7 de setembro de 2007

(des)fiar



voaram-me as amigas, evaporaram-se-me as cumplicidades. não é que alguma vez as tivesse no plural mas, agora é que é. agora é que me descarrilaram e desengataram carruagens. a vidinha vai de corrente, para um lado, como os rios em direcção ao mar, até parece, apesar de tudo, que nada a tem desviado. as amigas, um plural talvez falso talvez não, correm em contra mão. mesmo com vidas desemparelhadas, que não há meio de se conjugarem timings e telepatias, os espaços de empatia reduziram-se a pó. umas porque se concentram na vidinha e não querem sair do trilho nem para desopilar a rotina, outras porque descarrilaram e não querem discutir a vidinha que corre, outras porque se esqueceram que as empatias passadas são de valorizar mesmo que a lua esteja ao contrário. viraram-se para outras paragens. talvez sejam os dissidentes não coincidentes que desorientam conversas. bolas! mas já estarei afunilada de temas? às vezes ainda não me sinto cabida em encontros de maternices e descabida em encontros de all night long.
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os momentos com (um)A amiga guardei numa gaveta mas, acho melhor mudá-los para o congelador.
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sobra-me ela
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sobra-me ele

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(des) concentro-me em ti
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coso-te manualmente uma manta de retalhinhos a ver se vai a tempo. sou bela adormecida e o meu príncipe está em mim. na manta combino-lhe a branca de neve com sete anões onde enumero sete personalidades. chegarás calmo, endiabrado, reguila, soneca, envergonhado, sabichão ou rezingão? e divago entre histórias de encantar e encontros desencantados...

3 comentários:

inubil disse...

:)

whitecode disse...

ainda nao está pronto isso?

umademim disse...

infelizmente não, já ando tentada a dar-lhe uma volta de outra forma é que o tempo parece ter pouco tempo!

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982