os supermercados têm muitos calendários com janelas com um quadrado de chocolate. nada contra. nos bolsos do nosso calendário podem estar chocolates, a sugestão de uma história de natal para partilhar em família, a escrita da carta com os presentes desejados, a elaboração de decorações de natal mas também o dia dos miúdos fazerem a cama, porem a mesa, arrumarem os brinquedos, para os que nunca ou quase nunca o fazem pode ser um começo e que melhor época para começar novas rotinas agora que o ano se acaba e os velhos hábitos se podem ir com ele! este calendário está disponível e inclui actividades mais e menos comuns.
4 de dezembro de 2015
3 de dezembro de 2015
2 de dezembro de 2015
para este natal
este é quase o presente perfeito. uma caixa a abarrotar de paralelipípedos de madeira. fica a dica. falta que eles o desejem porque nos anúncios a cores, o plástico e as figuras detalhadas imperam. as crianças pedem o que lhes é mostrado, não pedem o que não conhecem. pedem aquilo a que são expostas. quase nunca conseguem ver no imediato a infinita potencialidade de materiais isentos de artefactos e inteiramente prontos, tecnológicos e por consequência limitadores. é aí que deve entrar quem educa e os conduz na maravilhosa aventura que é crescer. aqui também há pedidos de tartarugas ninja embora a exposição a publicidade não seja grande. mas quando numa conversa entusiasmada lhes abrimos as portas mágicas de outros produtos eles deslizam no escorrega da potencial magia da imaginação e aceitam tudo, ou quase tudo vá. essa descoberta de os conduzir no entusiasmo de brinquedos com um potencial superior, mais amigos do ambiente, da imaginação, da flexibilização de brincadeiras, da plurifuncionalidade e de uma abrangência etária incrivelmente superior é um papel que podemos desempenhar. já temos algumas horas de volta de paralelipípedos de madeira adaptados. podem ver aqui, aqui ou aqui. os sacos de algodão com soldadinhos estampados são produção desta casa e podem voar para a vossa. basta querer.
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1 de dezembro de 2015
30 de novembro de 2015
newton ears dog
abrir sempre a porta aos passeio mais inesperados mesmo com meninos pequeninos. a biblioteca do colégio trinity guarda algumas das orelhas de cão de newton, uma particularidade de marcação dos livros por si explorados, que referenciava não só as páginas do seu interesse como também a parte de texto que queria aprofundar ou relevar na sua leitura. newton, dizem, foi quem mais impacto teve na história da ciência. a propósito da maravilhosa visita à biblioteca revimos este episódio em particular,
*
mama agora já não deve ser tão fácil descobrir estas coisas todas, já há tanta coisa que nós já sabemos que deve ser dificil descobrir coisas novas.
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29 de novembro de 2015
28 de novembro de 2015
coração na alimentação
inglaterra 2015 não há sopa nas refeições escolares. não há legumes na escola. o pocket lunch traz sandwiches. e nós temos dificuldades de engolir isto. e eles de engolir aquilo.
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27 de novembro de 2015
home
trouxemos da rua um galho, decora-mo-lo. reunimos playmobis temáticos e a nossa #littlelovelylightbox e cheirou um bocadinho a natal. e mais ramos que nos decoram a vida aqui e ali. bom fim de semana.
26 de novembro de 2015
quando embaciamos a vida
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25 de novembro de 2015
das viagens espaciais ao canto das memórias
camisas transformadas em mantas porque há objectos que podem ter mais vida para além da sua. contam-se histórias aos quadradinhos, uma, duas vezes.
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24 de novembro de 2015
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23 de novembro de 2015
22 de novembro de 2015
around the world
-vamos dormir, já é noite os primos ligaram mas agora não atendem...
-claro, já devem estar a dormir que lá também é de noite, não vês que o céu não é partido?!!!
é inteiro, não é cortado assim às fatias!
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21 de novembro de 2015
o nosso espaço
aterramos devagarinho, espalhamos o nosso cheiro, contemplamos todas as vistas enquadradas pelos caixilhos que mais nos seduziram. já sabíamos que nos bastava o básico. deixá-mo-los escolher quem os acompanharia os sonhos e trouxemos uma nova imagem espacial para o seu espaço. aconchegam-se num astronauta desenhado nos países baixos, produzido em portugal e aterrado em inglaterra. eles já sabem que o mundo é grande e anda à roda.
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20 de novembro de 2015
paralelepípedos e brincadeiras infinitas
somos fãs de playmobis e peças de madeira. cubos e paralelepíedos que nos permitam fazer a imaginação voar. já usamos as nossas peças para cálculo mental, para muitas tardes de brincadeira e para infinitas construções. estas adaptaram-se de um jogo jenga e de um jogo solitário mas compraríamos um saco de pano com um conjunto de sólidos geométricos de madeira sem adições supérfluas.
