Mostrar mensagens com a etiqueta mim mãe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mim mãe. Mostrar todas as mensagens

11 de fevereiro de 2019

o tempo que o tempo pode ter



demos-lhe um mergulho prolongado no tempo. uma festa a estender-se até às 8 horas laborais. houve tempo para tudo e o tempo foi o melhor presente que lhe demos nestes onze anos de vida. reciclar os rolos de papel continuam a ser uma boa matéria prima para convites muitos anos depois.

10 de fevereiro de 2019

amigos fora da rede até que a rede entre na rede




não sabemos que amigos ficarão, quais entrarão, quais sairão. não sabemos que amigos serão os amigos. não sabemos que amigos serão os amigos dos amigos. mas, ele, quer os amigos fechados na mão, aquela meia dezena que também lhe enche a casa e os afetos basilares. fi-los mergulhar numa piscina animada por uma certa ondulação que lhes caracteriza a idade. embalados, baixaram ligeiramente as energias e estiveram bastante tempo offline o que confere um objetivo positivo no século XXI e, que faz ganhar pontos qualquer parentalidade em ação. de todas as festas de inverno em que nos metemos nesta parentalidade em primeiro grau, pareceu-nos a que melhor funcionou. valeu-nos a ajuda e cumplicidade de um nadador salvador oficial do pedaço. não aderimos a modelos de festas com gelatinas e bolos forrados a massa pão e depois o resultado são aventuras num trapézio. desta vez esticamos distâncias sobre rodas o que dá sempre para fazer algum brainstorming e dá também para ouvir os amigos por que caminhos andam a navegar. foram muitas horas de festa e um filho crescido que adora o tempo que o tempo tem mas mais ainda o tempo que por vezes o tempo não tem. mais do que as prendas é do tempo de ser e do tempo de estar que ele reclama e deverá ter sido a melhor prenda que teve: o tempo que lhe demos mais o tempo distendido ao limite com os amigos. por isso não reclamou de nenhuma prenda nossa porque lhe chegou o tempo que lhe demos embrulhado em mais tempo. deixamos tudo em stand by para que o mergulho em casa tivesse pé. pedimos ajuda parental o que fez prolongar tempo ao tempo de estar. nosso primeiro amor espero que este presente cheio de tempo tenha transbordado na gaveta das tuas expectativas.

7 de fevereiro de 2019

eleven



leva cenouras, tangerinas e romãs. umas bagas que causam estranheza nos amigos amigos do pão com manteiga. a cor laranja na alma a tingir-lhe os dedos. um pantone constante a esbanjar vitamina. a vitamina A está agora no top de snaks e por isso atiram-lhe com um coelho à cara. não sei se se incomoda até porque continua a gostar de animais. espero que se mantenha roedor persistente  e roa todos os ossos duros de roer que a vida lhe poderá trazer. enche sempre a lancheira de fruta cítrica e tem ainda muita acidez na gestão emocional. vive no futuro. vive o presente no que vai acontecer no futuro. eleva-se agora ao nível eleven. uma espécie de limbo pré teen. encosta-se na coluna que recebeu no natal para apoiar o estudo que precisa de piloto e co piloto e a vontade que ele comanda com a alma lhe manda.

9 de fevereiro de 2018

era uma vez um bolo II


fazemos versões. prolongamos festas. fazemos ainda mais festas. arranjamos temas. festejamos de formas alternativas sempre a concluir que era melhor enfiar muitos meninos em armazéns e para o ano é que vai ser. mas nunca é. 

era uma vez um bolo I


todos os anos, a todas as comemorações mais especiais me espeto em resultados toscos que atinjam na perfeição o que nos traduz. não temos o lar aprumado, a vida ascética, as refeições mais instagramáveis. não encomendamos bolos de massa pão coloridos com ingredientes desconhecidos. arriscamos as nossas imperfeições mais perfeitas, repescamos o que há mais à mão e vemos beleza onde pouca gente vê. vamos ao encontro uns dos outros, adaptamos espectativas e o resultado é a nossa cara chapada ali.

10 de fevereiro de 2017

mnemónicas no estudo

























tenho para mim que estudar deve ser divertido e nunca em ambiente de tensão. temos sempre relações bipolares com tudo, nomeadamente com a introdução ou não da aprendizagem da leitura supostamente precocemente ou com a execução ou não de trabalhos de casa. olhamos sempre os episódios menos positivos pelo outro lado e por isso um destes dias foram os trabalhos de casa que nos mostraram que um ano de ausência num outro país deixou lacunas, ou não que nos parece que haverá mais colegas com as mesmas. o único exercício trazia inerente a necessidade de se terem presentes as  noções de dividendo, divisor e quociente e destas não estarem apreendidas. metemos muitas vezes "cocó" nos nossos exercícios, já provamos que é na maior parte das vezes na casa de banho que mais produtividade alcançamos. ou porque com o chuveiro a cair nos ouvimos e nos concentramos melhor, ou porque não há no banho elementos de distração, ou porque ali estamos "presos" e elevamos a audição ao expoente máximo. foi assim que chegamos ao COCÓCIENTE (quociente) como produto, ou seja como resultado da digestão da conta, ao RETROVISOR, ou seja o divisor que ficará na conta de dividir lá na janela, e ao DIVIDENDO que deixamos assim sem associações, ficou a ser o termo sobrante. se isto funcionar tenho para mim que estas associações durarão uma vida.

