muito para além dos filmes correntes das salas de cinema e que o poderoso marketing nos impõe, impinge e nos cerca, perco algumas vezes, o tempo que foge entre os dedos, a ir além. além do que nos chega fácil. não precisa ser atual. precisa de encaixar nos muitos parâmetros que fui mentalmente construindo. eles preferem os ligeiros, leves, ou de violência transparente, com os bons e os maus definidos e pouco profundos de exploração emocional. apesar disso qualquer karaté kid se tornou concensual. para além disso o melhor está muitas vezes para além do primeiro clique e praticamente nunca no primeiro piscar de olhos. como o tempo é acelerado guardei o breadwinner nos favoritos porque assim de relance "cheirou-me" encaixar no que está para além do básico. explico-lhes por vezes que os produtos com marketing mais forte são na grande maioria das vezes os de menos qualidade, se há necessidade de investir num produto é, para mim, porque ele tem pouco sumo na sua pureza. nos alimentos fica fácil mostrar-lhes, uma maçã, uma macieira tem a natureza por trás por isso não usa marketing para ser consumida. já os cereais mais recheados de açúcar, os que mais pobreza terão na sua produção, consomem bastante do seu valor em estratégias de venda. a menina que virou menino ganha-pão da família mostrou ser o que estava à espera. ótimos cenários, ótima imagem, ótima história, ótima oportunidade para crianças ocidentais verem para além das suas rotinas. é para maiores de treze anos mas fico muitas vezes na dúvida como os pratos da balança se baralham quando os desenhos animados estão recheados de violência gratuita.
21 de junho de 2019
19 de junho de 2019
três ao cubo
finais de dia colado em mimo a condicionar o olfato de qualquer familiar próximo. vê qualquer desenho animado mesmo que a mãe desanime com o desajuste a que os irmãos o expõe. assiste a teatros, espetáculos, saraus e apresentações de forma exemplar. nas pequenas explosões caraterísticas da idade não nos acerta com estilhaços porque normalmente, mesmo sem curso superior, levamos um nível de autodidatismo que nos permite contornar as questões em paz até porque o tempo aos dois anos mede outro tempo e as frustrações contornam-se a uma velocidade acelerada. é incontornável o nível a que está exposto a açucares e coisas que não era suposto já explorar, ainda assim, não há gomas, sumos ou chupas. come, veste-se, calça-se e quase toma banho muitas vezes por sua conta. andou sem chupeta uma semana mas fizemos marcha-atrás. fala muito de cuecas mas a mãe nunca mais as compra. verbaliza tudo. discurso direto e indireto. é o nosso condicional a entrar na escola antes de dar as três voltas ao sol. cremos vá ser incondicional a sua adaptação.
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14 de junho de 2019
13 de junho de 2019
uma dezena de quilómetros serra acima serra abaixo
mais de quatro quilómetros acima, mais de quatro quilómetros abaixo, um almoço improvisado e o posto de vigia com vista 360º. meio pão do pequeno almoço para cada um, uma banana para o pequeno, leite e umas tostas. almoçamos no restaurante da vila à hora do lanche. abastecemos de mais cerejas e de água do alardo na bica disponível. rodamos o castelo da vizinhança com amigos e voltamos de pés sujos e alma limpa.
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12 de junho de 2019
montanha acima, ruído abaixo
à medida que cavalgamos a montanha, à medida que subíamos montanha acima, descia o silêncio neles corpo abaixo. dar-lhes caminho pacifica-os, regula-os, conecta-os. quanto mais os desconectamos mais se conectam. é ligá-los a estas fichas mais vezes. a bateria carrega sem gastar energia.
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11 de junho de 2019
o nosso domo feito casulo de hibernação
enfiei-nos num domo onde nos apeteceu hibernar. quase vivemos em metamorfose acelerada depois da excitação inicial. do casulo enroscados, aninhados uns nos outros ao primeiro voo, qual bater de asas a sentir o vento e o céu encaixado na montanha numa primavera tardia e fresca. levem-me os anéis, os presentes de pérolas, as pedras preciosas, os diamantes. dispenso as malas, as peles e muitos gadgets. presenteiem-me com mais dias assim. só assim. com tempo para eles subirem o monte e descerem os decibéis. tão natural quanto a natureza que os envolveu.
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10 de junho de 2019
plano privado de leitura
às vezes quando temos espaço disponível, muito espaço disponível, físico, mental e temporal. aquele "vazio" que propicia expansão física e mental, aquele vazio que expande a imaginação, aquele vazio de rotinas que permite silêncio, condicionam-nos os pares. ainda não pago nem suborno para lerem mas quando o ambiente os condiciona imponho-lhes, como uma contorcionista, libertação. dou-lhes camufladamente a volta, seduzo, lanço-lhes literalmente azeite. chamem malabarismo ou vão mais longe e chamem manipulação quando os devia deixar andar. eles não sabem que se libertam quando lhes roubo um ecrã que alguém lhe põe na frente. nem sempre a envolvente colabora e não falo da envolvente ambiental que essa estes dias estava mesmo a pedi-las. às vezes já não consigo preparar bem as areias movediças como outrora, são muitos e um ainda exige a dança das colheres até à boca, mas a gente faz o que pode para que não queiram ser como os outros seja lá o que os outros forem. atirou-se assim a correr uma casca de banana e, atabalhoadamente e à pressa, muito descombinada com a envolvente que pedia aquele estar de uma preguiça a falar de forma pausada a arrastar sílabas para além da divisão silábica, mandei-os ir a correr apanhar as papoilas. já sabemos que não se dão fora da terra. que se desmaiam em três segundos. que não são de cativeiro. do cativeiro que queria que saíssem. varreram umas páginas a troco de no fim espalmarem pétalas e descobrirem uma mudança de cor com o tempo. esse tempo que quero que ganhem sempre que as letras se alinham em palavras.
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8 de junho de 2019
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5 de junho de 2019
4 de junho de 2019
27 de maio de 2019
retalhos de rotinas
as nossas rotinas nunca estagnaram. cumprimos o calendário que a vida nos permite. voámos com asas a sério. damos tiros nos pés. damos tiros para o ar. carregamos filhos e cadilhos e caixotes às costas anos a fio. fazemos rodar rotinas e desregulamos os dias. queixa-mo-nos dos meninos mas sabemos que no fundo são uns bons projetos de gente a crescer. encaixamos tudo, ajusta-mo-nos, apertamos daqui alargamos dali, multiplicamos rotinas dividimos trabalhos. fazemos acontecer: memórias, refeições especiais, atividades, conversas e bocadinhos de serões com eles, sem eles, connosco sem nós, sem um, sem o outro, com tudo. a manta de retalhos cresce colorida. as memórias são quadrados cosidos pousados na velhice.
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22 de maio de 2019
a primeira ela da nossa tribo
forcei um ajuntamento estratégico. com segundas intenções. há sempre a intenção de os por fora da porta e dar-lhes memórias de infância com primos e primas. havia uma prima nova a estrear e a primavera estava em força. atirei-lhes o verde que temos à porta e eles fizeram o que é suposto na infância se fazer.
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15 de maio de 2019
há o polvo e há o papá
o pai tem pernas, olhos e boca, parece estar sempre sorridente. a mãe tem muitos braços e pernas e membros. há um polvo em mim.
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10 de maio de 2019
não dar ponto sem nó
tivemos férias espartilhadas, tiveram férias encaixados em afazeres. os pais trabalham e os filhos trabalham a sua infância. trabalhar a infância é construir memórias para além dos espartilhos da escola. a mãe tenta sempre libertá-los. lançá-los à rua, ao vento, às não rotinas. vai-lhes enfiando coisas na frente que lhes invadam os olhos, o espírito e as horas a que se poderão amarrar a um ecrã. tudo conta na soma da subtração. tudo vale para invadir os sentidos. cada vez que cosemos um embrulho para presente ou unimos pontos que acabam em mil, não estamos a dar ponto sem nó.
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4 de maio de 2019
2 de maio de 2019
eles jogam, eles costuram, eles dobam




