voltamos atestados de oxigénio, de areia nos bolsos, de saltos nas dunas, de muitos paus e de cabelos desalinhados.
30 de setembro de 2017
26 de setembro de 2017
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24 de setembro de 2017
23 de setembro de 2017
15 de setembro de 2017
9 de setembro de 2017
5 de setembro de 2017
4 de setembro de 2017
herbário
lançamo-nos de novo a um herbário com registo das plantas do nosso pátio, já o tínhamos feito uma e outra vez mas os anteriores registos não envolveram de uma forma tão participativa o filho pequeno.
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querias traze-lo contigo, confessa-mo-nos, o pátio podia vir embrulhado. havemos de ter mais onde construir cabanas. por ai, espalhados por muitos lugares.
1 de setembro de 2017
fazer estrada
não dormir uma noite seguida seguramente há mais de um ano faz de mim zombi. máquina em piloto automático. espécie de cérebro em derrapagem. tanto se sussurra como se grita, tudo nas mesmas proporções. mas aterramos de uma volta cheia de tudo o que para nós são as férias. em trânsito por todos os nossos lugares e mais alguns novos, a acrescentar apeadeiros. preenchidos de campo e praia, estradas e ruelas, caminhos e passadiços, dunas e planaltos. das províncias configuradas no século xvi só deixamos por pisar uma. temos a vida desarrumada e muita vontade de fazer uma reentrée a organizar gavetas. este setembro, como tantos outros, será o nosso janeiro cheio de projetos, a transbordar de tarefas e alterações a espraiarem-se por muitos quadrantes da nossa vida.
30 de agosto de 2017
quercus cuccifera
espraimo-nos como os arbustos, densificamos ramificações como as carrasqueiras. cumprimos destinos programados e apresenta-mo-nos a mais lugares do nosso próprio território. os passadiços em espinha, e não em labirínto, são obra espontânea de registo, sem intervenção estética programada. o sado estava pantanoso e o sol não estava no lado certo do momento mas esticamo-nos até o máximo possível. corremos entre arrozais, esmagamos banana para alimentar a cria pequena entre as estacas mais seguras e aviamo-nos de ostras. um dia voltamos a tentar catalogar aves, a apanhar o sol a pôr-se e a tentar descodificar se a recolha de grãos tão pequenos dá mesmo todo o trabalho que imaginamos.
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29 de agosto de 2017
exclusividade de memórias
os dias em que constroem a equipa perfeita, em que se estimulam mutuamente, em que se encaixam nas vossas diferenças. os dias em que construímos as nossas próprias memórias, os dias em que construímos a história da família que fazemos acontecer. os dias em que nos entregamos a nós são os melhores.
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28 de agosto de 2017
into the wild
às vezes chegas-me do paleolítico e descarregas raivas, frustrações e conflitos de uma forma mais grotesca. Guardas tanto no baú e descarregas tão pouco e tão devagarinho que quando as horas passam e as passas a afiar pedra da forma mais artesanal, ancestral e meticulosa olho o calendário a ver se nos enfiamos into the Wild muitas vezes. saíram dezenas de ferramentas cortantes que qualquer homem do paleolítico teria negociado em troca direta. és um fazedor. tens o poder de fazer e fazer é poder .
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25 de agosto de 2017
13 de agosto de 2017
amor (eira)
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11 de agosto de 2017
31 de julho de 2017
ENTA
26 de julho de 2017
25 de julho de 2017
24 de julho de 2017
cartas III
trarás colado ao corpo para sempre a cidade de cambridge a nossa casa de pés no chão, um pátio verde e o esquilo nestum conquistado com o mesmo sabor. trarás para sempre colado ao corpo os anos de vai e vem, as memórias que se esvaem na cabeça dos teus irmãos das brincadeiras na neve e dos mergulhos no tanque do nosso apartamento fronteiriço de basel. nada disto, prevê-se, fará parte das tuas memórias, só da tua história. são tornados de circulações entre três cidades que nos foram arrastando enquanto família como os meses em tornado em que finquei os pés para não nos levar o vento e mantive um adulto para três crianças em modo operacional. garantimos todos as rotinas básicas que incluíam banhos tomados, refeições equilibradas, acompanhamento escolar, amor, histórias ao deitar e algum lazer com rotinas apertadas à cadência de três horas para amamentar, trocar fraldas e dar mimo de bebé colado ao corpo. sobrevivemos. sobrevivemos já a tantas histórias. sobrevivemos já a tanta carga metida nos contentores. trarás para sempre colado ao corpo uma vida em trânsito de que não te recordarás. uma língua com a qual apenas contactarás nos bancos de escola. saberás que surgiste no improviso que construímos com ainda mais amor, no incerto que agarramos com mais união apesar dos dias em que nos espalhávamos entre os três chãos que te dão história. saberás do skype, do facetime e das audio e video chamadas da segunda década do segundo milénio. saberás que foste o presente que nos demos na comemoração da nossa década oficial. saberás que foste a viagem que a vida nos propôs fazer em troca de acrescentar milhas às milhas desses anos. tens entretenimento diário a 4 dimensões, duas personalidades em loop a emanar energia. um a estrafegar-te de beijos apertados e a contagiar-te de amor e bichos, outro munido da sua paciência, sapiência, serenidade e vontade, no alto dos seus 9 anos, a ajudar-te a queimar etapas de crescimento envolvido no mais delicado casulo de carinho. tu a mostrar que conheces o teu clã, os quatro pés da cadeira de baloiço confortável onde te embalas a crescer. a sapiência em pessoa aos 8 meses, que denuncias ao sorrir para um ecrã onde só usas dois sentidos para reconhecer o nosso boy mor. derrete-mo-nos. e eu e os meus botões sabemos que os solavancos de tempo em que me estás a permitir descansar serão passageiros. e que a maior viagem é esta a da vida da família que construímos.
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21 de julho de 2017
vistas para a astrazeneca
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