3 de maio de 2016

a marca das datas marcadas no calendário


























não sou muito dada à missa solene do dia da mãe, ao desfile inebriante de fotos de doces mães com os seus ainda mais doces filhos. a declamações mais ou menos poéticas de amor de uns para os outros. congratulo-me com os dias rotineiros, os mais básicos e amorfos dias, com almoços requentados, com muita conversa fiada, os dias em que rimos baixinho antes de dormir, os dias em que damos a mão e os dias em que lemos muitos parágrafos. esses dias esvaziados de decorações, encenações e formalidades. este dia da mãe não seria diferente. tínhamos planeado partilhar a construção de uma maquete a oito mãos. tínhamos planeado uma ida ao parque, uns a agarrar vitamina D outros a dissipar energia. este dia da mãe não seria diferente mas foi. foi embrulhado no nosso maior grau de carinho em cadeia e amor a tentar queimar etapas hospitalares, a ignorar todos os S's dos Se's e a agarrar todos os S's de soluções. a usar todos os tipos de analgésicos ao nosso dispor (muito funnygas) com todos os malabarismos como os que nos lá levaram. os malabarismos dele são mais acrobáticos que os nossos, com a idade ganhamos contorcionismos mentais. são só dois ossos repito enquanto amorno a frieza inicial. o tempo ligará o rádio e o cúbito que  voltarão a encontrar-se com os carpos, muita música ainda por tocar e voltarão a lançar-se na arte contorcionista desta vez com uma reserva permanente de  pó de magnésio na carteira e trapézios com uma rede grossa feita de amor. e estes dias vão voltar ele promete.



30 de dezembro de 2015

rescaldo de um dia de mãe em tranquilidade absoluta

































sabe-se que para uma grande parte das mães este seria um dia de mãe perto de um apoteótico ataque de nervos. meninos em exaltação em pleno reencontro metidos dentro de armários de lanterna na mão a magicar as mais soltas brincadeiras. o momento do lançamento do míssil só estava a começar e a mãe perante animado avanço tranquilizava. nada a deixa mais tranquila que meninos a soltar a imaginação, a partilhar momentos fisicamente. seguiu-se um almoço tranquilo entre garfadas de riso que contagiam qualquer grão de arroz a saltar chão fora, a mãe, sorriu aos grãos de arroz que ficaram no prato, eles sorriam de volta. os meninos saíram arrastados, pelo caminho passaram na "selva" e no "deserto", enfiaram uma máscara de macaco e fartaram-se de arrancar picos afiados de um cacto. tudo sem previsibilidade. o sol disse-lhes olá e eles não quiseram perder tempo com ele e foram fazer uma espécie de sesta entre legos. sussurravam entre encaixes e partilharam construções até à hora do lanche. encaixamos uns chutos no exterior entre a suposta sesta e o lanche. até o despertador da fome tocar. entre garfadas de cerelac fizeram magia a cada gota de corante alimentar que lhes era servido num prato ao lado. os pratos de leite transformaram-se em obras de arte abstracta. as duas dezenas de fotos guardadas comprovam-no. brincar de forma orientada e de forma livre são pratos da mesma balança. por isso quando se lançaram no projecto de construir uma cabana no quarto, envolvendo camas arrastadas, camas de bonecas a fazer de estantes de livros para a cabana, mantas com muitos nós e colchões e almofadas a dançar, foi quando a mãe se sentiu mais no céu. nada supera sentir meninos a partilhar momentos assim. que se lixem as arrumações. desarrumar para brincar arruma as cabeças das crianças. temo que uma casa arrumada e uma criança com um suporte eletrónico lhe possa desarrumar mais a cabeça. terminamos com uma refeição completa, ninguém se queixou da sopa e de sobremesa servimos um trivial pursuit. trocamos as perguntas tradicionais por vários quiz's temáticos e queridas mães nem imaginam o que eles já sabem sobre o mundo! eu adorei ouvi-los! foi um rico dia! obrigada às mães que o permitiram!

