28 de outubro de 2007

27 de outubro de 2007

25 de outubro de 2007

25s


tenho-o em posição cefálica. tão cedo, já a postos? esta semana intriguei-me com uma viravolta no ventre que terminou endurecido num ponto alto do lado direito. significa que insiste em pontapear-me nesse ponto onde deve ter encaixado o rabo e faz-me cócegas no baixo ventre. esta semana os pontapés apontados deixaram de ser só partilhados por mim. a ver se ainda dará mais cambalhotas...

23 de outubro de 2007

contra corrente


não há nada como correr na praia contra corrente. longe das correntes de pessoas, não gosto de correntes de pessoas, fujo de pessoas. do que mais gosto é de contrariar ciclos e, nem sempre contrario. gosto de dunas desertas e ainda recordo as descidas escorregadas de umas que guardo em segredo. gosto do pôr do sol, gosto quando o sol se põe e quando se quer pôr. tenho perdidos muitos sois postos ao fim de semana, esta semana perdi mais um. os esquissos absorvem-me os pores de sois e eu quero-lhes contrariar este ritmo e desde os tempos da faup que digo o mesmo. agora, de barriga cheia, altura que queria mesmo mudar de ritmos, os ritmos continuam os mesmos. trabalho fora do horário do trabalho e fora do horário do trabalho queria fazer outras coisas. enquanto isso o meu principe cresce dentro do meu castelo.
.
qualquer coisa e escorrega-me água com sal, andamos descompensados o tempo e eu. não era suposto chover?

21 de outubro de 2007

24s


a 3

20 de outubro de 2007

19 de outubro de 2007

remade portugal



ninho


trabalhar com a natureza e ao seu sabor é o que andy goldsworthy tem vindo a fazer, descobri-o lá dos tempos na suiça. a minha natureza diz-me para preparar o ninho. sinto-me "atrasada" ou o que quer que isso queira dizer. o outono seria propício a preparar ninhos quentes e aconchegantes mas, onde anda o outono? é que, espreito, vejo-lhe as folhas caídas, mas ainda não o encontro será por isso que me atraso?

a place like home


por aqui

11 de outubro de 2007

fragmentos em ruina de uma vida



em mãos a destruição de mais um pavimento hidraúlico e de mais uma pedra maciça escavada...

23s


9 de outubro de 2007

my baby grey's



gostava de me colorir mais na vida e na aparência mas retraio-me e arrisco pouco. continuo pouco colorida, cinzenta, talvez mortiça. my baby grow's e eu vou conte-lo num grey entrançado que me deliciou pela suavidade do tom e por fugir aos tons de azul não me prendo ao anzol para (não) ser original. agora, combino-lhe um branco luminoso ou um colorido garrido. para mim, para a deslocação dos nossos futuros acessórios mais imprescindíveis, uma mala. uma baby bag perfeita, florida mas não colorida, alegre mas sem macaquinhos queridos que os da cabeça já me chegam. a combinar com o sling. pois claro.
.
mais uma vez expliquei que não, que não precisava de transportar a mala adquirida em mais um saco inútil, que a mala se transporta a ela própria e que se dispensa a acumulação desmedida de sacos e saquinhos lá por casa. é particularmente nas compras, loja a loja, que mais me chateia o acumular de sacos, de papel ou não, não gosto de navegar em sacos. pode ser que no futuro próximo pelo menos os de papel sirvam para o (re) corte e colagem ou para os riscos e rabiscos do rebento.
.
também para o enxoval encomendamos este.

6 de outubro de 2007

re COOP erar


os meus pulmões, cérebro e coração começam a ressentir-se dos apertos e reajustes que semana após semana o meu corpo vai sofrendo. ainda não arfo mas já me fadigo mais rápido. ainda não tenho prateleira mas já enfarto mais rápido. o cérebro não se queimou mas é capaz de andar mais retardado. lá dos tempos da suiça era um saco do coop, que guardava na minha mala para as compras transitórias do dia-a-dia. já lá vão 7 anos e já os pagávamos um a um como agora começam a fazer por cá. lá tinha um dia-a-dia diferente, mais rotineiro mas mais livre. aqui prendo-me, prendem-me e eu seguro-me. lá o tempo tinha outro tempo e eu dava mais ginástica ao corpo e via com um olhar mais disponível. ouvía mais desperta os tugas entre os suiços, já lhes identificava a pinta e destinguia-os ao primeiro raspão. por aqui cheguei ali e deliciei-me com a campanha e senti-lhe saudades das rotinas, das compras, do ambiente. olá andré, por onde andas? que será feito da cristina?

