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13 de setembro de 2019

regresso às rotinas espartilho


és um obreiro mas para ti a boa vida é uma vida boa. apanhavas sempre esse barco das férias. não és saudoso nem das atividades extra que não queres deixar, nem do cheiro a cadernos novos, apesar de zeloso com tudo o que é material. guardas esses medos abafados a ganhar bafio e quando te soltas é a roçar pequenas explosões. sabes ser o estereótipo do irmão mais velho, zeloso, atencioso, cuidador. sabes ser o engenhocas tipo doutor pardal. manuseias à vontade o x ato e o cartão, as dobragens e os origamis, as cores e o preto no branco. escorregas na leitura e deixas-te ir com todos os apesares. tens na eminência de começar o último ano nesta escola de transição. caminhas a passos largos nas areias movediças da pré adolescência por isso te tolero algumas explosões. desafio-te para este ano a conteres as maçadas das professoras e das disciplinas mais maçadoras.

2 de setembro de 2019

a escola que já é cor nas nossas vidas



conhecemos as combinações. o corpo docente que se mantém. sabemos dos cantos e dos recantos nas suas vertentes homónimas porque os cantos têm sons conhecidos. sabemos das rotinas e conhecemos quase de cor os conteúdos. sabemos das caras familiares e dos familiares propriamente ditos. sabemos das abordagens e das posturas. sabemos quase tudo de cor. sabemos também que o mini sente que sabemos mas o que vê são muitas caras novas e rotinas onde ainda não penetrou. o tempo, esse grande escultor, molda ao de leve e fará deste novo ciclo seguramente um dos melhores ciclos da sua vida e da nossa. 

27 de agosto de 2019

picardia ao rubro



este foi ano do " dão-se como irmãos". o beliscão, a gestão dos desenhos animados, até a sedução da relação com o pequeno irmão. o apogeu da vossa relação de irmãos, o desequilíbrio esporádico do "não chego para todos". mas no fundo vocês sabem que eu sei que o cordão invisível que vos une está lá. haja o que houver.

1 de agosto de 2019

tudo a rolar



























arrancamos em força este querido mês de agosto. não temos outro. as escolas fecham e a gestão fica imperativa e apontada para aqui. são os nossos oitavos de final ou de início ou de paragem ou do que quiserem que seja. munimo-nos de todas as armas necessárias ao desfralde do mais novo e arrancamos viagem sem olhar para trás. 

25 de julho de 2019

builder son



és o construtor. o que nunca se entedia. o que quer mais horas por dia. o menino dos projetos entalado em atividades. que o martelo Mjölnir te poupe a grandes trovões, relâmpagos e tempestades e a épicas batalhas. que tenhas a proteção da humanidade e uma coleção gigante de pequenos momentos de felicidade. há sempre uma força dentro de nós.

23 de julho de 2019

a urgência de viagens mundanas


eles trocam de atividades a cada semana. eles rodam a casa de amigos na hora de dormir. sobra o pequeno a viajar ainda em voos baixinhos. e as dificuldades que estão a ser as viagens à casa de banho.

20 de julho de 2019

out sider life / in sider growth



A canção dos adultos
Parece que crescemos mas não.
Somos sempre do mesmo tamanho.
As coisas que à volta estão
é que mudam de tamanho.
Parece que crescemos mas não crescemos.
São as coisas grandes que há,
o amor que há, a alegria que há,
que estão a ficar mais pequenos.
Ficam de nós tão distantes
que às vezes já mal os vemos.
Por isso parece que crescemos
e que somos maiores que dantes.
Mas somos sempre como dantes.
Talvez até mais pequenos
quando o amor e o resto estão tão distantes
que nem vemos como estão distantes.
Então julgamos que somos grandes.
E já nem isso compreendemos.
Manuel António Pina
(do livro "O pássaro da cabeça")

18 de julho de 2019

lutas sem som

as disputas territoriais são a orquestra dos dias, detesto mediar conflitos que envolvam física quântica. sabem ser ruidosos. nada de novo. eles conhecem-se e conhecem os calcanhares de Aquiles, sabem que torções de tornozelos fazer-se. noutro dia enquanto o pequeno caía no sono ficaram a prolongar-se no jogo do rodopio entre quartos. cumpriram o nível de som a roçar o silêncio. foram apanhados encavalitados e afirmaram tratar-se de um luta sem som.