vou achar sempre que usam os telemóveis demais. enquanto fazem pompons e desfazem costuras no parque expandem soft skills que os gadgets nunca lhes darão.
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1 de maio de 2019
do que nos une

a minha riqueza está na ausência e na presença de um anel. não fomos a lado nenhum. há sempre um furo no anel que nos fura a" tradicionalidade" dos programas estipulados se é que posso inventar assim umas palavras a traduzir coisas patetas. íamos sem eles, depois com eles. não fomos a lado nenhum. mas é esta a vida que gostamos de viver. esta plasticina que nos cola a família que construímos. este barro duro que molhado se molda. esta matéria que sendo a mesma se adapta e sofre processos transformativos. somos água fresca, pedra sólida e gás oxigenado. sabemos que todos os dias comemoramos a vida.
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30 de abril de 2019
até velhinhos
é uma miúda. tem 3 filhos e viveu em 3 países. teve um namorado durante um década e partilha vivências intensas há uma dúzia de anos. parece que está sempre zangada mas tem o coração serenado e tão agradecido que tem medo que transborde. é daquelas mães insuportáveis que faz saquinhos, lanches e vai a todas as reuniões, conta muitas histórias e gosta de cumprir rotinas. faz muitas macacadas, pendura matéria para estudar nas árvores, canta tabuadas com rimas patéticas mas grita tanto que fica com o coração em trovoada. tem o parceiro melhor deste planeta porque não sabe da vida em outros. desconfia que caminharão até velhinhos, que farão viagens em lista de espera, juntos, mas teve durante muitos anos um sentimento secreto de que as relações podem não durar para sempre e não faz mal. cada vez que olha para o caminho percorrido faz adormecer o sentimento e sorri para o futuro que lembrará ainda mais o passado. chegaram juntos à adolescência da relação, são verdadeiramente uns maduros teenagers. quer muito chegar ao alzheimer a ler a sua própria história de vida, acompanhada por amor. o amor da sua vida.
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29 de abril de 2019
ferramentas de um terceiro round

tem muitas mais ferramentas ao dispor, barulho, informação, voltas e contactos. tudo isso faz do seu caminho um caminho diferente mesmo que tenha os mesmos condutores dos irmãos. a vida é outra. mas o nome do meio é irmão.
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