balançamos os dias e a vida entre muito aqui e ali. devagarinho separa-mo-nos e junta-mo-nos mais que nunca. num balanço muito nosso. permanentemente conectado com e sem fios visíveis. visitar coal drops yard foi uma espécie de metáfora ou uma espécie de ode a esta nossa vida dos últimos anos. a que eles viveram, a que lhes demos, a que percorremos.
11 de março de 2019
10 de março de 2019
do teu dicionário
dás-te aos pormenores, à minúcia, ao espírito do lugar, à originalidade e não precisas de nada para te entreter. precisas só do tempo. se pudesse entregava-te um caixote cheio de tempo. um caixote a transbordar de tempo e vazio. esse precioso vazio que nos faz voar mais além. precisas de tempo, o teu tempo porque não chega a ser uma questão de procrastinação mas talvez devêssemos por em prática a miúde a técnica pomodoro.
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6 de março de 2019
5 de março de 2019
4 de março de 2019
zoology
a zoologia entrou nas nossas vidas em cambridge pelas mãos do attenborough e porque o pequeno filho que passou para o meio adormecia cedo. ficávamos ali num namoro a três a repousar e a arrumar as mil gavetas abertas com tanta nova informação para gerir. por isso voltar significava sempre passar pelo recente inaugurado museu. neste momento temos tema para a nossa tribo inteira.
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3 de março de 2019
a ponte de cam a que nos ligamos
chamamos casa. um ir que é voltar. será sempre regressar e temos onde regressar em vários sítios onde fizemos morada e nos entranhou o espírito do lugar. onde mora muita coisa nossa. a casa, a escola, o parque e as rotinas. cambridge está na nossa história.
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2 de março de 2019
voltar sempre onde se deve voltar
foi aqui com este motor, nesta triangulação que começamos o remate da nossa própria triangulação. que demos vida à nossa vida. é a este pátio das memória que vamos sempre voltar.
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do que nos interessa a nós
1 de março de 2019
do que a casa gasta
fatos handmade repiscados e fatos trazidos das viagens. do que a conversa puxa: vamos ser originais e fugir dos 30 homens aranha desta vida de criança. eles numa grande parte das vezes alinham. estes e outros carnavais.
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26 de fevereiro de 2019
uma combinação certa
viva o espaço mental que combina ângulos com experimentação física com materiais à mão. esta combinação está certa e isto devia também ser valorizado. é fazer o que já foi feito mas nestes pequenos fazeres se encadeia o pensamento conjugado com a experimentação. foi um ano com dificuldades a três disciplinas. uma, pelo nível acima em que naturalmente se encontra, outras creio pela falta de existência dessa qualidade de que o principezinho fala: cativar. a cada ano que passa descobrem-se coisas dentro de nós mesmo nesses capítulos em que afirmamos que não somos bons. encontraste o teu poema. encontrarás o teu poema a cada ano, a cada esquina em que te reinventares. porque nos podemos reinventar uma vida inteira.
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21 de fevereiro de 2019
a história dos trabalhos de casa
essa sigla tpc, trabalhos para casa, tempo para conversar ou tempo para crescer, tem muito que se lhe diga. haja sempre um pelourinho como marco e tempo para conversar.
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11 de fevereiro de 2019
o tempo que o tempo pode ter
demos-lhe um mergulho prolongado no tempo. uma festa a estender-se até às 8 horas laborais. houve tempo para tudo e o tempo foi o melhor presente que lhe demos nestes onze anos de vida. reciclar os rolos de papel continuam a ser uma boa matéria prima para convites muitos anos depois.
