23 de junho de 2017

é meia dúzia para esta mesa do meio

























filho pequeno que passa de dia para dia a filho enlatado. continuas o filho expressionista em variadas direções. entalas-te entre o gozo e a piada que por vezes se excede para provocação. ficas perdido sem o teu guru de brincadeiras e desmotivado e agarras-te à facilidade de mergulhar em ecrans. pedes muito os ecrans e eu meia culpa me deposito mais este contorcionismo gigante para vos chegar a todos. fazes seis anos e a tua plasticidade resolve-te. usas toda a tua expressividade para dar nomes a todos os sentimentos que te avassalam. és uma história tão diferente. nem sempre me sintonizo com tamanha rapidez no teu canal, nem sempre voo da seriedade para uma espécie de stand up comedy que te evidencia cada vez mais. estás no primeiro ano mas já tens uma espécie de bloco base feito, como têm a maior parte dos irmãos mais novos). é-te tudo mais fácil aparentemente, às vezes esqueço-me que ainda és pequenino. parabéns.

12 de junho de 2017

doi doi que não doi


a tua história já tem muita história para contar e é ainda tão pequenina.

10 de fevereiro de 2017

mnemónicas no estudo

























tenho para mim que estudar deve ser divertido e nunca em ambiente de tensão. temos sempre relações bipolares com tudo, nomeadamente com a introdução ou não da aprendizagem da leitura supostamente precocemente ou com a execução ou não de trabalhos de casa. olhamos sempre os episódios menos positivos pelo outro lado e por isso um destes dias foram os trabalhos de casa que nos mostraram que um ano de ausência num outro país deixou lacunas, ou não que nos parece que haverá mais colegas com as mesmas. o único exercício trazia inerente a necessidade de se terem presentes as  noções de dividendo, divisor e quociente e destas não estarem apreendidas. metemos muitas vezes "cocó" nos nossos exercícios, já provamos que é na maior parte das vezes na casa de banho que mais produtividade alcançamos. ou porque com o chuveiro a cair nos ouvimos e nos concentramos melhor, ou porque não há no banho elementos de distração, ou porque ali estamos "presos" e elevamos a audição ao expoente máximo. foi assim que chegamos ao COCÓCIENTE (quociente) como produto, ou seja como resultado da digestão da conta, ao RETROVISOR, ou seja o divisor que ficará na conta de dividir lá na janela, e ao DIVIDENDO que deixamos assim sem associações, ficou a ser o termo sobrante. se isto funcionar tenho para mim que estas associações durarão uma vida.

9 de fevereiro de 2017

reciclar


somos uns quase irresponsáveis e fazemos muito pouco do que o que consideramos que deveríamos fazer ainda assim focamo-nos por vezes e sentimos que não só evitamos acrescentar mais uns gramas ao lixo global como também nos sentimos vitoriosos por dar uma outra vida ao lixo. reunimos todos os bocadinhos de lápis de cera partidos, separa-mo-los por tonalidades, derrete-mo-los e voilá: temos lápis novos!

7 de fevereiro de 2017

nona volta ao sol


























quase duas mãos cheias de vida. escolheste uma mão cheia de amigos, a metereologia condicionará o convívio mas a tarde terá a tua cara. atiraste-te aos convites a denunciar a surpresa que lhes queres fazer e andas focado e feliz.

3 de fevereiro de 2017

velocidade



a vida acelera em piloto automático, a condução tem-nos exigido toda a concentração para manter toda a tripulação de cintos apertados. aos poucos vamos completar os dias passados, ao ritmo que nos for possível.

2 de fevereiro de 2017

expressionismo



expressionismo e foco são adjectivos que guardamos muitas vezes para ti.

1 de fevereiro de 2017

do desenho do masculino



no restaurante, em casa, com canetas ou com giz, de frente e de costas. um dia tinhas quatro anos e a exposição das bailarinas do Degas na fundação beyler serviu para te reconfortar nas primeiras frustrações entre o que a tua mente desejava ter no papel e o que a tua mão executava. diz que fazes bigodes porque ainda não sabes desenhar bocas. desenha sempre que quiseres.

