30 de novembro de 2011

figuração


















as caras ganharam finalmente corpo. e os cartões dos packs de leite andam a encher-se de figuras:
1-titi, tio P e o bebé já nascido a dormir
2-mama, papa, ele com o irmão ao colo
3-Afonso P, Prof S, Afonso S

-ficamos a saber que a titi tem caracois e o bebé é melhor desenhá-lo fora, que na barriga ( diz ele) não se vê, o tio tem barba, o bebé não tem cabelo
-a mama tem o cabelo no ar, cá para nós parece é que está a ficar sem cabelo de tanto que cai, o papa tem óculos e o irmão afinal, interpretando, não estará sempre agarrado a mim
-os amigos na escola continuam a centrar-se entre os dois afonsos mesmo que um já não esteja na mesma sala e parecem ter a mesma importância que a professora

29 de novembro de 2011

um pássaro


















que nos brindou com a maior aproximação de sempre, tirando as pombas é claro

28 de novembro de 2011

perguntador




-mama para que servem as palavras?
-blá blá blá para podermos falar uns com os outros...
-não...as palavras feias!
-hummmmm? por exemplo quais?
-cocó
-cocó não é uma palavra feia......blá blá blá...
quando te pedimos para não repetires a palavra até à exaustão com risos patetas é porque blá blá e os teus dois amigos que também te ensinaram a dizer puzete e a rir como um perdido ...blá blá blá...

24 de novembro de 2011

sim















mama amanhã é hoje quando acordarmos?

23 de novembro de 2011

etc
















são nove da noite, o pai não está, os meninos adormeceram depois da história, o mais pequeno numa perna a balançar, envolto num braço que lhe amparava o corpo e a chupeta. o maior na cama, o meu braço esticado a dar-lhe a mão, uma canção sussurrada e em poucos minutos o mergulho num sono. volto às panelas, guardo a salada russa para a próxima refeição e meto um frango caseiro a refogar. atiro a roupa seca para o sofá, ligo a televisão e sento-me a ver o linha da frente. a maria vai devagarinho derrotando o lobo e eu sinto felicidade. criopreservei para o banco público, da primeira viagem senti que o banco privado fazia publicidade sem contraditório, agressiva e direcionada para cabeças fora dos ombros, envoltas em hormonas e localizadas na barriga. afinal ao banco público falta tudo.

21 de novembro de 2011

apanhamos folhas




















de liquidambar, a minha árvore favorita

10 de novembro de 2011

Û
















dêm-lhe peixe com legumes cozidos, incluam bróculos, cenouras e cebolas.

9 de novembro de 2011

wip


















das camisas do avô da casa para o sobrinho a caminho

8 de novembro de 2011

7 de novembro de 2011

apontamentos




















do espaço deles

4 de novembro de 2011

3 de novembro de 2011

nós


















os três sozinhos em noite de temporal

2 de novembro de 2011

um estojo

















a pensar no natal e uma babete nova

1 de novembro de 2011

30 de outubro de 2011

maleitas































uma perna a doer e a crescer

28 de outubro de 2011

uma galinha dois pintos atrás
























um polegar inchado às custas de cinco picadelas de um mosquito, creme com hidrocortisona e anti-histaminico, arrastar camas e passar a pente fino o quarto. do mosquito nada. uma pálpebra atacada na noite seguinte e apanho o dito atrás da porta enfartado de sangue sugado. um olho quase sem abrir muito desconforto e dois dias em casa. o costume. mas hoje havia um livro a apresentar na escola. uma oportunidade para ouvi-lo. preparo pequeno, preparo grande, grande no carrinho, pequeno no sling e meia hora de caminho para aproveitar o sol. dez minutos depois ressonam os dois e dou meia volta, voltamos para casa. agora há silencio em casa. preciso dormir mas sinto-me inútil a dormir de dia por isso não sei se durma se aproveite tempo só para mim.

24 de outubro de 2011

outono














atrasado um mês. gosto da passagem das estações...

22 de outubro de 2011

wip















das sobras. bom fim de semana.

21 de outubro de 2011

20 de outubro de 2011

disco externo
















muitas fotografias lá dentro à espera de ver a luz do dia, à espera de contarem a história dos miúdos. finalmente o meu disco tem roupa de proteção. agora que tem o exterior protegido falta-me perder horas a organizar-lhe o interior.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982