é bom...
4 de abril de 2007
3 de abril de 2007
30 de março de 2007
29 de março de 2007
o quadrado
jogar ao quadrado apurava-nos o equilíbrio. o DIM atribuído às caixas de visita era à medida dos balanços que não se queriam nem muito curtos nem muito extensos porque a rotação de 90º tinha de ser apurada para não deixar fugir a linha. pés juntos, pé coxinho e pés cruzados eram a base das três primeiras voltas. as outras progrediam mais complexas com a composição das variantes. tínhamos um, mesmo à porta que ficou pior enquadrado quando esquartelaram o passeio. aliás, o alcatroamento nessa altura foi uma aventura pois não havia dia em que não levássemos piche para casa. o exercício de estabilidade fez-nos crescer mais ajuizadas mesmo com os contrabalanços da puberdade. e se voltássemos a jogar ao quadrado? era tão bom...
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da rua,
moi et les autres,
pueril
28 de março de 2007
27 de março de 2007
26 de março de 2007
ela
ela ficou mais adubada que eu mas é minha pequena. ela exigia-me explicações e eu não as sabia dar. ela veio sempre atrás e quis fechar a porta a intrusos. ela esperneia para tomar as decisões difíceis vacila sempre nos momentos da escolha, demora, repensa, vomita prós e contras, alimenta o se e o mas, recua, e, quando escolhe, continua a querer confirmar a escrita. foi assim quando saltou país fora e veio de lá entranhada de pasta. foi assim quando o projecto não era bem fazer projectos mas depois viu que havia mais e ficou. foi assim quando quis encaracolar os dias em mais um degrau acima. tem medo que lhe prendam os braços mas quer sentir sempre a mão. às vezes é amêndoa amarga que nos quer fazer a digestão. não lhe venço as palavras mas venço-lhe a atenção.
25 de março de 2007
cafeina
parece que não me safo sem a dose, como será que vai ser quando tiver de deixar, estarei viciada?
pelo menos os bichos dela desviam-me o sentimento de culpa...
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# mim,
c'est la vie,
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24 de março de 2007
destempero ou incúria
sei que conseguia, pelo menos ou pelo mais, duas das coisas que para mim desejo e não queria esperar, só me atribuo incúria e, martirizo-me e, acrescento-me ansiedades desmedidas às já medidas existentes. não posso. negligencio-me. imponho-me providência.
espero que o despejo não acrescente desleixo…
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majora

uma infância passada nos 80’s resulta numa herança de bons jogos majora, na falta do outro que também tivemos mas perdemos-lhe o rasto, isso e a muitas outras coisas, resiste este que lhe reinventamos as regras e me parece que nunca o consideramos jogo de jogar mas jogo de explorar. havia ainda a predilecção pela série la vie que religiosamente assistíamos. exercitávamos o cérebro e percebíamos como se encaixavam as articulações.
províncias


sempre tive especial atracção pelo país onde nasci. sabia-lhe as províncias de cor e, os trajes, tinha os de eleição. desde cedo me parece que tive o país na memória só não sei se de muito encaixar o puzzle. hoje sempre que tenho crianças em casa este é o predilecto mesmo dos mais pequenos, as peças grandes facilitam o manejo e as figuras por articularem cor e forma facilitam o encaixe. os maiores começam a situar lugares conhecidos. tanto mar que todos descobrem. ao contrário do que a amiga pensa, também gosto do mundo e de lhe espionar os cantos. vivi um ano mesmo no meio da europa, sem estar na europa. sinto que também pertenço um bocadinho a esse lugar, a esse e a muitos outros por onde passei de raspão mas, provavelmente, custar-me-ia abandonar em definitivo onde me sinto em casa. eu e tu sabemos que eu me contradigo e o caminho, esse, faz-se caminhando.
adenda: ah, e nada contra os espanhóis (que tu cismas eu ter) que até gosto bem dos filmes do almodôvar.
adenda: ah, e nada contra os espanhóis (que tu cismas eu ter) que até gosto bem dos filmes do almodôvar.
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23 de março de 2007
passear as linhas
não é minha esta menina, é do mundo. porque elas não são nossas, as crianças e os filhos, nós é que somos delas. a mãe dela é mais dela eu só sou um bocadinho dela. somos atadas a elas e o desate é difícil. a menina faz meninas e acha que o cabelo delas é sempre revolto, como o dela. agita-se a ela e à caneta para o manifestar porque os cabelos são assim endiabrados e estão sempre à frente dos olhos. as meninas também estão sempre de avental. diz ela.
a M. é uma menina de 2003. continuo a vê-la crescer.
a M. é uma menina de 2003. continuo a vê-la crescer.
22 de março de 2007
estações