19 de dezembro de 2015

until the edge


















ansiosa pela praia de inverno. a mágica praia de inverno. esse nosso canto desamparado onde as melhores memórias de infância deles podiam ficar enterradas. a nortada, um parque infinito de brincadeiras sem orientações, um imenso tapete amortizante e uma imensidão de material moldável pronto a espalhar brincadeiras e a dificultar as corridas nas mais altas velocidades. essa mesmo. essa praia de casacos polares apertados até ao pescoço, às vezes de gorros a tapar orelhas resfriadas. essa praia deserta de gente e preenchida de bandos de gaivotas. esse maravilhoso parque infantil sem barreiras, nem temas. sem nada. esse maravilhoso mundo onde ao nada se tira quase tudo o que às vezes basta. essa praia com onde o sol se deita alaranjado. essa que mesmo no pico do inverno nos faz tirar as meias dos pés porque o sol fez cócegas nos grãos de areia. essa que se encerra de nevoeiro. essa praia que fica literalmente aos nossos pés à distância dos nossos olhos.

17 de dezembro de 2015

anglo saxons world


























aquelas mães, uma seca de mães, que estão lá em todas e fazem uma patética inveja porque pegam em máquinas de costura e desencantam fatos em dez minutos. uma seca essas mães.

14 de julho de 2015

X





























volto a entrar no laboratório, confirmo que as experiências que vamos fazendo vão dando resultados és um menino equilibrado. trazes um adn próprio. tenho um amor infinito por ti. deste-me o melhor dos presentes: ser mãe. estamos prestes a fazer combinações novas, a abrir caixas cheias de tubos de ensaio, a fazer misturas que nunca incluímos nos nossos desafios. a vida será sempre um desafio mesmo no circuito mais estático. mostras-me que não há-de ser nada. são só mais umas experiências com dados novos. não sabes o que te espera e is not a big deal. abrirei o embrulho contigo. havemos de puxar as primeiras pontas juntos mas quem vai ter a tesoura na mão para cortar a fita cola és tu.

19 de junho de 2015

continuar sem saber o que ser quando crescer

























dedicar atividades à semana aberta como profissional. a escola abre e entrar por ela adentro é o prazer do ano. há sempre cartas na manga que se acumulam entre rotinas. as estrelas com a tabuada já tinham estrelado as nossas noites e resultaram bem. para os mais pequeninos trocamos o óbvio, bolos por fruta e carregamos mais de 20 frutas diferentes. há tantas coisas que podemos fazer com fruta- conjuntos, ordenar, provas, texturas, cores, sabores, etc. aos maiores o documentário proposto não lhes foi indiferente, aqui por casa já os tínhamos feito cobaias e vamos continuar a explorar mais episódios. teatralizar a leitura para prender uma plateia funciona sempre bem, é uma carta na manga que captamos da família. a coleção geniozinhos está sempre mais do que adequada a apresentar em qualquer ano do primeiro ciclo. sempre a procurar o prazer de descobrir de aprender. 

1 de abril de 2015

primas

























cresci com as mães delas naquele casarão sem água quente, tectos muito altos, escadaria de palácio, jardim das maravilhas. quando cá em casa arrastam camas, viajam com malas a sério, montam tendas e se metem em todos os armários, mesmo que tudo fique do avesso, desejo que cá voltem de novo. muitas vezes.

