20 de abril de 2007

branco



nunca tive um ídolo, uma só música, um só grupo. nunca consegui escolher um só filme, ou um só livro. um único que conseguisse destacar. nem um arquitecto, pintor ou viagem. nem o prato preferido sei escolher, encontro sempre SE's e E's. mas, por outro lado, sei fazer as minhas escolhas, sei sempre, com certezas, do que não gosto. escolher UM entre os que gosto é que é sempre um momento de angústia. pulverizo sempre as escolhas. será defeito de projecto? é que de facto, a projectar, também avanço, recuo, multiplico dúvidas e somo soluções até sedimentar o caminho.
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certo dia concluí que entre as cores consigo destacar o branco parece-me ser a única escolha que consigo destacar. nos projectos penso sempre em branco, acho que amplia o espaço e que não lhe rouba luz quando ela escassa. será dos muitos anos passados por aqui? dizem que o branco é a ausência de cor. cá para mim é a existência de luz. temo-nos por casa rodeados de branco mas, na páscoa, arriscamos um arco íris.
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com ele por a trabalhar há uma semana e por mais duas, também sempre rodeado de branco, parece-me que vou arriscar cor no projecto que tenho em mãos. um jardim de infância quer-se colorido, pelo-me de medo de não lhe acertar com as cores.
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adenda: esta foto é dele, da outra metade que coabita o lar, mando-lhe os créditos e a urgência de o ter por cá.

3 comentários:

whitecode disse...

Alguns ficaram malucos por causa do branco e eu também estou quase a lá chegar.... j'tm

umademim@gmail.com disse...

acertei-te com o título do post...e não conhecia o teu título...nem das outras paragens...;)...mas apropría-se...bj

alice disse...

:)

Sem medo da cor, por favor.
A cor é boa como tudo o que é difícil de conseguir: quando acertas é uma sensação mil vezes melhor que qualquer branco seguro.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982