10 de fevereiro de 2012

8 de fevereiro de 2012

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o quarto ano também veio recheado de desafios, birras, experimentação da autoridade dos pais, exploração da sua autonomia, onde surgiram o eu faço, eu consigo, eu posso, eu quero e não menos importante as manifestações de chamada de atenção que se descentraram nele como primogénito e passaram a distribuir-se por um irmão.  passou a existir o: "hei eu estou aqui" ao qual somos sensíveis mas a que não podemos ser totalmente transigentes o que resulta em mais momentos de intensidade, tensão com choro e riso com alegria efusiva. quatro horas da manhã e o pai ainda preparava o bolo que partilharia na escola e quase despertou encomendas. contou que traria um bolo feito pelo pai e a professora quis confirmá-lo. e sim estava mais bonito do que as imagens mostram e sim era bom, muito bom. e fica a imagem para memória futura.

7 de fevereiro de 2012

m




















assaltava-me um prurido de cada vez que me chamavam mama e ainda me nadavas na barriga. foi a partir do dia em que nasceste que muito devagarinho e com uma intensidade crescente avassaladora me senti mama. nesse início descobri um animal feroz cá dentro, que rosnava e grunhia quando me te arrancavam do colo e te impregnavam de perfumes e odores de adulto. aos quase três anos e meio ganhaste um dos melhores presentes que se pode ter: um irmão. um dia vais sabe-lo, esperamos nós (a referência da mama é de facto muito visceral). superaste com calma os primeiros tempos em que o caos quase se instalou cá em casa. aproveitaste para voltar ao ninho, quando descobriste que ainda lá cabias. esses regressos que fazíamos a pé ao voltar da escola hão-de manifestar-se nas minhas costas quando for velhinha, disso estou certa. ainda te acho o menino das pequenas coisas, reparei no outro dia quando observavas cada alvéolo da tangerina que devoraste. manobraste desde cedo a tesoura com minúcia mas agora insistes que queres ser piloto. delicío-me quando te lembras de encher uma caixa vazia para fazer um instrumento e esses trabalho devemos sobretudo à vóvó. andamos a ler um história sobre uma menina a quem os pais deram de prenda de aniversário uma caixa de cartão vazia e ela, resignada, primeiro abre-lhe um buraco, depois, descobre que pode fazer dela uma casa de bonecas. o nosso futuro, o teu futuro, está aí à frente. havemos, hás-de construi-lo com as ferramentas que conseguires agarrar. até lá, a cada dia, esperamos que os exercícios que a mama e o papa te vão dando para isso te preparem. neste aniversário a caixa vem cheia, o conteúdo, uma bicicleta, há-de nos proporcionar mais momentos em família. com o contentor, a caixa vazia, podemos construir tudo o quisermos.

1 de fevereiro de 2012

perguntador

-mama de onde vêm todas as coisas? mesmo todo o tipo de coisas?
-mmm, o que queres saber?
-de onde vêm todas mesmo todinhas as coisas?
-eu sei que a madeira vem das árvores mas e as outras coisas?
-por exemplo?
-a comida, de onde vem a comida?
-mmm, as batatas, estão plantadas, bla,blá,blá, o arroz (...), cereais (...) sementes...
-e de onde vêm as sementes?
-.......olha vamos ver se não chegamos atrasados à escola, que já é muita irformação....

31 de janeiro de 2012

carnaval


como o ano passado. preparo-lhe o fato de carnaval. desta vez original daqui.

30 de janeiro de 2012

perfil II
















sete meses feitos e, no mínimo, sete horas seguidas de sono. já se vai sentando. um dente rompeu e outro ameaça. menos cabelo que o irmão e já muitas nebulizações no histórico. mudou de quarto, o que lhe é quase indiferente porque quando madruga aproveita a ronha entre os pais.

26 de janeiro de 2012

22 de janeiro de 2012
















nunca um inverno foi tão produtivo em tosses e ranhos, agora a dobrar e em contágio permanente. o maior troca colheres de medicamentos por uvas passas ( prefere a um quadrado de chocolate, ou isso ou pistachos), o mais novo reclama ainda mais colo e tenta apanhar os fuminhos cuspidos do nebulizador. ao maior andam a passear-lhe fluidos, queixou-se de um ouvido e agora há 3 dias que passa os dias a repetir "o que disseste?" - adivinha-se mais uma visita ao médico para breve.

21 de janeiro de 2012

uma toalha






que já andava por acabar desde a gravidez, o pequeno já tem quase 7 meses, mas acho que ainda vai a tempo! o menino grande fez de modelo.

20 de janeiro de 2012

desenho de observação-figuras geométricas

















o pai exemplificou com um cavalo, ele fez um menino, o tema era livre bastava usar as peças disponíveis.

18 de janeiro de 2012

a outra casa

















mais calças de ganga velhinhas, recicladas, uma rapidez para 3 novas almofadas, e o tecido finalmente usado, gosto tanto dele que ainda vou fazer um lenço multiusos para mim. para a semana aterrarão por lá.

15 de janeiro de 2012

2012











começar o ano uma obra projetada executada, dois meninos a crescer e muitas incógnitas para o futuro. nada de árvores plantadas nem livros escritos...

desenha

















meninos nus e um mergulhador

3 de janeiro de 2012

histórias aos quadradinhos




muitas camisas cortadas, colarinhos coçados, punhos desfeitos, histórias arrastadas. o avô da casa impregnado numa manta que contará histórias e que para já aconchegará o neto caçula que está quase quase a chegar. vai sempre lembrar esta história que contamos por cá muitas vezes.

1 de janeiro de 2012

dia 1



















começar o ano no parque natural do litoral norte é começar bem....

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982