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12 de março de 2019

como se fossemos turistas


























calcorreamos todos os nossos percursos. batemos todas as nossas portas. subimos e descemos ruas. cruzamos as nossas esquinas. "lambemos" as nossas rotinas. eles acenderam a chama da nossa união ali. reabriram o livro. acrescentaram memórias.

11 de março de 2019

drive slowly



























balançamos os dias e a vida entre muito aqui e ali. devagarinho separa-mo-nos e junta-mo-nos mais que nunca. num balanço muito nosso. permanentemente conectado com e sem fios visíveis. visitar coal drops yard foi uma espécie de metáfora ou uma espécie de ode a esta nossa vida dos últimos anos. a que eles viveram, a que lhes demos, a que percorremos. 

10 de março de 2019

do teu dicionário


dás-te aos pormenores, à minúcia, ao espírito do lugar, à originalidade e não precisas de nada para te entreter. precisas só do tempo. se pudesse entregava-te um caixote cheio de tempo. um caixote a transbordar de tempo e vazio. esse precioso vazio que nos faz voar mais além. precisas de tempo, o teu tempo porque não chega a ser uma questão de procrastinação mas talvez devêssemos por em prática a miúde a técnica pomodoro.

4 de março de 2019

zoology



a zoologia entrou nas nossas vidas em cambridge pelas mãos do attenborough e porque o pequeno filho que passou para o meio adormecia cedo. ficávamos ali num namoro a três a repousar e a arrumar as mil gavetas abertas com tanta nova informação para gerir. por isso voltar significava sempre passar pelo recente inaugurado museu. neste momento temos tema para a nossa tribo inteira.

21 de fevereiro de 2019

a história dos trabalhos de casa


essa sigla tpc, trabalhos para casa, tempo para conversar ou tempo para crescer, tem muito que se lhe diga. haja sempre um pelourinho como marco e tempo para conversar.

9 de fevereiro de 2019

escola em casa

quando o estímulo baixa a níveis negativos metemos a imaginação em muito alta rotação. desta vez fi-lo repescar a nerf que se vai mantendo escondida e disparar sempre que lançasse todos os pronomes e determinantes com a rapidez de um foguetão. no fundo sabemos, os dois, que quando diz que não sabe quer dizer que não quer saber, mas sabe e sabe que sabe. os dois sabemos que sabe. por isso o lençol lançado na porta do quarto morrerá com tão pouco uso. entretanto eram tantas as datas à volta da reconquista cristã que metia o afonso henriques ao barulho que lhe lancei o desafio de as enfiar dentro de um cocas, aquele origami básico que se dobra à velocidade da luz. não sei, às vezes, a utilidade real destas aventuras que lanço no ar mas sei que lhes quero sempre mostrar que as tarefas mais maçadoras se podem transformar e que mantenham com o estudo uma relação positiva.

3 de fevereiro de 2019

flash back



é uma espécie de viagem no tempo, quase dois anos atrás. um tributo aos beatles é uma viagem às nossas viagens. liverpool. abril. 2017

22 de janeiro de 2019

quando levitamos


às vezes preciso de paliativos para tamanha voracidade de crescimento. não conseguia dormir porque perguntas em catadupa lhe assaltavam o pensamento. parecia uma tropa de armas em punho a disparar perguntas encadeadas. de onde vem tuso, mesmo tudo o que gera esse tudo de onde tudo começa, de onde vêm esses materiais que geram material que explica de onde tudo nos chegou. entrei em espiral, em loop, ourada com a pergunta e a certa altura só me surgia o ovo e a galinha e a galinha e o ovo e esse ciclo vicioso, viciado de vícios. eu percebo a grandeza de pensamentos que o terão feito ourado com tamanho balanço. filho essa é a pergunta para a qual não tenho resposta , nem eu e nem ninguém. pedi-te para a continuares a procurar porque procurar é a base de tudo.



2 de janeiro de 2019

a sibéria na lousa



levamos os piolhos a passear enquanto víamos o ano acabar assim, à pressa.

o novo ano nos momentos renovados sem data nem hora marcada



















apesar da avalanche turbulenta do mês de dezembro e de 2018 nos ter trazido muitos trabalhos e muitas horas de entrega a mil e uma coisas, de nos sentirmos em constante operação incêndios, de não conseguir, como nos últimos anos, espaço para preparar a construção dos nossos dias, recuperei alguns dias de leitura ao serão. sempre foi uma das nossas melhores rotinas. estes dias lemos a menina gotinha de água, algumas passagens do principezinho e, finalmente, ismael e chopin. num desses dias deixei-os, ao final da história, nesse mergulho profundo dos noturnos de chopin e, agora que revisito esse momento realizo que deveríamos voltar a ele mais vezes. é este recomeço a que nos permitimos a cada momento que é para mim um novo ano.

