29 de novembro de 2012

brincar












































brincamos toda a manhã. parece que não mas trabalhamos muito. desenhamos figuras geométricas e recortamos. desenhamos padrões nos tapetes de casa. contamos cubos para construir armários e mobília. desenvolvemos lateralidade, tamanhos, disposição de uma casa. fizemos uma festa, desenhamos um lago no jardim e bricamos muito.

"eu consigo fazer histórias com poucas coisas e estou sempre a inventar histórias, todo o dia e todos os dias e a todas as horas, enquanto almoço e janto, enquanto estou a trabalhar e sempre. as minhas histórias nunca conto a ninguém porque falo muito baixinho, às vezes conto algumas que estou a inventar mas esqueço-me sempre das histórias que inventei por isso cada dia faço uma, não é cada dia faço a mesma."

28 de novembro de 2012

sem título














chove há mais de 6 dias, o pai trabalhou os últimos dois fins de semana, os programas estão por isso condicionados, o pátio tornou-se quase claustrofóbico, já lhe tive de explicar a morte e ele vai lhe sentir a ausência. o blogue não me deixa publicar mais fotos estamos por isso, ele com 5 anos, nós com 2 meses, esgotados. já fizemos bolachas (com massa comprada feita), o pinheiro de natal (meteu água - mentira meteu cartão) e enfeites (para não variar a receita), mais cabeças para fantoches, mais jogos e ouvimos em modo quase non stop as músicas de natal da escola que em portugal o acolherá de novo em dezembro. estamos por isso numa espécie de férias de natal antecipadas. a permissão de estadia na cidade ainda não chegou e já a quero ver pelas costas. a imaginação não esgota que fiz muito trabalho de casa mas até posso ser muito jeitosinha, que até me reinvento, mas chega. estamos esgotados e o único que anda na paz do senhor é o mais pequeno, pouco lhe importa onde está, onde vai, com quem brinca. para 4 anos são precisas menos paredes , ou outras paredes.  o meu prognóstico não andava muito longe, mas pensava que aproveitaríamos para queimar francos em muitas mais viagens ou passeios vá. já agora, já que nos plantamos numa ilha de conexões. tinhamos estes primeiros 3 meses mais ou menos alinhavados mas temos mais 8 meses e continuo sem saber que fazer com eles. de hoje a oito enfio-me num avião sozinha com eles. tenho chocolate para os sete dias que faltam mas café só para cinco, as 14 ementas praticamente programadas embora lhes e me troque constantemente as voltas.

27 de novembro de 2012

26 de novembro de 2012

o deus das pequenas coisas




















andamos mais a pé e passamos muito tempo a ver como se agarram as trepadeiras às paredes.

25 de novembro de 2012

perguntar




 
quantos anos tem o mundo? PLOC a pergunta caiu-me assim no colo e até ecoou. o quarto estava silêncioso, ele a aconchegar-se. fiquei a embalar a resposta com cuidado, à procura da melhor explicação, mas uns segundos é muito tempo e chutei um bocadinho para daqui a mais uns anos. talvez seja melhor começar a aprofundar o tema e ter uma quantidade na ponta da língua. já me fez procurar quantos países o mundo tinha e o mundo parece ser assim uma coisa tu cá tu lá para esta geração que aí está porque já lhes deve passar pela cabeça que há por ai fogueportos, inventei agora a palavra porque já me falou em pilotar foguetões, carreiras deles a avançar por esse céu fora de planeta em planeta.
 
 

24 de novembro de 2012

23 de novembro de 2012

brinquedos novos














um tangran, de cartão claro, e um geoplano com muito prego martelado.

22 de novembro de 2012

cuisenaire









ainda faremos a exploração deste livro descoberto aqui.

21 de novembro de 2012

fundação beyler














fomos atrás do degas. das bailarinas do degas mas pelo caminho falamos das esculturas do giacometi e apreciamos alguns mondrian's e alguns monet's. eram tantas as bailarinas, desenhadas a carvão, esboços atrás de esboços, e em pastel que acabamos a falar sobre "o suor" por trás de um bom desenho. tem-se confrontado muitas vezes com a frustração de não conseguir desenhar o que imagina ou logo à partida dizer que não consegue. o degas mostrou-lhe quase o desenho de um tema à exaustão mas foi um pequeno filme de meia hora de alexander calder que montou um circo com minúcia reciclando materiais que mais o prendeu na cadeira.
um destes dias: "sabes não quero desenhar tanto porque se não canso o braço. não sei como o degas não cansou o braço!"

