22 de janeiro de 2019

quando levitamos


às vezes preciso de paliativos para tamanha voracidade de crescimento. não conseguia dormir porque perguntas em catadupa lhe assaltavam o pensamento. parecia uma tropa de armas em punho a disparar perguntas encadeadas. de onde vem tuso, mesmo tudo o que gera esse tudo de onde tudo começa, de onde vêm esses materiais que geram material que explica de onde tudo nos chegou. entrei em espiral, em loop, ourada com a pergunta e a certa altura só me surgia o ovo e a galinha e a galinha e o ovo e esse ciclo vicioso, viciado de vícios. eu percebo a grandeza de pensamentos que o terão feito ourado com tamanho balanço. filho essa é a pergunta para a qual não tenho resposta , nem eu e nem ninguém. pedi-te para a continuares a procurar porque procurar é a base de tudo.



21 de janeiro de 2019

pedras preciosas



quando te pedem para levares um substantivo de casa para lhe atirares adjetivos para cima, distenderes-te no vocabulário, na gramática da descrição, na multiplicação frásica. até conseguires atingir número suficiente para que se assemelhe a texto narrativo escolhes uma pedra. porque estás no segundo ano e nessa preciosidade está lá tudo.

2 de janeiro de 2019

a sibéria na lousa



levamos os piolhos a passear enquanto víamos o ano acabar assim, à pressa.

o novo ano nos momentos renovados sem data nem hora marcada



















apesar da avalanche turbulenta do mês de dezembro e de 2018 nos ter trazido muitos trabalhos e muitas horas de entrega a mil e uma coisas, de nos sentirmos em constante operação incêndios, de não conseguir, como nos últimos anos, espaço para preparar a construção dos nossos dias, recuperei alguns dias de leitura ao serão. sempre foi uma das nossas melhores rotinas. estes dias lemos a menina gotinha de água, algumas passagens do principezinho e, finalmente, ismael e chopin. num desses dias deixei-os, ao final da história, nesse mergulho profundo dos noturnos de chopin e, agora que revisito esse momento realizo que deveríamos voltar a ele mais vezes. é este recomeço a que nos permitimos a cada momento que é para mim um novo ano.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982