20 de maio de 2016

histórias e mantas



















































uma manta nova a crescer entre serões de histórias.

18 de maio de 2016

coser


























motricidade fina apurada e um desejo de autonomia parcial. tudo o que lhe envolver o corpo. tem oito anos e quer coser mesmo que seja com a esquerda.

16 de maio de 2016

em viagem

























este era o ano de comemorações formais. planos e mais planos para ver mais mundo. estando mais ou menos no mundo, estamos no mundo enquanto ainda não nos sentimos verdadeiramente em casa), sem rede de afectos extensível, uma espécie de em trânsito. os planos foram ficando em banho maria. na verdade mesmo sem planos afinal iremos lançar-nos numa viagem grande, maior, muito maior. de repente estávamos já a ir, num instante estávamos já em viagem. não preparamos mapas, não temos estadias de reserva e nem mesmo percurso definido. mas vamos. estamos a ir. e desta vez parece que vamos serenos e haja o que houver temo-nos. 

11 de maio de 2016

vulcões


























vinagre, bicarbonato de sódio e corante. eles. lá fora.

os nossos dias


























estão cheios de dias tão especiais quanto banais. às vezes nada fotogénicos. mas uma casa cheia de rapazes com princesas de brincar só pode ter tudo no sítio.

10 de maio de 2016

lá fora


























não há estatísticas mas atiraria para o ar que os ossos em crianças partem menos e as falanges mexem mais. foi uma má queda porque este menino está no seu espaço de conforto a trepar e a desafiar-se. custa-lhe sair de casa mas custa mais regressar, custa-lhe ser levado por meios de transporte, o avião perdeu todo o seu encanto, os carros e os comboios provocam-lhe náuseas. são os seus membros que gosta de usar, se o estímulo casar com o espaço tudo está no lugar certo. saíram-nos uns planos furados e tivemos de lhe colocar na frente um ecrã durante mais horas do que as que julgamos serem o limite enquanto não garantimos que nada sairia do sítio nas primeiras horas.

9 de maio de 2016

a motricidade treina-se


























a paciência também mas os genes são difíceis de contrariar. picotar é tão acessível quanto positivo na abrangência de focos que atinge. da gestão da paciência, passando pela motricidade fina e pelo foco. temos um conjunto profissional de picotagem dos anos oitenta mas qualquer coisa serve. uma base de esferovite ou o tapete de entrada e um pau de espetada. simples assim.

8 de maio de 2016

nos nossos dias

























às vezes damos muitos empurrões. dois estão lidos. a casa na árvore funcionou bem, quase não foram precisos empurrões. 

7 de maio de 2016

agridoce

























pedes muito um bebé de mãos juntas e olhar adocicado. combinas de forma encaracolada esse teu lado doce com uma atracção por figuras agressivas. os teus filmes precisam de ter maus para terem conteúdo. depois derreteste com bebés e sonhas em ter um em casa.  lanças pontapés dançados em movimentos bruscos nas mesmas proporções em que nos lanças charme, abraços e uma voz derretida e melosa. desequilibras-te com facilidade. és a sombra do teu irmão, para onde ele for irás. és o zumbido do meu mosquito a insistir e a persistir. és o meu tempero agridoce.

6 de maio de 2016

quando inventamos bolos

























atiramos para o alguidar:

4 ovos
2 bananas
1 abacate
1 colher de açúcar amarelo
1 tablete de chocolate de leite belga
meia caneca de farinha
uma pitada de canela
10 anos de namorados
10 anos de casados
nada sobrou para amostra e a imagem seria esta de modo invertido, uma "caixa" de chocolate com mousse lá dentro....

