2 de abril de 2018

27 de março de 2018

zoo, bio, geo



e todas as logias que queiras. insistes na zoologia e eu insisto em alimentar-te paixões. dá a mão ao david ou ao darwin, dá a mão ao que te alimentar paixão. deixa o cabelo, a barba, as raizes crescerem para onde sentires o teu coração bater. vai por ai por onde te sentires confortável que nós estaremos aqui.

1 de março de 2018

verbo viver






























andamos a tentar correr atras da vida, parece que já não há pedalada para ela que corre que se farta. de repente o pequeno fez uma década, uma década como assim? de repente mesmo. entretanto o mesmo verdadeiramente pequeno sabe traduzir linguagem e tem sede de explorar o mundo. uma sede que nos leva a sermos umas sombras o mais visíveis possível, já que só a nossa real materialidade evita quedas de escaladas arriscadas. sabemos que na vida importa viver e viver para aprender é aprender melhor por isso valha-nos uma mão por baixo e infelizmente nao conseguimos confiar só na de deus, essa mega entidade volátil. queremos tanto desacelerar, e para eles eu quero-nos a nós a correr mundo até à esquina da selva mais próxima. porque descobrimos que a medida das distâncias, do perto e do longe é uma coisa relativa. porque sabemos que é com ar na cara e sem brinquedos que eles mais brincam e crescem e se expandem.e nós que estagnamos no crescimento apesar de tudo recorrer à expansao de nós é um recurso útil. mas depois no meio da inutilidade dos dias quando os ouço a cantarolar o perfect day, quando os observo, no quarto, luz apontada, livro aberto, mesmo que as palavras para o de meia dúzia de anos nao saiam todas com sentido, estamos lá, onde queremos estar.

12 de fevereiro de 2018

construir memórias


retomamos os nossos mega programas de primos. juntamos-lhe o carnaval e o tempo quadriplicou.

10 de fevereiro de 2018

my big boy



uma dezena. my wild boy.

9 de fevereiro de 2018

era uma vez um bolo II


fazemos versões. prolongamos festas. fazemos ainda mais festas. arranjamos temas. festejamos de formas alternativas sempre a concluir que era melhor enfiar muitos meninos em armazéns e para o ano é que vai ser. mas nunca é. 

era uma vez um bolo I


todos os anos, a todas as comemorações mais especiais me espeto em resultados toscos que atinjam na perfeição o que nos traduz. não temos o lar aprumado, a vida ascética, as refeições mais instagramáveis. não encomendamos bolos de massa pão coloridos com ingredientes desconhecidos. arriscamos as nossas imperfeições mais perfeitas, repescamos o que há mais à mão e vemos beleza onde pouca gente vê. vamos ao encontro uns dos outros, adaptamos espectativas e o resultado é a nossa cara chapada ali.

7 de fevereiro de 2018

número 1

























duas mãos cheias de vidas. tens a mala já tão cheia falta-te às vezes arrumar as emoções.

8 de janeiro de 2018

a invisibilidade do nosso fio



conto-vos do nosso fio invisível que estará lá sempre, visível. vocês sabem que este pequenino, o nosso aperta narizes, tem duas mãozinhas que vos agarra e fecha o triângulo. o telhado triangular dao nosso pentagono.

2 de janeiro de 2018

cinema

às vezes consultamos listas de melhores filmes para vermos com eles. às vezes vasculhamos o que nos valha a pena, o que eleve o momento de nos sentarmos juntos. às vezes, na maior parte das vezes surgem-nos sugestões fora das listas. outras vezes dentro das listas. nem sempre as listas são assertivas. mas, foi assim que um dia nos surgiu partilharmos o primeiro karaté kid. o último que vimos, estas férias, foi, mais uma vez, uma boa escolha. mesmo fora das listas, entrou na nossa lista dos repetíveis. 

1 de janeiro de 2018

querido 2017



estamos imensamente gratos. estamos gratos por todos os dias intensos de 2017, todas as viagens, todas as idas e voltas. estamos imensamente gratos por chegarmos aqui a esta manha, a este condensado de duas horas. a este concentrado com toda a fruta que qeremos degustar muitas vezes. nem sempre precisamos de ir muito para longe, nem no espaço nem no tempo e nem muito para longe de nós. basta estarmos perto, assim, com ar na cara e alguns amigos que são a família que escolhemos.

31 de dezembro de 2017

boa noite 2017



começámos o ano a usar os vales que, entre tantas outras distrações a que as crianças do século xxi estão sujeitas, foram largados num canto. cabe-nos ser orientadores e puxar o essencial abafando o supérfluo que inevitavelmente acumulamos. em 2018 volto a repetir em loop menos ter e mais viver. menos objetos e mais memórias. vale número 1-dormir com amigos-checked.

29 de dezembro de 2017

férias e programas




às vezes basta tirá-los de quatro paredes, sair. às vezes há reclamações iniciais mas depois, depois, descobrimos sempre coisas novas.

dar-lhes música



as férias, o desgoverno dos dias, as desoras, fora de horas, os programas desprogramados para nos dedicarmos apenas à desprogramação dos dias. uns dias a esvaziar. mas, há rotinas dentro da desgovernação imprescindíveis e nem sempre nos podemos expandir fora de paredes. no último dia de férias os rapazes provocaram-se num processo reativo comum em pig pong na versão mais pateta e desgastante, entre remates de trabalhos para férias por terminar. surgiu todo o lixo de que tinham memória, canções de letras vazias e mais provocações. disparar palavras de comando, pedidos a subir de volume, entramos sempre nesse poço sem fundo, num mergulho profundo que nos mostra a escuridão. depois o que sempre nos salva é a inversão de marcha, sempre o inverso, sempre o contrário do que é suposto, sempre a reinvenção. parar. parar mesmo. respirar. puxar o fundo de nós e, responder-lhes assim e assim. e, tudo voltou ao lugar certo.



20 de dezembro de 2017

férias



antes alinha sempre as mais gigantes caixas de muitas cores por ordem.

11 de dezembro de 2017

8 de dezembro de 2017

climb boy

























dir-te-ei sempre ao ouvido para não ires atrás, que não tens de conseguir fazer tudo o que faz um irmão mais velho. dir-te-ei sempre ao ouvido que os teus desenhos são fantásticos que és um expressionista, que não percas a tua singularidade, que as nossas caraterísticas são para levar ao colo vida fora. mas o teu sorriso, quando queimas etapas que já viste queimar com tanta proximidade, não havemos de castrar.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982