25 de março de 2016

old hunstanton

































costa dentro ou costa fora, chegamos à reserva natural do oeste de norfolk a pouca luz não nos deixou deslumbrar com as linhas ocres dos extensos cliffs mas pudemos correr entre dunas e as beach hut's. o mar a norte. ou o mar a este,  porque estamos numa ilha.

21 de março de 2016

visitas de estudo

















































os documentários têm-lhe aberto portas no conhecimento do mundo. é uma área de interesse actual. por muito pequenos que sejam os museus há sempre qualquer coisa que acrescentamos. vale sempre a pena.

20 de março de 2016

cidades visíveis, cidades vividas

























há cidades invisíveis. há cidades das memórias. há cidades vividas a fundo e cidades de passagem. não há cidades boas e cidades más. não há cidades feias. há cidades mais mágicas que outras. há as sublimes. as fotogénicas. há cidades cabeludas. há cidades com lindas linhas de horizonte. há cidades que se nos colam ao corpo e cidades que ganham corpo nas nossas memórias. há cidades muralhadas de montanhas. há cidades viradas para a água. cidades de madeira. cidades de tijolo. há cidades barulhentas e outras silenciosas. e todas são cidades. ter quatro cidades com ruas percorridas para cima de mil vezes faz delas um bocadinho nossa propriedade, propriedade das nossas histórias.

19 de março de 2016

17 de março de 2016

escola na vida e vida na escola

























"O Pierre Lévy dizia que as escolas perderam o monopólio do saber, só mantêm o da acreditação. Daqui por algum tempo, nem isso. Em vários condados dos EUA as escolas estão a fechar, porque o homeschooling, o unschooling e outros schoolings acabaram com as escolas de aula com professor-papagaio. A Kan Academy foi criada por um americano, quando percebeu que o sobrinho quase nada aprendia na escola. Preparou pequenas apresentações em suporte digital, enviou-as ao sobrinho... e o sobrinho de Kan aprendeu. Então, um senhor chamado Bill Gates decidiu financiar a iniciativa. Essa academia, que visitei há cerca de um mês atrás, sugere a competição entre a web 2.0 e a 3.0 e o atual modelo de escola. "

"O que o aluno vai fazer à escola se pode aprender com o computador? O problema é que estamos a gerar, paralelamente à escola, monstrinhos de computador que não olham para os lados e não percebem a existência do outro. Há algum tempo atrás, presenciei dois irmãos nos seus quartos, um ao lado do outro, a falar pelo Twitter. Isto é o cúmulo. Nunca houve tantos instrumentos de comunicação e nunca tão sozinhos estivemos. A escola desenvolve a solidão, tal como com as novas tecnologias mal aproveitadas. O que se faz hoje na escola? Espaços chamados laboratórios de informática e redes digitais para quê? Hoje com um aparelhinho de mão já tenho acesso à Internet. Para quê colocar computadores nas escolas? Para gastar dinheiro e gerar lixo digital a curto prazo? "



16 de março de 2016

up and down



























as rotinas são os mesmos sabores de sempre. este jogo do ganhar e perder, do ir e vir, do up and down, do provar, esta montanha russa da vida, nem sempre se sabe como cozinhá-la.

12 de março de 2016

do verbo brincar



























barcos pirata, construções mais ou menos elaboradas, torres quase a bater no tecto, espadas com muita fita cola, casas. continuamos rendidos a brinquedos que não os condicionem. que os deixem com a porta da imaginação escancarada e não só entreaberta. que os façam pensar, construir, improvisar, adaptar, tocar, descobrir. brinquedos para o menino e para a menina, que nunca encerram utilizações.

11 de março de 2016

era uma vez

























assim uma casa que quase cabia nas projeções mas estava do lado errado/certo da vida.

10 de março de 2016

voltar atrás

























embrulhamos as sobras do peixe cozido em pasteis panados. a combinação peixe+legumes cozidos+batata ganhou, apesar das queixas.

9 de março de 2016

7 de março de 2016

tree of life





sabemos que a primavera está a chegar cada vez que nos demoramos mais um bocadinho LÁ FORA. às vezes vamos só tirar dúvidas porque temos um miúdo grande cuja ligação ao mundo animal nos pôs a correr muitas séries de episódios que nos mostram este chão que nos acolhe. hoje enquanto segurava duas joaninhas entre os dedos, com uma equilibrada pressão para nem escaparem nem se esmagarem, e as transportou junto com os estames no funil central amarelo de um narciso, para mais tarde as libertar, fez mais perguntas. tudo começou com os consensuais episódios do chris e do martin que entraram cá em casa e, do filho maior se alastraram para filho menor. há séries infantis a que assistem não consensuais, seja porque as idades são diferentes, seja porque ao controle parental não agrada. a árvore da vida será a nossa próxima exploração.

this morning

























na esperança de não ter aberto um precedente. a rotina é rotina porque os dias se encadeiam em ritmos constantes diária e semanalmente. foi a primeira vez que a rompemos. os dias retomaram a ser o que é suposto serem. havemos de deixar leituras para rapazes porque ler é mais do que engolir palavras. esta manhã devorou meio livro e quando o prazer se mistura é porque tudo está no seu devido lugar.

4 de março de 2016

go back

























não sei que memórias guardarão. serão muito distantes das nossas porque nem a vida se repete nem a infância se mimetiza. deixamos muitas portas entreabertas, espreitamos janelas entre dois países e se a memória não vos falhar lança-mo-vos ao mundo. há mais uma caixa de pequenos legos que trazem novas figuras mas é esta riqueza não palpável, este vazio de objectos, aqueles dias conjugados a quatro no verbo explorar que queremos que fiquem. vão e voltem. 

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982