a dois meses dos dois anos descobriste a joana come a papa e ao contrario da atração do número dois pela bola do manel é a papa da joana que mais te faz gingar. lançaste a palavra meninos às feras toda soletrada sílaba a sílaba mas os nomes dos teus irmãos andam a marinar-te no cérebro e ainda estão sem tradução. tens um relógio ativado para as seis da manhã faça chuva ou faça sol e até ao toque do despertador ficamos os dois numa luta quase inglória para me largares o nariz. voltaste ao mesmo espaço escolar com caras diferentes e precisaste de uma semana de aceitação. confirmei mais uma vez que devia levar ainda mais a sério o meu instinto e mandar às urtigas as teorias das despedidas rápidas e do deixar a chorar que os meninos já param. há meia dezena de anos fiz a transição em que acredito, prolongava-me na sala até ele se prolongar na habituação do espaço. queridas educadoras tenho um profundo problema com o envio de fotografias sorridentes enquanto os nossos educandos estão à vossa guarda. os pais sabem quando os filhos estão bem quando regressam a casa e nos vão mostrando novas canções, novo vocabulário, novas aptidões para além das que vão surgindo com o natural desenvolvimento das crias. não preciso de uma foto a mostrar os dentes num nano-segundo porque essa foto diz-me muito pouco, aliás diz-me que provavelmente passaram muito tempo atrás do meu filho de maquineta em punho de macacada atrás de macacada a arrancar-lhe um sorriso forçado em vez de se entregarem de corpo, alma e sentidos à relação que precisam estabelecer com ele. prefiro que cantem e dancem e que escolham a dedo o que lhes mostram, que se sentem numa roda de livro na mão e a teatralizem uma história. prefiro que reduzam o plástico e aumentem os brinquedos de encaixe. prefiro que apanhem folhas com eles em vez de colarem algodão industrial que não sabem de onde vem. prefiro que trabalhem texturas e sentidos porque depois desse mundo que lhes dão nós pais vamos ver um sorriso mais profundo e sincero, um sorriso de dentro para fora e não de fora para um ecrã digital.
12 de setembro de 2018
cliques que me querem mandar
a dois meses dos dois anos descobriste a joana come a papa e ao contrario da atração do número dois pela bola do manel é a papa da joana que mais te faz gingar. lançaste a palavra meninos às feras toda soletrada sílaba a sílaba mas os nomes dos teus irmãos andam a marinar-te no cérebro e ainda estão sem tradução. tens um relógio ativado para as seis da manhã faça chuva ou faça sol e até ao toque do despertador ficamos os dois numa luta quase inglória para me largares o nariz. voltaste ao mesmo espaço escolar com caras diferentes e precisaste de uma semana de aceitação. confirmei mais uma vez que devia levar ainda mais a sério o meu instinto e mandar às urtigas as teorias das despedidas rápidas e do deixar a chorar que os meninos já param. há meia dezena de anos fiz a transição em que acredito, prolongava-me na sala até ele se prolongar na habituação do espaço. queridas educadoras tenho um profundo problema com o envio de fotografias sorridentes enquanto os nossos educandos estão à vossa guarda. os pais sabem quando os filhos estão bem quando regressam a casa e nos vão mostrando novas canções, novo vocabulário, novas aptidões para além das que vão surgindo com o natural desenvolvimento das crias. não preciso de uma foto a mostrar os dentes num nano-segundo porque essa foto diz-me muito pouco, aliás diz-me que provavelmente passaram muito tempo atrás do meu filho de maquineta em punho de macacada atrás de macacada a arrancar-lhe um sorriso forçado em vez de se entregarem de corpo, alma e sentidos à relação que precisam estabelecer com ele. prefiro que cantem e dancem e que escolham a dedo o que lhes mostram, que se sentem numa roda de livro na mão e a teatralizem uma história. prefiro que reduzam o plástico e aumentem os brinquedos de encaixe. prefiro que apanhem folhas com eles em vez de colarem algodão industrial que não sabem de onde vem. prefiro que trabalhem texturas e sentidos porque depois desse mundo que lhes dão nós pais vamos ver um sorriso mais profundo e sincero, um sorriso de dentro para fora e não de fora para um ecrã digital.