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19 de novembro de 2015
hedgehog
a propósito de um hospital de ouriços cacheiros chegamos ao parque. serviu, serve sempre para qualquer coisa, para exploraras imediações.
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18 de novembro de 2015
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diz que a sala quase pára para lhe espreitar os desenhos. dois lados de uma moeda. confiança bem vinda e afunilamento de competências.
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17 de novembro de 2015
segunda vida às calças
uma camisa e umas calças rompidas no meio das pernas têm ainda muita vida a dar. hoje são uma almofada e escaparam do lixo porque há sempre uma nova oportunidade de mudar de vida...
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15 de novembro de 2015
13 de novembro de 2015
6 de novembro de 2015
5 de novembro de 2015
ligações
não lhes subtraiamos emoções. são difíceis de gerir. de monitorizar. mas são também o que de mais humano existe. ser recebido em apoteose aquece o coração nos dias mais frios. here we go again.
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4 de novembro de 2015
a vida a preto e branco
imagens bonitas do nosso melhor ângulo, unhas pintadas, banhas encolhidas, paisagens idílicas, festas divertidas e pós coloridos a impregnar os nossos melhores sorrisos são o que se leva e sobretudo o que se quer mostrar desta vida. a parte boa da vida. desfilar conquistas, medalhas, viagens, sucessos e mudanças. partilhar tem muito que se lhe diga. a vida também é a preto e branco. ter uma relação amor ódio com a partilha, com este apoteótico desfilar de umbigos do século xxi dava pano para mangas. tenho pano para as mangas, faço as minhas camisolas. ser isto e aquilo.
p.s. depois esbarramos nisto mas o melhor era convocarmos um grupo de amigos para jantar e tricotamos opiniões, era assim que gostaríamos de fazer.
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3 de novembro de 2015
o meu melhor avô
queria muito ter guardado todas as frases que disseste. todas as refeições que partilhamos quando esperava que regressasses impregnado de cheiro a serrim. guardei aquele teu dia angustiado pela tua nítida consciência que os teus dias se acabavam todos os dias. tu querias fazer tudo. eu sabia que tu eras uma espécie de sábio. a imagem de um sábio. eras gigante, doce, tranquilo o mais afectivo dos adultos no masculino. estudavas todos os dias a medicina dos teus dias e sabias. falavas com os netos sem infantilidade, com paciência, respeito e correspondência. nunca tinhas lido sobre parentalidade positiva. naquele dia em que toda a família se sentia perdida nas tuas atitudes e tiveste de sair eu corri atrás de ti e trataste-me com respeito. eras o menos exaltado e o que mais razões para isso tinha. segredaste-me o amor que tinhas por todos. naquele dia fiquei da tua altura quando me segredaste o os teus raciocínios sem eco no meio dos adultos. depois, naquele dia de natal percebi nitidamente que a directa que fizeste de forma sobrenatural para nos dar a mais preciosa prenda de toda a nossa vida seria das últimas. foi o teu último fôlego. está torneado em cada uma das reentrâncias que nos quiseste deixar. a primeira lágrima que te vi cair por não as teres conseguido forrar de ouro. por não as teres conseguido fazer reluzir. era dia de natal. dali saiste para o hospital e resististe uns meros 6 dias mais. nem mais nem menos. o ano novo começou sem ti. 1990 começou sem ti. tínhamos chegado a esboçar projectos para a minha adolescência e a tua reforma. queria muito ter guardado as tuas conversas. as tuas palavras. as tuas partilhas. a tua morte não me custou. eu não sabia o que custavam as mortes. as mortes não custam. as mortes são só momentos. momentos de um dia. o que custa vem depois. custa o vazio dos anos seguintes, custa agora a ausência de uma pessoa que não se chegou a viver. custa não viver uma pessoa que se queria muito viver. custa a ausência da pessoa que mais se queria viver. custa a ausência da pessoa que mais queria que os nossos filhos conhecessem. eras o bisavô idealizável.
2 de novembro de 2015
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1 de novembro de 2015
das tradições
o halloween não nos pertence, o pão por deus nada nos diz. o primeiro dia de novembro tinha incluída uma formalidade familiar. a dimensão espiritual não dizia o mesmo a todos. a cerimoniosa visita ao cemitério esvaziava-se no convívio familiar e no encontro para infinitas brincadeiras que esse dia proporcionava. era um dia feliz. mas lá dentro, lá dentro desses dias cheios ou vazios de significados havia a tradição. as tradições pertencem-nos, constroem-se e destroem-se, mudam-se, adaptam-se, transformam-se, recriam-se, miscigenam-se. é fora e dentro das rotinas que guardamos memórias. na procura dos nossos momentos concentre-mo-nos no essencial. e depois e depois não podemos perder estas e deixar levianamente entrar tudo.
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