10 de fevereiro de 2019
amigos fora da rede até que a rede entre na rede
não sabemos que amigos ficarão, quais entrarão, quais sairão. não sabemos que amigos serão os amigos. não sabemos que amigos serão os amigos dos amigos. mas, ele, quer os amigos fechados na mão, aquela meia dezena que também lhe enche a casa e os afetos basilares. fi-los mergulhar numa piscina animada por uma certa ondulação que lhes caracteriza a idade. embalados, baixaram ligeiramente as energias e estiveram bastante tempo offline o que confere um objetivo positivo no século XXI e, que faz ganhar pontos qualquer parentalidade em ação. de todas as festas de inverno em que nos metemos nesta parentalidade em primeiro grau, pareceu-nos a que melhor funcionou. valeu-nos a ajuda e cumplicidade de um nadador salvador oficial do pedaço. não aderimos a modelos de festas com gelatinas e bolos forrados a massa pão e depois o resultado são aventuras num trapézio. desta vez esticamos distâncias sobre rodas o que dá sempre para fazer algum brainstorming e dá também para ouvir os amigos por que caminhos andam a navegar. foram muitas horas de festa e um filho crescido que adora o tempo que o tempo tem mas mais ainda o tempo que por vezes o tempo não tem. mais do que as prendas é do tempo de ser e do tempo de estar que ele reclama e deverá ter sido a melhor prenda que teve: o tempo que lhe demos mais o tempo distendido ao limite com os amigos. por isso não reclamou de nenhuma prenda nossa porque lhe chegou o tempo que lhe demos embrulhado em mais tempo. deixamos tudo em stand by para que o mergulho em casa tivesse pé. pedimos ajuda parental o que fez prolongar tempo ao tempo de estar. nosso primeiro amor espero que este presente cheio de tempo tenha transbordado na gaveta das tuas expectativas.
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9 de fevereiro de 2019
escola em casa
quando o estímulo baixa a níveis negativos metemos a imaginação em muito alta rotação. desta vez fi-lo repescar a nerf que se vai mantendo escondida e disparar sempre que lançasse todos os pronomes e determinantes com a rapidez de um foguetão. no fundo sabemos, os dois, que quando diz que não sabe quer dizer que não quer saber, mas sabe e sabe que sabe. os dois sabemos que sabe. por isso o lençol lançado na porta do quarto morrerá com tão pouco uso. entretanto eram tantas as datas à volta da reconquista cristã que metia o afonso henriques ao barulho que lhe lancei o desafio de as enfiar dentro de um cocas, aquele origami básico que se dobra à velocidade da luz. não sei, às vezes, a utilidade real destas aventuras que lanço no ar mas sei que lhes quero sempre mostrar que as tarefas mais maçadoras se podem transformar e que mantenham com o estudo uma relação positiva.
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7 de fevereiro de 2019
eleven
leva cenouras, tangerinas e romãs. umas bagas que causam estranheza nos amigos amigos do pão com manteiga. a cor laranja na alma a tingir-lhe os dedos. um pantone constante a esbanjar vitamina. a vitamina A está agora no top de snaks e por isso atiram-lhe com um coelho à cara. não sei se se incomoda até porque continua a gostar de animais. espero que se mantenha roedor persistente e roa todos os ossos duros de roer que a vida lhe poderá trazer. enche sempre a lancheira de fruta cítrica e tem ainda muita acidez na gestão emocional. vive no futuro. vive o presente no que vai acontecer no futuro. eleva-se agora ao nível eleven. uma espécie de limbo pré teen. encosta-se na coluna que recebeu no natal para apoiar o estudo que precisa de piloto e co piloto e a vontade que ele comanda com a alma lhe manda.
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3 de fevereiro de 2019
flash back
é uma espécie de viagem no tempo, quase dois anos atrás. um tributo aos beatles é uma viagem às nossas viagens. liverpool. abril. 2017
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1 de fevereiro de 2019
eu tu ele nós vós eles-uma carta ao passado
miuda, vão ser grandiosos aqueles anos. houve muitos dias que parecia que um certo sofrimento ia durar para sempre e isso nunca aconteceu. foste épica nos equilíbrios e nos trapézios. estrebuchaste muito. estrebuchaste tanto que te mantiveste em cima do trapézio. sabes, ás vezes parecias ser duas. tu eras duas pessoas, a certinha, a contida, a calada, a sossegada, a misteriosa, a quase apáticae, na mesma medida, a radical, a provocadora, a refilona, a inquietada, a turbulenta e a sedutora disfarçada. sabes que vais encontrar um par perfeito a anos luz dos vários miúdos a quem deste a mão e com quem jogaste ao quarto escuro assim que os anos teen te rebentaram a bolha. é ele que te vai oferecer de mão beijada os melhores anos e os melhores capítulos que te vão encher as páginas da tua