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6 de setembro de 2018
a escola, as notas, reflexões do início do segundo ciclo
está em transição a ambientar-se a um novo ciclo imergido no seu contexto pré aulas. vai a meio gás com professoras orientadoras que fazem testes de diagnóstico para respostas de testes de percentagens. uma questão pedia a seleção de povos que tivessem passado pela península ibérica. justificou-me mais tarde que sim, que nas aulas em inglaterra tinha observado um mapa a confirmar que os vikings também tinham passado pela península ibérica incluindo portugal. a resposta tinha um MAL em letras gordas e vermelhas. nós fomos confirmar e explorar no senhor google e de facto embora possa não ter sido a presença mais marcante sim eles andaram aí e já há quem tenha investigado com maior profundidade essa evidência. é aqui que divirjo. o percurso escolar sair deste beco sem saída, de respostas para pontuações de testes, para outro patamar que comece em professores melhor remunerados e com uma formação mais exigente a vários níveis. são eles os médicos da vida do nosso futuro. obrigada por mais um episódio que nos permite crescer a partir de casa e questionar-mo-nos em conjunto. estas são as oportunidades para nós mais mágicas.
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3 de setembro de 2018
1,2,3
o novo ano está a começar. é agora que mais rotinas se alteram e que mais recomeços se fazem, que mais expectativas surgem, que mais desejos se alinham, que mais sentido me faz um tchim tchim prolongado. dois terços voltam a rotinas parecidas ainda que as caras que os recebam sejam novas. um terço tem um novo mundo à sua frente mas leva os amigos atrás, esses que parece lhe dão a base para que se lhe equilibre o fuste e o capitel. anda tão feliz que começa o dia vestido e calçado sem orientação e acaba o dia a pedir abraços e beijinhos ( coisa rara, exclusiva de momentos de felicidade ou de angústia). 1,2,3 tudo orientado embora o 3 esteja a abrir-nos reflexões velhinhas...
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2 de setembro de 2018
secretariado escolar reflexões sobre locais de trabalhos para casa
deixamos sempre a dinâmica escolar durante o primeiro ciclo em livre demanda. o "secretariado" é quase inexistente, a gestão escolar ainda está com os pais, os trabalhos de casa fazem-se na maior parte das vezes em regime de partilha e na sala de operações principal de uma casa: a cozinha. as cozinhas são os principais laboratórios de um lar, é através dela que se desenham praticamente todas as dinâmicas de uma família, seja ela de um, de 3 ou de 7 ou em regime permanente variável. é, na maior parte das vezes, nesse ponto nevrálgico da vida que os miúdos fazem rodopiar perguntas, choros e na maior partes das vezes onde se alapam com cadernos e dúvidas. ultrapassado o primeiro ciclo da vida escolar, ou arrancando uma espécie de pré adolescência, período intenso no qual mais crescem pés e uma série de outras coisas, passamos efetivamente a outra fase. há questões práticas associadas e outras tantas indiretas. de facto o crescimento trás maturidade e pode trazer autonomia e, mesmo que traga muito devagarinho, é preciso um poiso fixo para a troca constante de caderno e livros e materiais vários. com o numero 3 a arrancar segundo ciclo adentro sabíamos de ante-mão a urgência que havia em dar-lhe um espaço físico para o estímulo de toda a nova gestão e dinâmica escolar. a secretaria, papeleira ou escrivaninha, concluindo, só são cruciais, para nós, no segundo ciclo. veio a escrivaninha que ficou pronta a guardar e a aguardar tesouros e trabalhos vindouros. estamos prontos segundo ciclo.
