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19 de março de 2019

windows with messages



as janelas das nossas redondezas falavam. falavam sempre de muita coisa. e às vezes substituiam as notícias da tv que não víamos.


22 de janeiro de 2019

quando levitamos


às vezes preciso de paliativos para tamanha voracidade de crescimento. não conseguia dormir porque perguntas em catadupa lhe assaltavam o pensamento. parecia uma tropa de armas em punho a disparar perguntas encadeadas. de onde vem tuso, mesmo tudo o que gera esse tudo de onde tudo começa, de onde vêm esses materiais que geram material que explica de onde tudo nos chegou. entrei em espiral, em loop, ourada com a pergunta e a certa altura só me surgia o ovo e a galinha e a galinha e o ovo e esse ciclo vicioso, viciado de vícios. eu percebo a grandeza de pensamentos que o terão feito ourado com tamanho balanço. filho essa é a pergunta para a qual não tenho resposta , nem eu e nem ninguém. pedi-te para a continuares a procurar porque procurar é a base de tudo.



9 de dezembro de 2018

sem parar onde irás parar?


és o nosso recheio que ouve e reflete, que ouve e pergunta, que ouve e opina. és o nosso recheio que pincha, és o nosso recheio tipo peta zetas na boca, és o nosso recheio que derrete e transborda. és o nosso recheio doce como mel, como favo de colmeia encaixado numa forma o mais otimizada possível. és o recheio da nossa sanduíche. és o nosso recheio estaladiço e muito crocante. um destes dias, como de costume, saltitaste de questão em questão com arranque num nome de uma escola profissional, esmiuçaste todos os níveis dos primos mais velhos, cada etapa escolar, cada nível do jogo e remataste como de costume: ah!!!! mas eu vou acabar a faculdade! ninguém me pára!!!


18 de setembro de 2018

cabeças no ar



no carro há mais espaço para o cérebro ter menos estimulação e mais facilmente surgem perguntas: porque se chama quarto crescente? há tantas utilizações da palavra quarto, as frações, onde dormimos, porque utilizamos quarto crescente se é metade da lua que vemos? mais tarde googlamos a questão , satisfizemos a curiosidade e avançamos em conhecimentos que vão além da informação que nos passam na escola. por isso tentemos reter a ideia mais do que reproduzir matéria para testes estimulemos as crianças a fazerem perguntas. para que as suas cabeças andem mais vezes no céu sem limites.

6 de setembro de 2018

a escola, as notas, reflexões do início do segundo ciclo

está em transição a ambientar-se a um novo ciclo imergido no seu contexto pré aulas. vai a meio gás com professoras orientadoras que fazem testes de diagnóstico para respostas de testes de percentagens. uma questão pedia a seleção de povos que tivessem passado pela península ibérica. justificou-me mais tarde que sim, que nas aulas em inglaterra tinha observado um mapa a confirmar que os vikings também tinham passado pela península ibérica incluindo portugal. a resposta tinha um MAL em letras gordas e vermelhas. nós fomos confirmar e explorar no senhor google e de facto embora possa não ter sido a presença mais marcante sim eles andaram aí e já há quem tenha investigado com maior profundidade essa evidência. é aqui que divirjo. o percurso escolar sair deste beco sem saída, de respostas para pontuações de testes, para outro patamar que comece em professores melhor remunerados e com uma formação mais exigente a vários níveis. são eles os médicos da vida do nosso futuro. obrigada por mais um episódio que nos permite crescer a partir de casa e questionar-mo-nos em conjunto. estas são as oportunidades para nós mais mágicas.

28 de junho de 2016

internet segura



temos assistido a uma preocupação emergente em formar, alertar, orientar e informar os pais para esta nova realidade em que inequivocamente os nossos filhos mais tarde ou mais cedo lidam. sem retrocesso. todo um novo mundo para o qual as gerações passadas não trazem know how. e neste mundo virtual, como em todos os outros em que nos movemos, o processo de alerta deverá manter-se - diminuir os riscos para aumentar os benefícios. a tecnologia não estará assim tão longe do paralelo que começa por atravessarmos uma rua com os nossos filhos. quanto mais pequenos mais em rédea curta nos movemos. no início, nem se quer atravessam, fazê-mo-los atravessar, no colo ou no carrinho. mais tarde de mão dada até que adquiram competências de compreensão para que assimilem a causa efeito que começamos por transmitir. depois repetimos as regras várias vezes, regras que nos são naturais. com a rua, com o fogão, com as escadas, com as árvores que trepam, com a convivência em sociedade no geral, com a cidade. no geral conhecemos os riscos, tentamos reduzi-los para que os benefícios cresçam com eles. quando se movem numa rede virtual aberta há todo um mundo desconhecido de riscos e perigos. estudos revelam que no youtube sobejam perigos na mesma proporção em que está no top de preferências de crianças abaixo dos 5 anos. exercer a paternidade significa decidir o momento em que os consideramos aptos a pegarem na faca por sua conta e risco, depois de lhes termos transmitido todas as regras de conduta de como usa-la. na utilização de uma rede num suporte tecnológico poderemos ter presente três C's: 
CONTEÚDO
CONDUTA
CONTACTO
que conteúdo permitimos a que acedam. que conduta os pode orientar na sua utilização. que contactos em rede permitimos. porque nunca devemos partir do princípio que as premissas são conhecidas como não partimos da ideia que os nossos filhos saberão utilizar um fogão sem que lhes tenhamos dado ferramentas mínimas de utilização. as estatísticas também abordam a quantidade assustadora de crianças que por acidente têm o motor de busca a levá-los a imagens que não sabem ainda digerir. e que gravam no cérebro com déficit de ferramentas de processamento. por fim, ficam as perguntas no ar:
-quantos mecanismos de acesso livre existem em casa?
-onde usam o acesso?
-o que usam?

