11 de setembro de 2011

tantas, tantas perguntas







houve vários setembros em que nos muníamos de lanche e instrumentos e apanhávamos lulas num barquinho perto da costa. eram finais de tarde mágicos depois do meu primeiro trabalho, já lá vão dez anos. recodo-os com saudade. como funcionam estas caixas em rede e o que apanham, não sei e por isso sinto que lhe respondo um bocadinho inventado. e porque se chamam chorões às plantas dunares? chegamos a partir ao meio uma das suas carnudos pontas a ver se deitavam lágrimas...


9 de setembro de 2011

8 de setembro de 2011

passear
















estamos a conseguir entrar em novas rotinas, a escola começou, o bebé já dorme da meia noite às seis, as noites começam a ser tranquilas. ontem voltamos da escola a pé, quase meia hora de caminho. andamos de carrosel.

3 de setembro de 2011

sou uma falsa grávida















o pisco só quer andar de sling. assim que o pouso abre a pestana assim que o meto lá dentro e dou dois passos fecha-a. dou comigo a movimentar-me e a executar as mais variadas tarefas como "grávida" de onze meses.

30 de agosto de 2011

rolhas















uma jangada de rolhas fê-lo saltar para o banho sem birras mais rápido que um furacão. há muito tempo que não as usávamos.

28 de agosto de 2011

a quatro
















os sonos dele também estão um caos a adaptação foi até agora aparentemente fácil mas para adormecer vivemos quase em guerra...sabemos que tem um turbilhão de emoções para gerir e que tudo mais tarde ou mais cedo acalmará. ora quer o papá ora quer a mama e roça-se em mim e quase ronrona. mesmo perdido de sono tem ataques de choro porque não quer dormir nem descansar e ultrapassa os minutos mais que desejáveis a explorar-nos com perguntas e a inventar conversas.

26 de agosto de 2011

fitas e tecidos


 
um monte de fitas e tecidos novos/velhos perdidos numa retrosaria quase sempre fechada em mogadouro. montes de coisas que se podem produzir, presentes de natal para começar a preparar e um enxoval do primeiro sobrinho/a para ajudar a construir. a lista de arrumações permanentemente pendente, desenhos e visitas de obra aos solavancos e rotinas de casa meias caóticas. os meninos absorvem-me o tempo.


23 de agosto de 2011

2 meses


ao contrário do irmão manifestou-se para nascer. mais uma vez 40 semanas depois, muitas mais caminhadas e tudo o que mais recomendam. as contrações chegaram na antevéspera, por volta da meia noite começamos a dançar em casa de um lado para o outro. com movimentos livres aguentavam-se melhor cada uma das contrações que num repente eram de dois em dois minutos. acabamos a mala, ainda amparamos o vómito ao irmão maior, que nessa noite avançou com uma gastroentrite, suportamos algumas contrações deitados enquanto o voltámos a adormecer e saímos de fininho. no hospital preferimos ir a pé e  recebemos com prazer a epidural quando a coisa ia a uma velocidade acelerada e aceitamos deixar o corpo funcionar sem químicos. na madrugada seguinte programàmos um arraial de s.joão com as enfermeiras de serviço, com bifanas e festa. mas parece que os meus bebés não se encaixam nem descem e a dilatação nunca avança. voltàmos a abrir uma janela confortados pela equipa. conseguimos não escolher dia de nascimento e isso já foi uma conquista mesmo que pequenina.

21 de agosto de 2011

nós por cá


















às vezes parecemos aliens, o bebé chora, o miúdo grita, a ver se vence a dele, e nós descontrolamo-nos e parecemos uma casa de doidos. depois respiramos todos fundo, o bebé fecha os olhos num repente e nós ficamos os três, em silêncio, a ouvir-lhe a respiração e a falar baixinho.

8 de agosto de 2011

mini férias














uma semana e pouco de férias só para lhe proporcionar alguns mergulhos

5 de agosto de 2011

ele
































galochas nos pés, cobertor amarrado, fralda na cabeça e muito calor lá fora. enquanto espera que me liberte do bebé para nos conseguir arrancar de casa, brinca.

3 de agosto de 2011

mudando de assunto a 360º






entre mamadas, brincadeiras sintonizadas a meninos de três anos, almoços e jantares, roupas e sestas, tanto quanto posso, escapo-me de fugida à obra. já lá está o mosaico feito à mão e os defeitos resigno-me aos que vou conseguindo corrigir.

2 de agosto de 2011

medidas e três sentidos















fixo-lhe as medidas que se alteram tão a correr e constato, enquanto me afogo em pensamentos nas muitas horas em que me quase reduzo a alimento, que nos deve reconhecer sobretudo com três sentidos distribuídos da seguinte forma:
visão: os óculos do papá porque brilham diz o filho maior
audição: o ruído do irmão maior que está tão falador quanto barulhento
olfacto: eu

1 de agosto de 2011

crescer















quase nos perdemos no tempo e nas horas e ele cresce e quase não lhe decoro as transformações

30 de julho de 2011

29 de julho de 2011

ele














-mama ele está a olhar para a luz!
-ele está a olhar para os óculos do papá porque eles brilham!
-mama ele gosta de coisas que brilham
-mama ele olha para mim porque os meus olhos brilham!
-sim meu filho os teus olhos brilham!....

28 de julho de 2011

sim está














uma visita para a filha de 3 anos: anda ver o bébé
filha: ah mama mas ainda está na barriga!

18 de julho de 2011

e pronto é só isto

mama ele disse hei!
mama ele está a dizer que gosta de mim!
mama ele gosta de estar na minha cama!
mama não o podes pousar porque ele ainda não arrotou e depois fica mal disposto...
e para já esgota-o de beijos.

13 de julho de 2011

a minha vida neles















tentei mas não consigo ser substituível no alimento do mais pequeno e o tempo por aqui não tem estado de feição, entre dias chuvosos e ventosos, resta-nos quase as quatro paredes e escapadelas muito pontuais. quase nos remetemos só à produção de leite e queria produzir outras coisas, entre elas uma espécie de alforge para o braço do sofá com gangas recicladas que me contenha os apetrechos que mais uso numa média de oito vezes ao dia. enquanto se escolhem os intervalos para as actividades mais básicas (dormir, comer, lavar e dar tempo ao mais velho) os projectos só ainda pairam na cabeça. por isso os temas reduzem-se a isto. a falar nos pequenos, nas gracinhas e nas suas descobertas. a minha vida neles.

12 de julho de 2011

isto não é um jogo

















mas nós por cá achamos que podia ser e que belo jogo este.
ele: mama esta árvore tinha muitos anos (enquanto mostra o veio)

7 de julho de 2011

15 dias















os pés desincharam, a cicatriz já não dói, a barriga já está de 5 meses, o peito operacional, humores mais ou menos controlados, choros fora do período nocturno que é sempre o mais custoso. a vida começa a passo de caracol a ter novas rotinas mas ontem planeei pintar um quadro com o mais velho mas quando o mais novo "deixou" era hora de banhos e jantares. na outra noite contei história e adormeci o maior com o mais pequeno ao peito, nada que não se faça ou desenrasque. ontem até apanhamos ar enquanto o maior comeu cerejas no nosso parque do costume e a coisa vai correndo melhor ou pior.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982