14 de julho de 2019

pés nas pedras



há sempre pedras no caminho são elas que trazem beleza à natureza dos caminhos.

10 de julho de 2019

a passos largos para a terceira volta estar completa


todos os dias pede cuecas mas continua a usar fralda sob pena de termos acidentes em loop. estamos em dead lines em setembro ingressa na escola de todos. descobriu a manga curta e a leveza da roupa de verão. vê desenhos animados inapropriados porque ter irmãos mais velhos não são só coisas positivas. pronuncia tudo na perfeição mas continua a insistir na pamta quando abre garrafas de água.

5 de julho de 2019

fomos "almoçar" fora


























é uma das praias "à mão de semear" que mais gostamos. tão vazia em tempo de férias. tão cheia de matéria prima. encravada entre a água doce e a salgada, entre areal dunar e pinhal e sol e sombra. entre mar revolto e poças e rochas e areia fina. dispensamos enfiar as pernas sob uma mesa e dispensamos a musculação de talheres na mão. alimenta-mo-nos desse improviso esvaziado de artefactos. concluímos sempre que bate qualquer refeição saudável porque nos alimenta para lá do óbvio.


4 de julho de 2019

perto que é ir mais longe



pedras, areia, dunas, água, água salgada, água doce, godos, ardósia, um canivete, uma tenda e uma merenda. não precisamos de nem um brinquedo. não precisamos gerir conflitos. não precisamos de gerir aflitos. este nosso pousio secreto transborda de matéria prima para passar um dia a sacudir o tédio e a alimentar a arte da divagação, imaginação, exploração, concentração, e animação. eles trepam duna acima, rebolam duna abaixo. eles afiam paus e lascam pedras, selecionam godos e saltam com as pulgas. instalam o silêncio e fazem rodopiar os pensamentos.

25 de junho de 2019

oito no ponto de biscoito


fazemos sempre muita festa. prolongamos a festa. repetimos a festa. no parque, na escola, em casa, nas garagens da tradição. criamos a tradição dos legos da festa e dos animais em festa. 

23 de junho de 2019

oito, ponto de biscoito



minha abelhinha doce e de zumbido fácil. sorris para a vida. és meloso e por vezes muito melodioso. és um brother que se importa com os seus "others". provocador nato. perspicaz inato. és o nosso novo pincha cheio de energia. és o nosso foguete direcionado, focado, objetivo. és tão desafiador quanto auto desafiado inato. até parece que herdaste uma costela que até sei de onde. treinas, treinas-te, focas-te. impões-te objetivos. melhoras-te. nivelas-te. encaixas-te. gostas dos patamares. gostas de te superar. de subir degraus qualquer que seja a área. ensaias remates e fintas, decalcas desenhos e sobes o nível arriscando desenhos por observação sem decalque, fazes rodas e pinos e queres avançar para mortais, pedes contas no supermatik e nos jogos de matemática que a mãe instala nos gadgets e que ficam abandonados. sabes os degraus que queres subir, os que podes ainda subir, os degraus que já subiste sem esforço e os que não vale a pena investir. já lá estás. oito anos. 

13 de junho de 2019

uma dezena de quilómetros serra acima serra abaixo





































mais de quatro quilómetros acima, mais de quatro quilómetros abaixo, um almoço improvisado e o posto de vigia com vista 360º. meio pão do pequeno almoço para cada um, uma banana para o pequeno, leite e umas tostas. almoçamos no restaurante da vila à hora do lanche. abastecemos de mais cerejas e de água do alardo na bica disponível. rodamos o castelo da vizinhança com amigos e voltamos de pés sujos e alma limpa.

12 de junho de 2019

montanha acima, ruído abaixo


à medida que cavalgamos a montanha, à medida que subíamos montanha acima, descia o silêncio neles corpo abaixo. dar-lhes caminho pacifica-os, regula-os, conecta-os. quanto mais os desconectamos mais se conectam. é ligá-los a estas fichas mais vezes. a bateria carrega sem gastar energia.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982