24 de abril de 2017

há uma vida em cada viagem


as viagens enchem uma vida, são uma vida condensada em menos dias do que os dias que a vida tem. as viagens têm vida dentro, muitas vidas dentro. nas viagens há aprendizagens, há lazer, há sestas e perguntas. cabem nas viagens rotinas e desgovernos. as viagens são o açúcar que nos recheia a vida. 

23 de abril de 2017

slow trip



ele mergulha nas viagens, imerge, submerge mais rico. mesmo que as viagens arrastadas em modo mais slow down a conjugar o verbo conjugar mais vezes, muitas mais vezes, nos exijam mais, também ficam infinitamente mais recheadas de pérolas preciosas para as memórias. 

19 de abril de 2017

wild life scotland



uma espécie de inter rail no nosso frigorífico de volante canhoto.

17 de abril de 2017

eilean donan castle



a viagem à escócia foi um mergulho sem equipamento de snorkling. precisamos de dotar o nosso submarino de meios de autosuficiência para garantirmos a sanidade mental de dois adultos duas crianças e um bebé.  inverness-shire acolheu-nos como decorre o nome numa tradução provinciana, num inverno permanente de chuvas e vendavais. percorrer uns metros para chegar ao eilean castle foi verdadeira expedição wild life a que qualquer criança transforma em aventura.

16 de abril de 2017

liverpool



um dia conto-vos que paramos em liverpool e fizemos roteiro completo aos beatles. foi quando descemos da escócia a caminho de nossa casa, naquele nosso carro, a nossa meia dezena.

12 de abril de 2017

highlands dress code



as terras mais altas desceram em ti. foste quase um herói a aguentar horas de estrada. terá sido o teu primeiro inter rail e em cada viagem confirmamos os gigantes ganhos. 

11 de abril de 2017

rembrant escossês



















enquanto fintávamos chuva e quilómetros em extensões desproporcionadas, as imagens lançavam-se como chapadas leves. aqueles filtros atiravam-nos quase em permanência para rembrant. quilos de quadros numa espécie de exposição permanente em movimento.

1 de abril de 2017

caos

























nem sempre de imagens alinhadas e decorações com tudo no sítio vive a vida. a vida tem muitas vezes migalhas por apanhar.

28 de março de 2017

a place like home

























traduziste na perfeição parte do nosso espaço de conforto. há a nossa casa e a casa de uma das nossas extensões. há o chão que efetivamente nos une.

13 de fevereiro de 2017

doi doi que não doi


a tua história já tem muita história para contar e é ainda tão pequenina.

10 de fevereiro de 2017

mnemónicas no estudo

























tenho para mim que estudar deve ser divertido e nunca em ambiente de tensão. temos sempre relações bipolares com tudo, nomeadamente com a introdução ou não da aprendizagem da leitura supostamente precocemente ou com a execução ou não de trabalhos de casa. olhamos sempre os episódios menos positivos pelo outro lado e por isso um destes dias foram os trabalhos de casa que nos mostraram que um ano de ausência num outro país deixou lacunas, ou não que nos parece que haverá mais colegas com as mesmas. o único exercício trazia inerente a necessidade de se terem presentes as  noções de dividendo, divisor e quociente e destas não estarem apreendidas. metemos muitas vezes "cocó" nos nossos exercícios, já provamos que é na maior parte das vezes na casa de banho que mais produtividade alcançamos. ou porque com o chuveiro a cair nos ouvimos e nos concentramos melhor, ou porque não há no banho elementos de distração, ou porque ali estamos "presos" e elevamos a audição ao expoente máximo. foi assim que chegamos ao COCÓCIENTE (quociente) como produto, ou seja como resultado da digestão da conta, ao RETROVISOR, ou seja o divisor que ficará na conta de dividir lá na janela, e ao DIVIDENDO que deixamos assim sem associações, ficou a ser o termo sobrante. se isto funcionar tenho para mim que estas associações durarão uma vida.

9 de fevereiro de 2017

reciclar


somos uns quase irresponsáveis e fazemos muito pouco do que o que consideramos que deveríamos fazer ainda assim focamo-nos por vezes e sentimos que não só evitamos acrescentar mais uns gramas ao lixo global como também nos sentimos vitoriosos por dar uma outra vida ao lixo. reunimos todos os bocadinhos de lápis de cera partidos, separa-mo-los por tonalidades, derrete-mo-los e voilá: temos lápis novos!

7 de fevereiro de 2017

nona volta ao sol


























quase duas mãos cheias de vida. escolheste uma mão cheia de amigos, a metereologia condicionará o convívio mas a tarde terá a tua cara. atiraste-te aos convites a denunciar a surpresa que lhes queres fazer e andas focado e feliz.

3 de fevereiro de 2017

velocidade



a vida acelera em piloto automático, a condução tem-nos exigido toda a concentração para manter toda a tripulação de cintos apertados. aos poucos vamos completar os dias passados, ao ritmo que nos for possível.

2 de fevereiro de 2017

expressionismo



expressionismo e foco são adjectivos que guardamos muitas vezes para ti.

1 de fevereiro de 2017

do desenho do masculino



no restaurante, em casa, com canetas ou com giz, de frente e de costas. um dia tinhas quatro anos e a exposição das bailarinas do Degas na fundação beyler serviu para te reconfortar nas primeiras frustrações entre o que a tua mente desejava ter no papel e o que a tua mão executava. diz que fazes bigodes porque ainda não sabes desenhar bocas. desenha sempre que quiseres.

31 de janeiro de 2017

o mundo



por muito que nos custe as ausências, as horas, os dias de lá, os dias de cá, os dias de uns, os dias de outros, os nossos dias. do mundo pequeno e do mundo grande vocês já lá têm muito. e sabem que há lá sempre um fio invisível de amor que nos une.

30 de janeiro de 2017

this moment



os nossos corações dilataram embora o amor ocupe tanto como o saber. não conhecemos essa coisa em que todos em redor se concentram (o ciúme), aterraste e encaixaste-te assim de uma forma tão arrebatadora e natural como se sempre tivesses existido. tens dois irmãos a envolver-te a dar-te no amor aquilo que são. eu, sou tão outra mãe e a mesma.

10 de janeiro de 2017

das rotinas desafiantes

sentada no chão bebé a mamar, história equilibrada num trapézio a meia luz, filho do meio adormece enquanto se distribuem responsabilidades ao filho grande. as rotinas antes de deitar ficam por sua conta e a espera silenciosa pela sua quota parte de história. despachados os dois pequenos distribuímos sermões sobre o trabalho de equipa, sobre o que lhes peço e o que me pedem. estamos por nossa conta e parece que temos dado conta do recado. toda a gente tem os banhos em dia, todos andam apropriadamente vestidos, os trabalhos estão em dia, todos estão bem alimentados, mantemos histórias e conversas ao deitar, mesmo que me sinta uma contorcionista de circo, e acima de tudo partilhamos e multiplicamos amor. 

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982