14 de janeiro de 2014

2014






















podia imprimir esta imagem em tamanho gigante. podia ser uma imagem profissional com uma frase poderosa que tenta influenciar, inspirar e comunicar. dessas que se cospem a toda a hora em muitos murais. mas não. esta é tão só uma imagem nossa. deles. da minha vida que não sei bom por onde anda. anda neles. e não. não é só uma imagem.é um momento. e é nosso. é daqueles carpe diem que se deseja todos os dias, se tentam construir, às vezes se montam mas depois se desfazem em perspectivas perspectivadas. tínhamos estado a desfazer o natal. eles quase já desfazem o natal sozinhos. e de tarefas onde todos se encaixam a momentos de parvalheira total é um tirinho. vai dai atiram-se literalmente sapatos e casacos porta fora e depois tentamos arrastar corpos em exaltação infantil no auge. gerimos reclamações enquanto o elevador faz a contagem decrescente e quando o ar lhes bate na cara todos os planetas se alinham de novo. o maior anda mesmo interessado neles e hoje foi a primeira partilha quando chegou à escola. é uma conquista quando nos interessamos por um tema e resgatamos informação que nos motiva. nesse dia enquanto os empurrava na nossa nova nave espacial o maior distribuiu planetas entre os dois. tinha ali mesmo à frente saturno e urano tranquilos e em órbita. o horizonte está sempre ali à nossa mão de semear. por isso foram meter areia e de mãos dadas correram ao longo dos montes que o mar revoltado havia trazido estes dias. o maior chegou um destes dias a perguntar se o mar era um ser vivo e não fosse trazer definições carimbadas na cabeça teria-lhe respondido que sim. que o mar é um ser vivo. mas a resposta foi não e na dúvida a revisão da matéria faz sempre bem. e baralharam-se-me as ideias. enquanto eles continuavam a desafiar equilíbrios nos cumes que percorriam seguiram-se muitos disparos. automáticos e manuais. em quantidade. quase fizemos ali uma ode à felicidade. mas não. sabemos que ela não existe. mas aqueles click click combinados com risadas, mãos dadas, lusco fusco e ar nas nossas caras, foram puros bocadinhos dela. da tal da felicidade. e deram frutos, que depois de muitos filtros e erase's, que nos farão recordar momentos de quando os planetas se alinham e a luz brilha um bocadinho nos nossos dias.

2 comentários:

madrid disse...

Haja muitos momentos assim :)

sopa de mae disse...

Lindo!

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982