20 de novembro de 2012

teatro

temos receitas que de vez em quando "tiramos da cartola", nisto de fazer uma espécie de escola em casa também há suor, estudo e muita muita investigação. tínhamos em mente construir um teatro de fantoches (ainda sobra muito cartão) para começar tinhamos de construir os fantoches. nas malas veio um balão perdido, já tinhamos a cola caseira feita, que usamos num destes dias para forrar um pacote de leite que já serve de mealheiro, há-de ser uma camioneta carregada de moedas que havemos de pintar, só faltava rasgar pedaços pequenos de jornal. esta foi uma oportunidade para um verdadeiro trabalho de equipa e juntar três idades diferentes à mistura, mãe, filho de 17 meses e filho de 4 anos. enquanto estimulávamos o pequeno a rasgar jornal, o que fez com prazer, filho grande dava ao pincel para forrar com várias camadas o balão que a mãe encheu do tamanho de uma cabeça. enquanto a cabeça seca programamos o vestuário. as personagens para a história, por decidir, tem de estar prontas em breve, temos muito pouco tempo e o segredo está bem guardado.
*
"mama eu gosto muito de ver o arte ataca porque ensina a fazer muitas coisas que não são de plástico nem de maus." (para que conste maus significa violência que se tenta abominar por aqui mesmo a disfarçada em desenhos animados).
*
receita de cola caseira:
-1 copo de água(200ml)
-1 colher de farinha
-1 colher de sopa de vinagre
misturar tudo e levar ao lume até ficar uma pasta pronta a usar.

19 de novembro de 2012

contrafiados






durante o almoço o pai explicou-lhe como construir um muro com pedras contrafiadas. enquanto adormecia o pequeno e me esperava na cozinha surpreendeu-me com a construção. depois numa ida à estação mais próxima enquanto questionava porque havia 3 portas de entrada exclamou: hei o chão da estação é contrafiado!

18 de novembro de 2012

17 de novembro de 2012

castelos na terra

definitivamente falta-nos o nosso mar e a nossa praia fora de época. eles brincam aqui com terra e eu quase amarguro as mil vezes em que repeti que a areia da "nossa" praia é suja.

16 de novembro de 2012

do que nos interessa a nós














ouvir pela milésima vez o olha a bola manel que o fez trocar o bo de bola por manhé. desde cedo que despertou para bolas e cães que o fizeram ladrar na perfeição mas esta obsessão de designar por manhé tudo o que roda está a deixar-me perto de um ataque de nervos, vá perto de uma leve irritação. é que podem ser esferas, elipses, bolas, círculos, ovos, objectos desenhados, reais, descobertos em paredes de tinta descascada, buracos e sei lá eu o que mais que até ao grão de bico já chamou manhé. arrisca muitas sílabas soltas de algumas palavras, tem dois pares de dentes a romper em cima, um de caninos outro de molares, e descobriu que lavar os dentes é um grande prazer, por mímica pede para fazê-lo uma e outra vez. pede muita música e rodopia. quer muito andar de trotinete, a falta que já lhe faz o triciclo do irmão, faz I A a cada balanço e quer comer sozinho com garfo. adora bróculos e ovos cozidos ou estrelados e já lhe passou a fixação  por tomate e há muito deixou os empapados de bebé.

14 de novembro de 2012

joão e o pé de feijão

















cresce a olhos vistos e por isso decidimos registar o seu crescimento. uma  história e outra história um destes dias também surgiram a propósito. quis que escrevesse o feijão para copiar o título na folha mas depressa se desiludiu por ter de escrever um O em vez de um U. porque o feijão lê-se u feijão! lembrou-se das árvores mais altas que costumava ver nas escapadelas recorrentes de fim de semana que também rompem dunas de um parque natural da nossa costa - eram umas árvores tão gigantes que chegavam até aos aviões e até chegavam quase aos planetas - dizia.

