31 de agosto de 2018

animais em extinção


não temos agora o museu à porta mas o museu veio até nós, ou uma muito, muito pequenina parte dele. sugamos tudo e foi tanto que o pouco chega a ser muito. agarramos a visita guiada, o número um respondeu a todas as perguntas de abertura de cada explicação e trouxe algumas reflexões no bolso enquanto o número três caiu no sono e permitiu que também o número dois sugasse informação. os maiores e mais vulneráveis animais são os que mais rápido se extinguem, a extinção pode não ser má, faz parte da lei natural da vida. há estimativas do tempo de duração de uma espécie na terra, um dia o homem pode extinguir-se e talvez fiquem os insetos a povoar a terra.

30 de agosto de 2018

realizadora, argumentista e diretora de conteúdos



às vezes parece estar a ver um filme, um filme da sua própria vida mas como espectadora. um garante das suas próprias infâncias, um fornecedor de momentos felizes que prepara a cenografia e se senta a assistir depois a todos os atos mesmo que nos intervalos vá palco adentro dar orientações. às vezes era um motor de arranque, um programador a arrastar crias de guião em punho. há sempre muita frustração à mistura como nos dias que passávamos naquele pátio do nosso apartamento suiço. ficava numa espécie de plateia a ver-vos felizes e soltos, encharcados, muito provavelmente de vistas infinitas a saltarem na água do espelho de água do que me parecia a certa altura um saguão. às vezes arrastava-vos numa espécie de roteiro por equipamentos infantis de todos os quarteirões possíveis, para museus e para fora de muros no parque das traseiras, na fronteira com a alemanha. às vezes esticava a distância e metia-mo-nos no parque com animais e sombras e menos paredes. passaram quatro anos, este ano passamos muitos dias só a atravessar a rua mas sempre com a linha do horizonte a chamar o infinito.

29 de agosto de 2018

28 de agosto de 2018

o chão da nossa terra



nunca se fiquem pelo suposto, pelo mundo mediano, pela reprodução de conteúdos. vão sempre mais além, questionem, questionem-se, duvidem. é também isso que quero que levem desta mãe chata. 

25 de agosto de 2018

as férias aos socalcos


tinha agendados vários dias diferentes aos solavancos. há sempre um mundo infinito ao virar da esquina por explorar. fizemos metade mas esta urgência de ver mundo ficou a moer-me e às vezes custa a gerir quando não arrancamos e não nos damos duas caminhados ao lado.

23 de agosto de 2018

22 de agosto de 2018

uma manhã


pode ter dentro umas férias inteiras. mas por muito que nos façamos expandir a ritmos mais alucinantes que noutras dinâmicas que já tivemos é sempre o tempo, esse bem mais que precioso, que nos dá a maior riqueza da vida.

21 de agosto de 2018

a regularidade do equilátero difícil de ajustar na vida



duas peças do triângulo. o equilíbrio entre tensões. o equilíbrio físico de um equilibra o equilíbrio emocional do outro. há um balanço a trabalhar que nem sempre o terceiro vértice permite e nesta triângulação nem sempre há espaço para chegar à equiângularidade interna e a congruência dos ângulos atinja os 60º.

20 de agosto de 2018

19 de agosto de 2018

16 de agosto de 2018

11 de agosto de 2018

praia norte



a lista de ires aos solavancos ficou este ano muito aquém do espectável mesmo com roteiros ao virar da esquina. agora que arranca um novo ano letivo cheio de rotinas estranguladoras hei-de deixá-los afixados na porta todos os ires por ir a ver se vamos.

8 de agosto de 2018

voltar sempre a este canto no nosso mundo


foge sempre do menos puro, procura sempre o que a natureza molda. onde ela se mostra esplendorosa.

7 de agosto de 2018

1 de agosto de 2018

as férias


tiveram uma semana de férias a cheirar um bocadinho às férias dos anos 90, mais entregues a si próprios, mais livres, com exterior em doses praticamente na carga máxima. iam muito à sua vida, esperavam sozinhos, faziam-se à vida, voltavam, vestiam e despiam, iam e vinham. abrimos mais uma janela fora da rede.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982