30 de dezembro de 2018

contar com contas nas férias



continuo sem aversão nem amor aos trabalhos para casa. às vezes dão-nos momentos maravilhosos, outras vezes tensos, outras vezes magistrais oportunidades de reinventarmos momentos construídos em conjunto, outras vezes imersões no mundo que nos rodeia a partir do mundo pequenino que nos envolve que é a família. vinha escrito no caderno treino de tabuadas e lá continuaram as letras abandonadas a marinar. mas eis que uma comunhão de acasos cruzou um momento em que tropeçamos num jogo com apenas dois filhos em casa e um jantar requentado e foi o apogeu de um momento de partilha que misturou trabalho, jogo, prazer, convívio à mistura e paz. e ali ficamos a montar a tabela e a fazer saltar números. 

7 de dezembro de 2018

viajar é sempre ir à escola


folheio-lhe os cadernos e vejo as viagens a sair-lhe da pele. e dos lápis.

1 de dezembro de 2018

expansão contida



não sabemos se os dias daquele inverno nevoso em basel a fazer muitos origamis com vídeos de apoio se entranharam nas tuas gavetas das memórias. já lá vão 5 anos de distanciamento e muitas vidas no entretanto. queres tempo porque há sempre dentro de ti vivências que materializas em manualidades. és corpo de uma mente contida que se expressa devagarinho. és um miudo cheio de interesses, interessante e interessado. mas precisas do silêncio e de espaço físico e mental para te expandires para além de ti.

30 de novembro de 2018

retratos



definimos-te na perspicácia. defines-te no foco. centras-te nos objetivos e rematas. sabes do que és capaz e ficas zangado quando o teu raciocínio faz sentido e falhas. XXXC podia ser o número 70 mas os romanos definiram diferente. gostas de te desafiar e exibir o teu esforço. dás-te e espicaças e avanças em reflexões. há dois anos retrataste-te na escola de cambridge com a mesma confiança que te retratas este ano já com 7 voltas ao sol que trazes no peito e nos caracois.

27 de outubro de 2018

as pequenas e as grandes viagens



















vamos faltar à escola. vamos faltar à escola mas vamos mais para dentro dela. na escola trocam-se conhecimentos. nas viagens vivemos conhecimentos.  mergulhamos em conhecimentos. vivemos família. vamos faltar à escola mas vamos mais escola adentro ou escola afora. vamos perder aulas e ganhar mundo. voltaremos com as bagagens a transbordar. vamos faltar à escola e meter os pés e as mãos no mundo.

18 de outubro de 2018

numero 2

este és tu cheio de cor. é o que és. focado, determinado, centrado, objetivo. basta-te saber com o que contas e é ver-te ir. finalmente demos-te o que sempre soube que pudesses querer sem saberes. uma única aula parece antever um sentido que tinha no peito. mas és o segundo na fase de abrir portas para te encaixar num mundo que agora tem três. da-mos cambalhotas todos os dias. mas havemos de vos dar o que poderão descobrir que queriam, a cada um, individualizando o mais possível ao que já vão sendo.

16 de outubro de 2018

à roda dos alimentos


chegou-me com o desafio de levar uma merenda saudável. lancei-lhe um sorriso contido por lhe colocar todos os dias na merenda fruta, tostas, wraps com sultanas e abacate ou qualquer coisa que inclua queijo. o que traduzindo não era nada de novo na nossa rotina. vincou que o concurso do dia da alimentação tinha uma condicionante que era comer a própria merenda. concluímos portanto que a fruta não fugiria muito da nossa rotina porque uvas são uma das fruta de eleição e a fruta da estação. incluímos cenoura crua por estar no seu top de preferências dos aperitivos e tostas com queijo por não termos cereais alternativos disponíveis. como tudo isto não era nada de novo decidimos avançar na apresentação e pusemos uma flauta a lançar vitamina A e um ouriço forrado de antioxidantes da época, tostas ET's recheadas de queijo e água porque este menino risca tudo o que for líquido embalado e repor água no organismo pareceu-nos sempre uma boa opção. simples assim.

notas soltas: a flauta segue a receita à risca mas tocar já é outro campeonato. ficou a intenção e o entusiasmo de uma família envolvida.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982