já entrados na primavera e com o tempo ainda a pregar partidas concluo que gosto das mudanças de estação. é que me revejo no quente e no frio e se pudesse andava sempre de havaianas e de chapéu de chuva. gosto na mesma medida de me estender ao sol e de me aninhar à lareira com um filme ao lado. de facto não gosto de usar guarda chuva mas destes meus objectos de eleição tenho mais pena que as obrigações laborais não me permitam ter sempre os pés calçados assim, os códigos sociais parecem reprovar. assim já aprovam? mas não são iguais? valham-me as incongruências da sociedade!
21 de março de 2007
ginástica mental
andei às voltas com dois ou três livros nos últimos tempos, assim como o mar enrola na areia e ninguém sabe o que ele diz. há muito que não devorava nenhum como este.
na pré adolescência devorei alguns biográficos, fiquei-lhes a dominar precocidades da infância, não minha mas dos biografados, pelo menos a este, este e este, e devorar é andar com um livro a reboque e tropeçar nas coisas por não se parar nem para cumprir rituais diários.
o natal trouxe-me dois a pedido fiz de conta que lia um, até que no Carnaval peguei no outro e devorei-o quase numa semana. agora que voltei a reentrar no primeiro concluo que há coisas que não se explicam e que a máquina precisa é de desenferrujar.
já só me apetece adormecer o relógio, acabar este, e retomar dois abandonados. é sempre bom desenferrujar as articulações físicas e mentais.
há aliás um bom reclame (talvez passe só na dois) sobre a (i)letracia, já consegui apanhar duas variantes que lembram que a esponja precisa sobretudo de absorver o máximo nos primeiros anos, depois é só dar-lhe corda.
Adenda: só que agora a outra é que era e há ainda outra mental que me espera
na pré adolescência devorei alguns biográficos, fiquei-lhes a dominar precocidades da infância, não minha mas dos biografados, pelo menos a este, este e este, e devorar é andar com um livro a reboque e tropeçar nas coisas por não se parar nem para cumprir rituais diários.
o natal trouxe-me dois a pedido fiz de conta que lia um, até que no Carnaval peguei no outro e devorei-o quase numa semana. agora que voltei a reentrar no primeiro concluo que há coisas que não se explicam e que a máquina precisa é de desenferrujar.
já só me apetece adormecer o relógio, acabar este, e retomar dois abandonados. é sempre bom desenferrujar as articulações físicas e mentais.
há aliás um bom reclame (talvez passe só na dois) sobre a (i)letracia, já consegui apanhar duas variantes que lembram que a esponja precisa sobretudo de absorver o máximo nos primeiros anos, depois é só dar-lhe corda.
Adenda: só que agora a outra é que era e há ainda outra mental que me espera
365 histórias de encantar
a pouca diferença de idade fez-me partilhar a infância e as principais e secundárias doenças nos anos 80.
muitas são as memórias dos dias de quarentena em que este era o livro eleito, julgo até ter extravasado as várias idades e os várias tipos de quarentena.
em convalescênça, com febre e/ou fraca mobilidade, as histórias curtas, uma para cada dia, algumas género lenga lenga que repetíamos à exaustão, eram as que mais se adaptavam aos curtos ritmados e espaçados momentos de boa disposição.
com o calendário para a frente e para trás parecia que o tempo era nosso e rapidamente passávamos do inverno ao verão entre o cumprir o calendário e obedecer ao tempo e idealizar épocas festivas desejadas.
passadas que estão praticamente duas décadas está velhinho e os desenhos não possuem o tom fluorescente do século XXI mas continua a deliciar-me como outrora.
19 de março de 2007
p de pai, p de papá
17 de março de 2007
*
gostava de descobrir as jarras antigas, que sei que existem, irmãs desta. desta gosto e pronto. produzida pela minimalanimal é uma jarra que não fica mal sem flores.
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16 de março de 2007
ainda a índia
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