5 de outubro de 2007

1 de outubro de 2007

chocolate


desde outros tempos que o hábito desapareceu. nunca foi hábito que chocolate em tablete nunca foi perdição mas por lá descobri-lhe um sabor digestivo, assim a completar a última refeição tipo última ceia. um quadradinho marchava sempre e no supermercado abastecíamo-nos de vários por cada viagem. hoje assaltou-me uma vontade voraz de os ter comigo de reserva e assaltar um quadrado digestivo. a cor de chocolate povoou-me a mente a mim que não sou de desejos especiais. vejo-me aos quadradinhos de uma cor chocolate. abro cada gaveta a tentar explicar-me a vontade e dentro de mim sinto um ginasticar constante que me deixa feliz.

27 de setembro de 2007

brilho de outono


há mais de vinte anos que detalhei características de folhas recolhidas. agora que se sente o outono no ar, o brilho dourado das suas formas e cores continua a entusiasmar-me e voltaria a registar-lhes características.

26 de setembro de 2007

my baby grows


tivesse eu jeitinho para escrever e descrevia-me alucinada com o técnico que ecográfica e morfologicamente mo analisou. e não é que o homem vomitou as vísceras relativamente ao que pensa do mundo e do que o rodeia invocando uma série de temas e personagens que para ali nunca foram chamados? e não é que no meio das queixas relativamente ao que os outros roubam me roubou mais de uma hora e meia de espera e paciência para o ouvir sem lhe responder a preceito? sou como ela. atadinha.
.
esgotada a paciência para se quer me apetecer fazer muitas perguntas sobre o tema para o qual nos juntou, de facto, ali. saí como entrei. tranquila relativamente ao que esta do lado de lá, a saber que mexe e remexe, consciente que cresce, sem fixações com parâmetros morfológicos mas consciente que este era mais um momento de contacto visual entre nós para nos irmos acompanhando um ao outro. esse momento saiu estrangulado pelas goelas de um técnico. e eu tirava-lhe a crista e redirecionava-lhe as palas não fosse eu politicamente correcta também lhe despejava ali as minhas vísceras e não matutava mais no assunto.
.
my baby grows e não escolhi ainda nenhum arsenal (do que me parece indispensável ter na sua recepção). tenho meia dúzia de babygrows mas já sinto a hora de começar a pensar em que cores o quero recebido. a nossa viagem vai a mais de meio e sem pressas desfrutamo-nos.
.
nota:babygrow daqui

19 de setembro de 2007

20s


nunca me apeteceu transformar este espaço num espaço ao estilo babyblog, mas a barriga cresce e exprime movimentos mais fortes que eu...

18 de setembro de 2007

13 de setembro de 2007

um piscar de olhos


pede-me sestas. eu que nunca tive uma relação saudável e diurna com o leito ando tentada a ceder-lhe todos os dias. sinto francamente que é disto que preciso entregar-me ao meu ritmo. de noite assaltam-me sonhos que nem sei de onde me chegam, não descanso portanto. de dia os olhos postos no computador cansam-me a paciencia e cientificamente deveria piscá-los mais vezes e olhar infinito. às 19 semanas mexe e remexe que lhe sinto as cambalhotas. ao anoitecer envolvo-o com afagos gordurosos.

12 de setembro de 2007

11 de setembro de 2007

signs


na infância não fui nada travessa, criança calma, serena, diria tímida, inibida. na pré-adolescência fui macaca, trepadora de tudo o que fosse barreira, contorcionista amadora, não largava as estruturas em ferro da escola onde se competiam habilidades, saltei muros e desafiei a gravidade, já arrastava ballet's comigo. na adolescência preenchi-me na dança, primeiro na clássica, depois na contemporânea, sem me permitir um único dia de folga. esbarrei no seu abandono, as voltas que a vida dá. a seguir lutei comigo e por mim, saltei a barreira e universariei-me, nos intervalos ainda andei de novo à procura da dança em mim mas, a formação principal absorveu-me as energias. fugi um ano, gostei e não deixei de ser menos agarrada à terrinha. no momento mais desencontrado da minha vida encontrei o par com quem irei agora partilhar a mais doce primeira viagem. parece que foi ontem que o descobri, calças amarelas, cabelo a simular o mundo e olhos a denunciar doçura...
.
da pré-adolescência uma cicatriz na pele
.
da adolescência uma cicatriz no âmago

