31 de agosto de 2007

e depois de mim...



por mais informada que eventualmente me possa considerar quis muito logo no início desenformar o bolo que nos vão impingindo e formar-me de opiniões menos transportadas e mais fundamentadas. li alguma coisa mas nada de especial que me substituisse definitivamente o livro de cabeceira pelo qual optei e de rajada engoli nas férias. é oficial. desisti de livros de gravidezes e só muito pontualmente lhe espreito os mickeis. os mickeis são os livros (como uma professora do primeiro ano universitário caracterizava) que trazem pouco blá blá e muita imagem decorativa. fora este à parte e o facto de ter terminado o livro de cabeceira, avancei uns meses e decidi pensar no pós parto. poucas me falam no pós e o pós é que me parece que traz mais molho, ainda que nos preocupe sempre este estado transitório que é mais um processo para que um fim de... ora a propósito o que me parece é que me está a saber melhor ler sobre o estar do que sobre o ir...
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e perco-me não sei em que sentimentos quando me pareço reler assim é que não há vida sem a viver mas tenho tantas dúvidas porque sempre me custaram as escolhas e às vezes ainda me invade o se e o mas...para já roubo-lhe as palavras " a minha vida ainda corre em mim".

30 de agosto de 2007

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esta semana ficamos de novo sem a outra metade que voa de novo rumo ao trabalho. nós, por cá, comemoramos entretanto mais duas semanas a dois logo agora que nos começámos a agitar ao de leve e que nos sentimos prontos a despoletar algumas arrumações imprescindíveis lá por casa. a verdade é que nos sentimos cada vez mais longe do desejo programado de voarmos juntos para a inauguração e a argentina já a vejo por um canudo...

27 de agosto de 2007

:I


o tempo anda incerto e a pregar partidas. no sábado, cá para cima, esperávamos chuva mas esteve sol. "caímos" na água durante toda a tarde e só ao entardecer a água caiu sobre nós. ficou por visitar a bienal de cerveira porque um jantar de vários amigos e várias crias nos fez regressar. a ver se lá voltamos...

26 de agosto de 2007

ir de carrinho



tenho previsto passear e muito de sling, a ver se nos adaptamos. como viajante de primeira rodagem não me parece que escape à saga da escolha de um carrinho à qual não me apetece dedicar tão cedo. a primeira viagem tem a pressão de uma primeira exploração no terreno, a tentação de adquirir o equipamento completo e mais algum é real mas, para já, não me anda a apetecer pensar nas mega listas de coisas que às vezes se transformam mais em tralha que outra coisa. ando mais inclinada para escolher meia dúzia de coisas fundamentais e que goste. sou prática e importa-me mais fazer opções que nos preencham. há carrinhos e carrinhos e entre os carrinhos começámos inclinados para este que precisamente não se inclina. em alternativa, aparentemente com as mesmas características, entre elas os 6 kg de peso, descobri este há venda na gama rústica.... a ver vamos...
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nota: imagem daqui

25 de agosto de 2007

24 de agosto de 2007

sombras I


experimentei um arabesque mal amanhado, que os meus redondos estão a ficar proeminentes, recordei-me saudosa e senti-me empenada, se o ângulo recto já é custoso o obtuso é para esquecer. apeteceu-me correr pelo arvoredo e fugir de mim...

sombras


sombreei quadriplicada a minha altura, senti-me gigante eu, que me aguento em pouco mais de metro e meio e me alargo de dia para dia, orientei-me a nascente e deixei cair os últimos raios de sol directos do mar.

23 de agosto de 2007

16 S


não vou dizer que não me sinto ansiosa por saber o que se passa do lado de lá mas, vou dizer que não tenho pressentimentos e afins em relação ao que está do lado de lá. recuso-me a deixar que me adivinhem o sexo mas deixo que lhe naveguem suposições. esta semana somos 16 semanas a dois e aposto que em breve satisfarei as constantes questões do ele ou ela. tento adivinhar-lhe movimentos e hoje já me sinto certa de os detectar. uma leve bolha no vácuo a passar sem tocar paredes e uma leve sensação de contracção espontânea muscular, assim as descreveria. a bem da verdade e por mais que conscientemente não queira andar sempre tipo paparazzi os momentos ecográficos acabam por ser momentos de proximidade. por outro lado é difícil antecipar compras e aproveitar saldos de época, andamos ao contrário porque vamos chegar com frio. à parte disso já me chateiam as incursões comerciais de tão reduzidas as opções, entre azul e rosa, tenho-me ficado pelo branco.

15 de agosto de 2007

capela e adro num trombone



hoje é noite de bailarico mas o tempo anda a pregar partidas aos milhares de emigrantes que vibram com o retorno à terra abandonada. na capela isolada no monte, onde há apenas uma deslocação por ano, um cinzento escuro caíu sobre o adro e por pouco a banda não tocava e as fatiotas não saíram ensopadas. ainda me mantenho na assistência as minhas tradições estão noutra terra meia adormecida. esta, é muralhada em estrela e mantém-se intacta.

13 de agosto de 2007

praia / campo



troquei a praia pelo campo, um ruído constante de luzes e pessoas por um pouco mais de silêncio. deixei uma menina de timor pelo caminho ainda que consciente que uma festa popular no interior de portugal a tinha deliciado. não fosse ela ter de voltar para lisboa tinha-a trazido. troquei com ela diferenças sociais mas a certa altura com a pressão de tantas perguntas de tanta gente achei-a desperta a enganar costumes. entreguei-me definitivamente à moleza em vez de acabar projectos que arrastei comigo na esperança de lhes dar um fim. do que gostei mesmo foi de atravessar portugal, desde o sul até às beiras, a dois e, gozar de algum silêncio envolvente. chegamos no entardecer mas ainda não me trago eu própria totalmente comigo...

2 de agosto de 2007

united colors



de férias, tenho comigo, fruto desta viagem, uma rapariga timorense que estudará nos açores. as diferenças sociais são brutais, espero que absorva calmamente o que há de bom por cá e que faça uma triagem para confrontar com o que traz de lá. a vergonha das diferenças com as quais se confronta é permanente mas a afectividade com que se sente recebida é doce. a existência de uma criança por perto faz da integração campo facilitado, as crianças são espontâneas e ao segundo dia absorvem a atenção dos mais disponíveis. para já parece-me importante dar-lhe espaço de adaptação para que não se sinta pressionada a mudar de hábitos tão repentinamente. por lá ainda mergulhava no mar de roupa e o confronto com tanta gente na praia de biquíni não deve ser fácil. para já ficará vestida na praia o tempo que precisar. para mim, a riqueza da nossa cultura deve ser isso mesmo aceitar os outros com todas as diferenças que transportam.

1 de agosto de 2007

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982