5 de maio de 2016

dos afetos

























mama sabias que há meninos que têm os primos a morarem numa casa muuuuuito longe e que ficam muito tristes porque não estão com eles? m. 4 anos

3 de maio de 2016

a marca das datas marcadas no calendário


























não sou muito dada à missa solene do dia da mãe, ao desfile inebriante de fotos de doces mães com os seus ainda mais doces filhos. a declamações mais ou menos poéticas de amor de uns para os outros. congratulo-me com os dias rotineiros, os mais básicos e amorfos dias, com almoços requentados, com muita conversa fiada, os dias em que rimos baixinho antes de dormir, os dias em que damos a mão e os dias em que lemos muitos parágrafos. esses dias esvaziados de decorações, encenações e formalidades. este dia da mãe não seria diferente. tínhamos planeado partilhar a construção de uma maquete a oito mãos. tínhamos planeado uma ida ao parque, uns a agarrar vitamina D outros a dissipar energia. este dia da mãe não seria diferente mas foi. foi embrulhado no nosso maior grau de carinho em cadeia e amor a tentar queimar etapas hospitalares, a ignorar todos os S's dos Se's e a agarrar todos os S's de soluções. a usar todos os tipos de analgésicos ao nosso dispor (muito funnygas) com todos os malabarismos como os que nos lá levaram. os malabarismos dele são mais acrobáticos que os nossos, com a idade ganhamos contorcionismos mentais. são só dois ossos repito enquanto amorno a frieza inicial. o tempo ligará o rádio e o cúbito que  voltarão a encontrar-se com os carpos, muita música ainda por tocar e voltarão a lançar-se na arte contorcionista desta vez com uma reserva permanente de  pó de magnésio na carteira e trapézios com uma rede grossa feita de amor. e estes dias vão voltar ele promete.



30 de abril de 2016

X A.C. e X D.C.

























enquanto formos cara metade um do outro e continuarmos a contar anos em harmonia é fácil. não são poucas as nossas contas. duas dezenas de anos e muitas histórias construídas.

29 de abril de 2016

tabuada

























é só saber em que tecla clicar e temos muita informação disponível em segundos. não sei que sentido no século XXI fará cantar a tabuada. já li abordagens contraditórias. muitas vezes dá jeito que ela saia da nossa caixa mágica em exercícios de ginástica que incluam cambalhotas numéricas mais ou menos complexas sem perder mais que milésimos de segundos. quando repetimos a receita de um bolo, conduzimos diariamente, pedalamos, vendemos pão, as tarefas inerentes saem sem fazer a desmontagem do movimento. repetir. repetir. repetir. para repetir é preciso precisar. as crianças não precisam objectivamente das tabuadas, precisam teoricamente para dar resposta na escola. mais uma vez conduzo o comboio e procuro fórmulas de memorização associadas ou a brincadeiras, mnemónicas, rimas ou estratégias objectivas. qualquer estratégia serve nem que seja para memorizar partes chave de algumas e depois abrir caminho à associação de ideias. uma vez precisamos de estrelas.  outra vez inventamos uma espécie de máquina que ainda não precisamos. atiramos barro à parede muitas vezes a ver se cola....


28 de abril de 2016

vitamina D























mais do lusco fusco de old husnstanton. acusamos falta de vitamina D que não se fica pela teoria mas pelas análises ao sangue. temos um fim de semana prolongado pela frente e planos furados. ou planos adiados. vamos enche-lo de idas e voltas curtas aos museus da lista e programamos uma maquete a 4 mãos. 

27 de abril de 2016

querido diário:

























há alturas com pouco para dizer. não que não aconteçam coisas. acontecem muitas talvez aconteçam mais que nos outros dias mas como são em catadupa a mexer por todos os lados preferimos esperar. dar o tempo que o tempo precisa, deixar assentar, deixar crescer. esperar que se solidifiquem ideias. depois há as coisas normais dos dias. visitas uma e outra vez. as comparações entre os meninos de cada vez que alguém deixa outras rotinas. a despedida, as nossas conversas a abrir portas para voltarmos às nossas rotinas.

26 de abril de 2016

this moment

















de cada vez que trepas uma árvore tranquilizo a ideia constante de que há ecrãs a mais na tua vida.

20 de abril de 2016

this moment



























nunca tenham medo das cores desde que vos tragam dias coloridos.

15 de abril de 2016

11 de abril de 2016

5 de abril de 2016

3 de abril de 2016

o DNA do the eagle




























dos 120 pubs the eagle será dos mais antigos. contam-se quinhentos anos. conseguem ouvir-se as tertúlias passadas. as labirínticas salas onde revelaram o segredo da vida.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982