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11 de junho de 2019

o nosso domo feito casulo de hibernação



enfiei-nos num domo onde nos apeteceu hibernar. quase vivemos em metamorfose acelerada depois da excitação inicial. do casulo enroscados, aninhados uns nos outros ao primeiro voo, qual bater de asas a sentir o vento e o céu encaixado na montanha numa primavera tardia e fresca. levem-me os anéis, os presentes de pérolas, as pedras preciosas, os diamantes. dispenso as malas, as peles e muitos gadgets. presenteiem-me com mais dias assim. só assim. com tempo para eles subirem o monte e descerem os decibéis. tão natural quanto a natureza que os envolveu. 

17 de dezembro de 2018

cantinhos a que hei-de sempre voltar

temos sítios nas cidades por onde passamos onde plantamos memórias. mas, por passarmos muito mais tempo numa, há muitos percursos que fazemos que nem sempre nos devolvem uma espécie de estética de bem estar que ultrapassa várias dimensões e níveis de estar. gosto de os levar a expandir em dois sítios nesta cidade, um com um de horizontes infinitos com uma presença infinita de muitos por de sois e este parque. 

4 de setembro de 2017

herbário



lançamo-nos de novo a um herbário com registo das plantas do nosso pátio, já o tínhamos feito uma e outra vez mas os anteriores registos não envolveram de uma forma tão participativa o filho pequeno.

11 de julho de 2017

o nosso pedaço de chão




























as férias deles. os privilégios deles.

24 de junho de 2017

meia dúzia de parabéns















tiveste, finalmente, uma festa à séria.  a nossa entrega total, como merecias. em outros anos calhou-nos quase sempre estarmos ou em trânsito ou em improvisos. meia dúzia de anos, meia dúzia de amigos, o parque, ideias com muitos contributos  e o teu obrigado reconhecido.

11 de abril de 2017

rembrant escossês



















enquanto fintávamos chuva e quilómetros em extensões desproporcionadas, as imagens lançavam-se como chapadas leves. aqueles filtros atiravam-nos quase em permanência para rembrant. quilos de quadros numa espécie de exposição permanente em movimento.

14 de junho de 2016

this moment



coleccionas bolotas, recolhes todo o tipo de bolotas. nunca perguntas o que posso fazer porque te bastas. 

26 de abril de 2016

this moment

















de cada vez que trepas uma árvore tranquilizo a ideia constante de que há ecrãs a mais na tua vida.

7 de dezembro de 2015

super poderes




mais valias, novos skills, novas ferramentas, e as frases a ecoar: as crianças, as crianças, as crianças absorvem tudo, ao fim de uns meses estarão a assimilar e a sugar o meio que as envolve. ok. confirma-se. as crianças conseguem. têm super poderes. mas esse discurso reconfortante ecoa sempre como o da boda molhada e abençoada. ecoa sempre como o discurso do puerpério. é tudo mágico, bonito, emocionante mas que ma;ada, às vezes não se dorme, eles choram, o tempo parece que parar, nem sempre conseguimos enfiar necessidades básicas nossas nas necessidades básicas deles. chegamos lá todos com mais ou menos solavancos! fazer mais discursos realistas e contar a verdade toda. até ao natal não, eles não estão a falar uma segunda língua. eles começam a soltar as primeiras frases.

5 de outubro de 2015

combinar trabalhar e brincar





 

da-mo-nos ao trabalho de transformar o trabalho em brincadeira. envolver o corpo todo na aprendizagem acreditamos ter sempre efeitos positivos. a receita é simples e só precisamos de ar livre e árvores.

2 de julho de 2015

ter verde prórpio





























ter tudo catalogado. projetar ampliações, usos e manutenções.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982