22 de janeiro de 2016
18 de janeiro de 2016
17 de janeiro de 2016
16 de janeiro de 2016
15 de janeiro de 2016
14 de janeiro de 2016
golos em 18 buracos um mínimo de tacadas
os prognósticos saíram-me invertidos. vais superando um grande desafio devagarinho, não sabes, mas andas a acertar muitas bolas nos buracos. são golos pequeninos que te saem com esforço mas chegaste aqui com umas boas bases. a duração da partida nunca estará definida. obrigada a todos os que se cruzaram no teu caminho para além do teu núcleo mais duro. são quase 8 as voltas que já deste ao sol. só lhe pedimos que continue a iluminar a tua vida.
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13 de janeiro de 2016
que a persistência esteja contigo
és a minha melga. às vezes bato palmas para te espantar, faço números de circo ou ensaio movimentos repentinos que te façam parar de zumbir-me aos ouvidos. enquanto não espetas o teu ferrão certeiro e vês satisfeitas as tuas vontades é difícil ludibriar-te. móis o grão de quem te rodeia até conseguires fazer farinha suficiente para teres o teu pão. é um engano distrair-te, quem se entretém somos nós. paras a insistência mas nunca a desistência, adias a persistência por umas horas até voltares de novo à carga. tens um ferrão preparado mas também muito mel incorporado. persistes, persistes num zumbido quase enlouquecedor e fazes barreiras físicas a tentar travar a indiferença que ensaiamos sem sucesso. quando paramos para te ouvir os quereres accionas o modo pause, quase conseguimos conversar mas rapidamente voltas a accionar o play sem stop à vista. vais tão longe quanto a medida dos teus objectivos. às vezes queres com todas as forças fazer voltar o tempo atrás, se pudesses usavas o comando undo vezes sem conta, em cada banho em que perdes a vez porque te perdeste em mais uma das tuas difíceis gestões emocionais. birras. chamando os nomes aos bois. ontem quando me sentei no chão decidida a não perder a batalha e mais tarde ter mais dificuldades de ganhar a guerra, achei a tua espiral de orgulho ferido demais, por isso, inverti a estratégia de ataque. cedi-te o meu colo e embrulhei as mesmas certezas em todo o carinho e afeto que tinha. enquanto te expliquei baixinho que não cederia e aguardaria as horas ou até os dias necessários para que reconhecesses os teus erros, fechas-te os olhos e caíste no sono quase por magia. sabemos que este é um ano difícil, escorraçaste o sono da tarde cedo demais, mas não nos podemos esquecer do papel que teremos de manter. manteremos o foco para que equilibres o fel e o mel que nos atiras. se pudesse pedia-te para guardares no baú essa tua persistência soltando-a mais amiúde ao longo da vida, com tanta vivacidade como a que espalhas agora. nessa altura sossegaremos estas horas em que quase nos deixas perto de um ataque de nervos.
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12 de janeiro de 2016
os golos que marcamos
estão na infância partilhada. nas horas de zangas subtraídas, nas horas divididas em multiplicações construídas.
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11 de janeiro de 2016
10 de janeiro de 2016
this moment
é do senso comum conhecido e particularmente daqueles que alargam o número de filhos a mais do que um que o primeiro filho, o que abre mais vezes as portas, condiciona muitas vezes a expressão espontânea do mais novo. uma comparação constante de habilidades deixa os pequenos desarmados na impotência de serem tão bons a desempenhar os mais simples papeis. como tão somente desenhar. há ali em permanência um confronto de idades que por vezes pode inibir uma expressão mais espontânea não tão condicionada pela avaliação e um certo desapontamento com a incapacidade de atingir as mesmas capacidades. eu não sei fazer. eu não sei desenhar. andamos a pensar como dar espaço quando ele é difícil de encontrar.
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8 de janeiro de 2016
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7 de janeiro de 2016
tivemos tudo a que tínhamos direito
sol e chuva, dentro e fora, praia e campo. tudo condensado neste umbigo que é o nosso. com os nossos. viagens que de tão perto se vai longe nas memórias e nos afectos. e a parte de uma manhã não é nada por isso este pequenino desejo pode ir para o caderno do novo ano. voltar. voltar lá mais vezes.
6 de janeiro de 2016
5 de janeiro de 2016
os bons e os maus
o bambi perde a mãe, o dinossauro perdeu o pai, ganhou e perdeu um amigo. as lágrimas corriam-lhe quando o medroso dinossauro empurrava o amigo, círculo familiar adentro. estávamos refastelados nuns grandes cadeirões de uma pequenina sala de cinema, pernas esticadas, costas a 45º. dinossauros fofinhos prometiam uma tarde de descontracção mas acabaram duas cadeiras vazias, abraços apertados e muita tensão no ar amplificada pelo esvaziamento da rede de afectos em que o regresso nos fez mergulhar. no dia seguinte misturava os desabafos e tim tim por tim tim verbalizou conclusões desconcertantes. nos filmes de bons e maus, onde vezes a mais a mãe vê violência gratuita, os bons derrotam os maus. por outro lado aqui os bons estão em apuros entregues a si próprios, por sua conta para vencer. mama ao menos o homem aranha diz piadas que me fazem rir e derrota os maus.
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os 4
4 de janeiro de 2016
3 de janeiro de 2016
regressar
trazemos malas a transbordar de dias bons. paises novos abrem um maravilhoso novo mundo em expansão permanente mas o velho e pequenino mundo de ver filhos a dar a mão aos primos para ajudar a crescer, de tão pequenino e básico que é, que não fique perdido. agarra-mo-lo com tanta força quanta a que metíamos nos nossos dias mancos de nós.
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2 de janeiro de 2016
resoluções
não há por aqui grandes resoluções ou objectivos só porque o ano se renova. janeiro pede-nos listas de novos propósitos. só temos velhos. pouco ambiciosos e realizáveis propósitos. nada pomposo. tudo pequeno. em janeiro como em outros meses vão cabendo sonhos pequeninos. olhar para ele, para janeiro, sem conseguir ver essa grotesca renovação que ele parece querer exigir, sem saber se será mesmo suposto recomeçar com datas solenes o que quer que seja. é janeiro e aqui nada começou. tudo continua.
1 de janeiro de 2016
e o mundo rola de novo
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