vida. não vai ser a infância a parte doce do teu percurso e nem a adolescência. essa vai te preparar para muito, mesmo muito. não vais ter uma vida pacata, anónima e muito menos amorfa. não vais ter uma vida rotineira, oca, trivial e vulgar. vais ter matéria para rechear muitas páginas e conteúdo para decorar de cores muitas imagens. nada vai ser épico mas tudo terá muito conteúdo. vai ser o género masculino quem mais te fornecerá matéria de escrita. ao teu lado um motor de magia. ele, levar-te-á pelos melhores caminhos que irás percorrer. tranquiliza-te esses dias turbulentos serão uns míseros dias em quantidade. sabes? foram as melhores decisões essas que te trouxeram aqui. podes alternar a manta nas pernas e a lareira acesa com as viagens que ficavam, a cada ano, por fazer, eras uma ambiciosa camuflada, no fundo sabias disso , não sabias? por esses caminhos onde te moves terás ao teu lado o melhor estruturador. quem te vai tirar mais vezes da rotina para além das fronteiras. vai-te levar para fora e vai-te colar ao corpo mais de ti. vai ser a força indescritível e silenciosa que mais paz te trará à vida e mais te vai provar que o caminho é maravilhoso de fazer. demonstrar-te-á que a inteligência se expande. ele vai expandi-la para fora de si próprio. e, naquele dia, sentados no parque da cidade, estavas a transbordar de lucidez. não a percas. por favor. vais achar muitas vezes, quase sempre, que não vai ser para sempre, mas com os anos esse sentimento vai apaziguar-se. parece que te vais apaixonar várias vezes e muitas vezes ao longo dos anos só que vai sempre pela mesma pessoa e pela família que vais construir. os dois, a dois, vão equilibrar a vida no meio do caos. vão correr e voar imenso. vão andar de fios invisíveis atados. vão estar alguns anos numa proximidade afastada e num afastamento próximo mas, longe ou perto, vão permanecer conectados. serão nós cheios de nós atados e uma tribo feita família atrás. vais ter um disco externo sem tetas suficientes para tantos momentos selecionados para brilhar nas memórias. pastas e pastas de registos cheias de vida lá dentro. anos cheios de recheios fotográficos dignos de molduras mas sem caber nelas tamanhas serão as coisas que vão contar as duas dimensões das imagens. vais-te encantar muitas vezes com coisas grandiosas e com miudezas. com um projeto da astrazeneca e com pés pequeninos na areia a uns metros de casa, com meninos numa escola pública inglesa e com palavrôes em livros da sophia.
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22 de janeiro de 2019
quando levitamos
às vezes preciso de paliativos para tamanha voracidade de crescimento. não conseguia dormir porque perguntas em catadupa lhe assaltavam o pensamento. parecia uma tropa de armas em punho a disparar perguntas encadeadas. de onde vem tuso, mesmo tudo o que gera esse tudo de onde tudo começa, de onde vêm esses materiais que geram material que explica de onde tudo nos chegou. entrei em espiral, em loop, ourada com a pergunta e a certa altura só me surgia o ovo e a galinha e a galinha e o ovo e esse ciclo vicioso, viciado de vícios. eu percebo a grandeza de pensamentos que o terão feito ourado com tamanho balanço. filho essa é a pergunta para a qual não tenho resposta , nem eu e nem ninguém. pedi-te para a continuares a procurar porque procurar é a base de tudo.
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21 de janeiro de 2019
pedras preciosas
quando te pedem para levares um substantivo de casa para lhe atirares adjetivos para cima, distenderes-te no vocabulário, na gramática da descrição, na multiplicação frásica. até conseguires atingir número suficiente para que se assemelhe a texto narrativo escolhes uma pedra. porque estás no segundo ano e nessa preciosidade está lá tudo.
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8 de janeiro de 2019
2 de janeiro de 2019
a sibéria na lousa
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o novo ano nos momentos renovados sem data nem hora marcada
apesar da avalanche turbulenta do mês de dezembro e de 2018 nos ter trazido muitos trabalhos e muitas horas de entrega a mil e uma coisas, de nos sentirmos em constante operação incêndios, de não conseguir, como nos últimos anos, espaço para preparar a construção dos nossos dias, recuperei alguns dias de leitura ao serão. sempre foi uma das nossas melhores rotinas. estes dias lemos a menina gotinha de água, algumas passagens do principezinho e, finalmente, ismael e chopin. num desses dias deixei-os, ao final da história, nesse mergulho profundo dos noturnos de chopin e, agora que revisito esse momento realizo que deveríamos voltar a ele mais vezes. é este recomeço a que nos permitimos a cada momento que é para mim um novo ano.
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