10 de setembro de 2007

(n)os pés (n)a lua


espero tempo mais fresco para definitivamente estrear os primeiros é que, ainda me escorregam os pés com este calor e o chinelo sempre ainda é mais arejado.
.
espero tempo ameno a manter-se por mais umas semanas para ir a tempo de inaugurar os segundos exemplares, já desejados e não encontrados, que esta semana voam directamente de lá.
.
estes ficam para o ano
.
tão outonal! posso calca-lo de sapato novo?

8 de setembro de 2007

música para os meus ouvidos



sou esganiçada a cantar e tenho consciência disso, ao menos tenho-lhe a consciência que ainda há quem não a tenha. no entanto, gosto de vocalizar e estrebuchar as cordas vocais, quem não gosta de espantar? não espanto ninguém no banho que o respiro à escuta faz-me confusão. gosto de me espantar no carro e de volante na mão, que não quero ouvidinhos estoirados de ninguém e gosto de estrebuchar os agudos e explorar os graves. gosto de ir assim comigo, eu comigo a soltar-me de mim. pena que (lá vem sempre a parte negativa na vidinha) tenho reduzidas as viagens motoras e solitárias. agora dou mais ao pé ou aos pés, que também fizeram com que permanecesse mais vezes no rés do chão com suporte desportivo. hoje uma viagem fez-se a estoirar a voz que as lembranças esticam-me os pelos e arrepiam-me as memórias. lá estou eu com as memórias e com os meus botões.

7 de setembro de 2007

(des)fiar



voaram-me as amigas, evaporaram-se-me as cumplicidades. não é que alguma vez as tivesse no plural mas, agora é que é. agora é que me descarrilaram e desengataram carruagens. a vidinha vai de corrente, para um lado, como os rios em direcção ao mar, até parece, apesar de tudo, que nada a tem desviado. as amigas, um plural talvez falso talvez não, correm em contra mão. mesmo com vidas desemparelhadas, que não há meio de se conjugarem timings e telepatias, os espaços de empatia reduziram-se a pó. umas porque se concentram na vidinha e não querem sair do trilho nem para desopilar a rotina, outras porque descarrilaram e não querem discutir a vidinha que corre, outras porque se esqueceram que as empatias passadas são de valorizar mesmo que a lua esteja ao contrário. viraram-se para outras paragens. talvez sejam os dissidentes não coincidentes que desorientam conversas. bolas! mas já estarei afunilada de temas? às vezes ainda não me sinto cabida em encontros de maternices e descabida em encontros de all night long.
.
os momentos com (um)A amiga guardei numa gaveta mas, acho melhor mudá-los para o congelador.
.
sobra-me ela
.

sobra-me ele

.
(des) concentro-me em ti
.
coso-te manualmente uma manta de retalhinhos a ver se vai a tempo. sou bela adormecida e o meu príncipe está em mim. na manta combino-lhe a branca de neve com sete anões onde enumero sete personalidades. chegarás calmo, endiabrado, reguila, soneca, envergonhado, sabichão ou rezingão? e divago entre histórias de encantar e encontros desencantados...

6 de setembro de 2007

temperatura imprópria



para grávidas que não podem faltar ao trabalho. até um tanque me sabia. agora vêm-se poucos tanques. na profissão aplicam-se mais os espelhos de água que os tanques caíram em desuso. lembro-me da avó lavar no tanque, da água muito fresca a correr sempre límpida. lembrar essa frescura refresca-me a memória e a memória refrescada já não é nada mau quando a sala de trabalho me parece derreter até aos miolos.
.
lindo este espelho de água do barragan.

4 de setembro de 2007

fidelidades


os meus pés não cabem nas croc's. desisti delas. continuo fiel às havaianas.

3 de setembro de 2007

dois corações batem em mim



ela encontra-os sempre. eu, tenho dois comigo. um grande, um pequeno.

1 de setembro de 2007

ELE




tenho dezassete semanas e satisfiz as constantes questões do ele ou ela. o redondo da frente compete com o detrás já existente e eu ainda me balouço com graça. o pai voa para o outro lado do mar e tu continuas do outro lado de mim.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982