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1 de setembro de 2018
verão na cidade
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31 de agosto de 2018
animais em extinção
não temos agora o museu à porta mas o museu veio até nós, ou uma muito, muito pequenina parte dele. sugamos tudo e foi tanto que o pouco chega a ser muito. agarramos a visita guiada, o número um respondeu a todas as perguntas de abertura de cada explicação e trouxe algumas reflexões no bolso enquanto o número três caiu no sono e permitiu que também o número dois sugasse informação. os maiores e mais vulneráveis animais são os que mais rápido se extinguem, a extinção pode não ser má, faz parte da lei natural da vida. há estimativas do tempo de duração de uma espécie na terra, um dia o homem pode extinguir-se e talvez fiquem os insetos a povoar a terra.
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30 de agosto de 2018
realizadora, argumentista e diretora de conteúdos
às vezes parece estar a ver um filme, um filme da sua própria vida mas como espectadora. um garante das suas próprias infâncias, um fornecedor de momentos felizes que prepara a cenografia e se senta a assistir depois a todos os atos mesmo que nos intervalos vá palco adentro dar orientações. às vezes era um motor de arranque, um programador a arrastar crias de guião em punho. há sempre muita frustração à mistura como nos dias que passávamos naquele pátio do nosso apartamento suiço. ficava numa espécie de plateia a ver-vos felizes e soltos, encharcados, muito provavelmente de vistas infinitas a saltarem na água do espelho de água do que me parecia a certa altura um saguão. às vezes arrastava-vos numa espécie de roteiro por equipamentos infantis de todos os quarteirões possíveis, para museus e para fora de muros no parque das traseiras, na fronteira com a alemanha. às vezes esticava a distância e metia-mo-nos no parque com animais e sombras e menos paredes. passaram quatro anos, este ano passamos muitos dias só a atravessar a rua mas sempre com a linha do horizonte a chamar o infinito.
29 de agosto de 2018
amoras no nosso quintal na cidade
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28 de agosto de 2018
o chão da nossa terra
nunca se fiquem pelo suposto, pelo mundo mediano, pela reprodução de conteúdos. vão sempre mais além, questionem, questionem-se, duvidem. é também isso que quero que levem desta mãe chata.
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27 de agosto de 2018
endless summer ou o summer possível
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25 de agosto de 2018
as férias aos socalcos
tinha agendados vários dias diferentes aos solavancos. há sempre um mundo infinito ao virar da esquina por explorar. fizemos metade mas esta urgência de ver mundo ficou a moer-me e às vezes custa a gerir quando não arrancamos e não nos damos duas caminhados ao lado.
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23 de agosto de 2018
22 de agosto de 2018
21 de agosto de 2018
a regularidade do equilátero difícil de ajustar na vida
duas peças do triângulo. o equilíbrio entre tensões. o equilíbrio físico de um equilibra o equilíbrio emocional do outro. há um balanço a trabalhar que nem sempre o terceiro vértice permite e nesta triângulação nem sempre há espaço para chegar à equiângularidade interna e a congruência dos ângulos atinja os 60º.
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20 de agosto de 2018
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19 de agosto de 2018
16 de agosto de 2018
15 de agosto de 2018
11 de agosto de 2018
praia norte
a lista de ires aos solavancos ficou este ano muito aquém do espectável mesmo com roteiros ao virar da esquina. agora que arranca um novo ano letivo cheio de rotinas estranguladoras hei-de deixá-los afixados na porta todos os ires por ir a ver se vamos.
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8 de agosto de 2018
voltar sempre a este canto no nosso mundo
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7 de agosto de 2018
5 de agosto de 2018
pequeninos em portugal dos grandes
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2 de agosto de 2018
1 de agosto de 2018
as férias
tiveram uma semana de férias a cheirar um bocadinho às férias dos anos 90, mais entregues a si próprios, mais livres, com exterior em doses praticamente na carga máxima. iam muito à sua vida, esperavam sozinhos, faziam-se à vida, voltavam, vestiam e despiam, iam e vinham. abrimos mais uma janela fora da rede.
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