31 de janeiro de 2017

o mundo



por muito que nos custe as ausências, as horas, os dias de lá, os dias de cá, os dias de uns, os dias de outros, os nossos dias. do mundo pequeno e do mundo grande vocês já lá têm muito. e sabem que há lá sempre um fio invisível de amor que nos une.

30 de janeiro de 2017

this moment



os nossos corações dilataram embora o amor ocupe tanto como o saber. não conhecemos essa coisa em que todos em redor se concentram (o ciúme), aterraste e encaixaste-te assim de uma forma tão arrebatadora e natural como se sempre tivesses existido. tens dois irmãos a envolver-te a dar-te no amor aquilo que são. eu, sou tão outra mãe e a mesma.

10 de janeiro de 2017

das rotinas desafiantes

sentada no chão bebé a mamar, história equilibrada num trapézio a meia luz, filho do meio adormece enquanto se distribuem responsabilidades ao filho grande. as rotinas antes de deitar ficam por sua conta e a espera silenciosa pela sua quota parte de história. despachados os dois pequenos distribuímos sermões sobre o trabalho de equipa, sobre o que lhes peço e o que me pedem. estamos por nossa conta e parece que temos dado conta do recado. toda a gente tem os banhos em dia, todos andam apropriadamente vestidos, os trabalhos estão em dia, todos estão bem alimentados, mantemos histórias e conversas ao deitar, mesmo que me sinta uma contorcionista de circo, e acima de tudo partilhamos e multiplicamos amor. 

25 de novembro de 2016

around me

























muitos dias por conta própria a sintonizar-me entre três estações, entre três estágios, entre três ritmos. damos voltas às rotinas a reencaixar tudo, a cumprir tudo, a agarrar tudo. puxo as costelas organizadas, as que mais flutuam em mim. uma dúzia de dias superados.

24 de novembro de 2016

indoor

























A vida avança indoor num namoro demorado, prolongado e adocicado. Passamos a vida a acrescentar viagens à vida, por terra, pelo ar, pelo amor. Temos vinte anos de estrada e montes de histórias cheias de vida. Trocamos as Maldivas por uma viagem bem mais prolongada no tempo cheia de desafios, barreiras, sorrisos e esperemos muitas cumplicidades.  Agora que somos meia dezena ajustamo-nos a compor uma mão cheia de novas cumplicidades.

18 de novembro de 2016

16 de novembro de 2016

ninho


























ter de um dia para o outro o ninho cheio.

2 de novembro de 2016

7 de outubro de 2016

lápis aguçados contorcionismos vários



reentramos numa espécie de ritmo alucinante em comparação. e voltamos aos S's e aos Mas porque a escola voltou a acabar tarde mas há expressões faciais descontraídas, voltamos a uma pressão acrescida com muita matéria perdida mas vontade. fugirei sempre de vender modelos de escolas. formem professores do futuro, recompensem-nos, ensinem-lhes que com os afetos a transmissão de saber é mágica.

lápis aguçados contorcionismos vários



reentramos numa espécie de ritmo alucinante em comparação. e voltamos aos S's e aos Mas porque a escola voltou a acabar tarde mas há expressões faciais descontraídas, voltamos a uma pressão acrescida com muita matéria perdida mas vontade. fugirei sempre de vender modelos de escolas. formem professores do futuro, recompensem-nos, ensinem-lhes que com os afetos a transmissão de saber é mágica.

5 de outubro de 2016

3 de outubro de 2016

nao fomos à legolândia





























fomos só às vindimas mas as coisas mais simples são as que trazem mais sumo.

28 de setembro de 2016

TPC



nada contra, nada a favor. saber gerir o que temos e avançar para conversas sobre o mundo. ele, o mundo não se encerra nas prestações escolares. nós, uma muito pequenina parte do mundo, somos muito mais que as respostas dadas formalmente em testes a serem avaliados para pontuação. ela, a escola, consome uma boa parte da vida, mas nós vamos continuar a acreditar que uma viagem, grande, pequena ou parada trará o para nós é mais precioso: Tempo Para Conversar. o TPC mais precioso.

27 de setembro de 2016

do número 2 para o número 3



espera-te ansioso e diz que gostava muito de experimentar ser muito bebé para estar dentro da barriga a ver como é. diz que não aguenta a espera mas não deve saber bem o que nos espera.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982