20 de março de 2015

do que nos interessa a nós





























és o meu tubo de ensaio. contigo nasci cientista. investigo ingredientes e novas combinações por e para ti a cada dia que passa. a cada novo desafio que nos aparece pela frente. avanço e recuo. avançamos e recuamos. experimentamos novas combinações e quando atinges um pequeno novo equilíbrio por mais pequeno que seja, sinto-me bem sucedida, acalmo, relaxo, sento-me no confortável cadeirão da maternidade e contemplo. mas a tua vida avança e abre todos os dias novas janelas. rasgas novidades que nos fazem voltar ao laboratório a cada variável que surge. fazemos novas misturas. acrescentamos novas substâncias e, temos resultados umas vezes mais bem sucedidos que outros. fazes-me imergir em reflexões. já me fizeste ler relatórios sobre métodos de aprendizagem. já confiei que avançavas dando tempo ao tempo. e o tempo provou que sim. devemos confiar-lhe muita coisa, muitas mais coisas.devemos sossegar mais vezes, muitas mais vezes. devíamos ter muitos filhos e desconcentrarmo-nos de cada um. já voltamos um passo atrás e pareceu que avançamos dois. mas sem o avanço e o recuo não teríamos avançado duas casas. às vezes as contas +1-1 podem dar +2 basta introduzir a variável novas experiências nessas somas e a matemática pode baralhar-se e a equação deixar de pertencer unicamente a esse domínio.  não guardei no álbum de bebé nenhum pedaço do teu cabelo. mas cortei-te a farta cabeleira desde que nasceste. muitas vezes no primeiro ano. registei algumas, desacertei outras e repeti estratégias para não teres simulacros de tigelas na cabeça. nunca passeei no pescoço nenhum  fio de ouro com o teu primeiro dente ao dependuro.  casei o ordinal e o cardinal correspondente na cabeça, sete dentes até ao dia do sétimo aniversário, e mesmo assim receio que a memória me traia. voltam sempre a repetir zumbindo-me aos ouvidos a tua minúcia nas actividades que executas, nos exercícios manuscritos, nas manualidades e na ponderação que imprimes. mas estes últimos meses rodopias com as ultrapassagens que fazes à lentidão e à frustração inicial pelos trabalhos que deixavas por terminar.  a ginástica penetrou-te cérebro adentro e flexibilizou o raciocínio e a capacidade de trabalho. és desajustado nas primeiras abordagens e nas primeiras aproximações e integrações mas rápido a entrar na engrenagem e a mimetizar o que te rodeia. tens os ingredientes envolvidos com a batedeira na velocidade máxima vindos do pai e da mãe, os físicos e os psicológicos e, à medida que cresces vamos descodificando a origem de cada sabor, mesmos os aromas adicionados só para apurar. rebobino a minha infância e encontro a agilidade, a destreza física, a flexibilidade e a relação com o corpo que fui perdendo em mim e quase fico a ver-te ser capaz de trepar o muro de 6 metros que me fazia libertar da preparatória mesmo quando tinha um pulso com pontos. treinei o pino incluindo abertura de 180º medidos a transferidor até ficar perfeito e quase cheguei ao flik flak por minha conta ainda o pinheiro da tua escola era pequeno. revejo-te nos mortais que arriscas sem pensar nos riscos e invejo-te os colchões e o treino que te amortecem as tentativas. todos os dias encontro genes do papá quando acertas os punhos das camisolas e as alinhas em paralelas certinhas. és tão nosso, tão misturado, que chego a cegar-me de deslumbramento por milésimos de segundos. outro dia num almoço de muitas mães fiquei uma hora a ouvir uma deslumbrada a falar do seu deslumbramento. quase desmaiei com o soporífero. é tenebroso ouvir mães deslumbradas, cegas de amor, maçadoras descrições de cada palavra mal pronunciada. tenho a certeza que camuflei uma expressão de tédio para não ser desagradável e que me inibi de pronunciar e partilhar todas as equações das habilidades que os meus filhos sabem fazer. são tão normais que nunca as debito. são tão entediantes, tão sem graça. dizem palavras tão normais, cheias de cócó e disparates à mistura que temo maçar o mais entusiasmante e paciente ouvinte. deixo-as falar, às mães e, sinto-as felizes numa felicidade alucinada por uma outra mãe não replicar com novos episódios num jogo de pingue-pongue salteado em que cada uma se ouve a si própria. chego a subvalorizar-vos as aquisições e a induzir em erro características e depois tenho de me corrigir e ver que afinal em vocês, em nós também há magia. até agora os vossos álbuns de fotografias são os mais bonitos que vi até hoje. só para que vos conste!



8 de fevereiro de 2015

aniversário

















fizemos um aniversário partilhado mas voltamos a dobrar tsurus

30 de setembro de 2014

eles






















acabados de nascer cada um já com a sua minúscula história a reboque. as horinhas que antecederam cada um dos seus primeiros minutos são especiais como serão a de todos os bebés de todo o mundo mas as deles são nossas. carregavam já muitas diferenças físicas que nos introduziram logo na maravilhosa descoberta que é ver uma criança crescer e exteriorizar uma séria de mistérios da genética. não acredito na tábua rasa. tivéssemos nós uma coleção de filhos ou de gémeos e nenhum se encaixaria na personalidade do outro sem nenhum desvio e isso é mágico. vê-los crescer continua a ser mágico, gosto da tarefa, não gosto de delegar. 

26 de junho de 2014

do que nos interessa a nós

tem no sorriso uma grande porta aberta para as férias e dirá o tempo começará o primeiro ano sem a corrente de ar que mais uma abertura lhe emoldurou o maxilar inferior. foge ligeiramente de beijos e amassos e não gosta de se expor. gosta mais de acrobacias do que melodias e melaço. gosta pouco de emendas, de rascunhos e de rasurado. não foi à bola com os dragões mas não tem nenhum episódio de pesadelo para o registo e já passaram uns bons 6,5 anos. tem mais bagagem do que a que exprime. herdou do pai a perfeição que imprime em cada tarefa e uma farta cabeleira aparada desde recém nascido pela mãe. permeável a influências vai flutuando entre as familiares próximas e as da comunidade escolar. é na experimentação, no mundo, a ver o mundo, com todos os seus sentidos soltos, que melhor progride. a escassez dos beijos que distribui compensa com todas as flores que me apanha pelo caminho.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982