investigado com maior profundidade essa evidência. é aqui que divirjo. o percurso escolar sair deste beco sem saída, de respostas para pontuações de testes, para outro patamar que comece em professores melhor remunerados e com uma formação mais exigente a vários níveis. são eles os médicos da vida do nosso futuro. obrigada por mais um episódio que nos permite crescer a partir de casa e questionar-mo-nos em conjunto. estas são as oportunidades para nós mais mágicas.

25 de agosto de 2018

as férias aos socalcos


tinha agendados vários dias diferentes aos solavancos. há sempre um mundo infinito ao virar da esquina por explorar. fizemos metade mas esta urgência de ver mundo ficou a moer-me e às vezes custa a gerir quando não arrancamos e não nos damos duas caminhados ao lado.

22 de agosto de 2018

uma manhã


pode ter dentro umas férias inteiras. mas por muito que nos façamos expandir a ritmos mais alucinantes que noutras dinâmicas que já tivemos é sempre o tempo, esse bem mais que precioso, que nos dá a maior riqueza da vida.

11 de agosto de 2018

praia norte



a lista de ires aos solavancos ficou este ano muito aquém do espectável mesmo com roteiros ao virar da esquina. agora que arranca um novo ano letivo cheio de rotinas estranguladoras hei-de deixá-los afixados na porta todos os ires por ir a ver se vamos.

22 de julho de 2018

os nossos pés pretos


fizemos de turistas mas não saímos de casa. lançámo-nos à nevralgia da sede de distrito como se fossemos sem destino nem planos para depois. um quinto de nós já lança humores inconstantes, outro quinto tem rotinas certinhas que convém manter constante, outro quinto balanceia feliz com o que vier à rede mas tropeça em mil distrações que lançam quatro quintos dos elementos a esboçar sorrisos contidos. um pé dentro de uma sapatilha nova, tudo enfiado dentro da água lamacenta da caldeira do único pinheiro que se mantém em diálogo com o cubo de betão da praça. foi o volte-face que nos faltava para que todas as quintas partes se alinhassem. bateram todas as ruas a sujar o pé. ligaram-se à terra e curtiram o pé sujo na cidade.

5 de junho de 2018

o equilíbrio em ti


há em ti um equilíbrio desequilibrado. tropeças de forma literal tanto, cais quedas pequenas impensáveis. esbarras em postes gigantes. tantas vezes porque te equilibras e exprimes com corpo e alma. querias muito que chegasse este meio do ano para deixares meia dúzia de vida para trás. estás tão no meio de tudo o que já vivemos. és tão o nosso miolo. és tão o nosso meio caminho. és tão o nosso gingar constante de adaptações e readaptações vividas. há tão em ti um miolo perspicaz que nos desafia. há tão em ti um miolo doce que nos recheará a vida.  

28 de maio de 2018

ir


sempre que passeamos ganhamos vida. ganhamos alma. ganhamos proximidade. ganhamos mundo. vale tudo desde o outro lado do mundo ao parque da esquina basta estarmos.

2 de abril de 2018

1 de janeiro de 2018

querido 2017



estamos imensamente gratos. estamos gratos por todos os dias intensos de 2017, todas as viagens, todas as idas e voltas. estamos imensamente gratos por chegarmos aqui a esta manha, a este condensado de duas horas. a este concentrado com toda a fruta que qeremos degustar muitas vezes. nem sempre precisamos de ir muito para longe, nem no espaço nem no tempo e nem muito para longe de nós. basta estarmos perto, assim, com ar na cara e alguns amigos que são a família que escolhemos.

31 de dezembro de 2017

boa noite 2017



começámos o ano a usar os vales que, entre tantas outras distrações a que as crianças do século xxi estão sujeitas, foram largados num canto. cabe-nos ser orientadores e puxar o essencial abafando o supérfluo que inevitavelmente acumulamos. em 2018 volto a repetir em loop menos ter e mais viver. menos objetos e mais memórias. vale número 1-dormir com amigos-checked.

29 de dezembro de 2017

férias e programas




às vezes basta tirá-los de quatro paredes, sair. às vezes há reclamações iniciais mas depois, depois, descobrimos sempre coisas novas.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982