13 de novembro de 2012

tabelas de dupla entrada



depois de um exercício abortado, por cansaço, frustração, distracção e/ou ineficácia para o cativar magiquei e voltei à carga. a propósito de um passeio num destes dias (há 1 mês que não circulamos de carro) e da atenção dada à quantidade de ruas que tivemos de atravessar, falamos um bocadinho da cidade, das ruas rectas, das ruas que as atravessavam (verticais, horizontais, diagonais hei-de ver se reconhece) e por consequência dos cruzamentos. por isso esta cabeça que me assenta nos ombros fez clique de novo e inventou uma história, é que pela cidade que nos acolhe também nos cruzamos com muitas obras e maquinarias que suscitam perguntas. é então aí que a história começa. era uma vez uma cidade sem ruas curvas, todas as ruas eram rectas cruzadas por outras rectas que formavam cruzamentos. as 3 ruas principais tinham veículos em trabalho que espalhavam a tinta que transportavam a cada cruzamento. as ruas transversais largavam um sinal de forma diferente etc...etc..etc. construímos a cidade a dois, as nossas janelas são muito animadas. tabela de dupla entrada, nome pomposo para a nossa história. havia mais ideias, cruzamentos a meter semáforos e outra catalogação de entradas. ficamo-nos pela mais rápida de executar.
materiais:
tiras de papel autocolante
figuras geométricas recortadas e coladas com fita cola para posteriormente pintar
3 veículos de cor

12 de novembro de 2012

grafismos















um grafismo formal e um grafismo informal em caracóis origami. receita daqui.

11 de novembro de 2012

fim de semana




 
ao fim de semana não é suposto trabalharmos. mas a brincar acabamos sempre por aprender e apreender conceitos muitas vezes sem nos apercebermos. ensinei-lhe a fazer o moinho. já se desenrrasca nas dobragens e já apreendeu muito bem que um quadrado pode conter dois triângulos ou dois rectângulos. com as caixas dos playmobil, que com os legos disputam as preferências, as minhas e as dele, fiz-lhe alguns cortes em rectângulos. copiei na visita que fizemos à loja da vitra os eames cards, e ele já construiu uma girafa. com tanto cartão que continuamos a guardar por aqui  um dia destes arriscamo-nos em cortes mais elaborados.

9 de novembro de 2012

o mundo às voltas


















em basel o migros deu-nos sardinhas portuguesas para o almoço e o ikea uma assadeira produzida em portugal. é o mundo às voltas.

8 de novembro de 2012

somar














um dia destes. pus-me a bater testos e a fazê-lo espalhar pedrinhas. fizemos duas somas e paramos. havemos de repetir.

7 de novembro de 2012

a menina gotinha de água


 a menina gotinha de água de papiniano carlos passeou por muitos lados. foi desenhando enquanto contava a história que é comprida e com muitas descrições. foi trabalho para quase toda a manhã. depois com as poucas peças que temos do ball track set imaginamos que os berlindes eram gotas de água que desciam velozmente as montanhas e entretanto enquanto fervia a sopa vimos como as gotinhas quentinhas ganhavam a capacidade para voar até às nuvens para voltarem a cair de novo. contamos agora visitar as cataratas, ele foi abrir a torneira mais próxima no seu máximo a ver se a água em grande velocidade formava mesmo espuma, acho que confirmou.
 
nota: como não quisemos perturbar o desenho com as anotações fica aqui o registo para mais tarde recordar. da esquerda para a direita e de cima para baixo:
-a menina gotinha de água e as suas irmãs nas nuvens.
-o arco íris
-o mar com um peixe a saltar, uma baleia e uma barco
-um muro para separar o mar das cidades
-uma casa, um carro e um comboio
-o sol sorridente e as nuvens já cinzentas
-uma montanha com uma nascente
-uma flor murcha, uma flor arrebitada com uma gotinha
-um pinheiro com dois pássaros a cantar ao desafio
-uma árvore cheia de ramos viçosos, 5 maças e um pica pau
-4 passarinho no chão

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982