22 de junho de 2016

sol de meia noite, o sol steti


Porque ainda é tão de dia e já vamos dormir? São mais duas horas de dia que fazem diferença na latitude que nos é mais familiar. Nunca vivemos tão perto das auroras boreais e do sol da meia noite e por isso esta luz rasante que agora nos entranha nas memórias, serviu para falarmos mais uma vez da incrível bola que habitamos. E estas aprendizagens motivadas pelas vivências batem qualquer dia passado sentado na secretária de uma escola. Batem qualquer teste formativo, sumativo, informativo ou de aferição. Estas são as bolas que metemos na baliza. Temos outras que foram à barra, passaram por cima, saíram. Mas um dia, quando voltarmos atrás, o impacto das que entraram vai ser inequivocamente maior. "chegamos" ao sol da meia noite, o dia que coincide com o solstício de verão, nas zonas polares, onde o sol brilha quase 24 horas. e esta luz que em muitos dias nos banha traz novidades que nos entranham nas memórias.

25 de janeiro de 2016

é suposto educar

















































não é suposto os rapazes resolverem a vida à pancada e não é suposto as meninas serem vaidosas. não, não é suposto os rapazes não chorarem e não é suposto as meninas brincarem  só às mães. não é suposto os meninos não brincarem com cozinhas, não é suposto as meninas não saberem encaixar legos. por isso quando ontem a tensão subiu no parque voltamos a conversar sobre encontrar outras formas de usar a nossa caixa mágica que nos distingue de outros animais. por isso quando a tensão sobe entre os irmãos voltamos a conversar. os irmãos cá de casa também se chateiam, implicam, negoceiam, disputam territórios, alimentam conflitos que tentam resolver muitas vezes tão irracionalmente quanto lhes está na sua natureza. temos tempo. damos tempo. e tenta-mo-los transportar a conceitos práticos de disputa, que resultados, que soluções que alternativas. dois leões a disputar território pressupõe morte nos casos mais extremos mas se aos mesmos leões lhes fosse dada a oportunidade de conversar, de em alternativa acertar um acordo que acontecia? eles procuram a resposta e eu vou acabar o jantar...

30 de novembro de 2015

newton ears dog

























abrir sempre a porta aos passeio mais inesperados mesmo com meninos pequeninos. a biblioteca do colégio trinity guarda algumas das orelhas de cão de newton, uma particularidade de marcação dos livros por si explorados, que referenciava não só as páginas do seu interesse como também a parte de texto que queria aprofundar ou relevar na sua leitura. newton, dizem, foi quem mais impacto teve na história da ciência. a propósito da maravilhosa visita à biblioteca revimos este episódio em particular,
*
mama agora já não deve ser tão fácil descobrir estas coisas todas, já há tanta coisa que nós já sabemos que deve ser dificil descobrir coisas novas.

2 de novembro de 2015

look both sides


























olá futuro. espero que te encontres bem, de boa saúde e cheio de momentos felizes. nós por cá andamos. vamos caminhando e usufruindo do que nos aparece pela frente temos estratégias mentais para o que há-de vir e incluímos o máximo de imprevistos e reviravoltas que imaginamos poder ainda ter no nosso processo de gestão mental. sabemos com todas as forças e experiências que o passado já nos deu, e não são poucas, a inevitabilidade das quebras no percurso linear e já fizemos contas a muitos cenários que possam atravessar todos os quadrantes possíveis. conseguimos que isso não nos inquiete. para aqueles que nos descendem a coisa muda de figura. estão em crescimento todos os dias, sedimentam informação no seu baú mental. sabemos como são preciosas estas camadas de sedimentos que se alojam para formar memórias de vários tipos de minerais compostos. alguns, autênticas pedras preciosas e nessas haverá o amor, a amizade e a inteligência emocional de que muitos se esquecem. futuro, tu que estas aí no silêncio do teu devir responde-me se as pedras preciosas que mais quero que brilhem e fiquem lapidadas ficaram bem sedimentadas  nestas maiores preciosidades que tenho. depois, diz me por favor que estes dias tão duros que lhes estamos a acrescentar se arrumáram no baú da sabedoria emocional e se os mesmos não estão a agitar e a fazer tremer as experiências mais positivas já consolidadas, os sorrisos, os saltos, as ligações afetivas mais circunstanciais mas não menos importantes e todas as ilhas que já lá estávam formadas e com muitas hiperligações. diz me que estes dias tão duros se transformáram em meras ferramentas futuras convertidas em armas sólidas para adultos equilibrados , respeitadores , afetivos , competentes, resilientes e assim mais uma meia dúzia de adjetivos que sosseguem o espírito de uma mãe. até já futuro vê-mo-nos tão em breve quanto nos seja possível .

4 de outubro de 2015

retratos


























podes dizer à minha professora que falo português acho que ela não sabe.

2 de outubro de 2015

a escola

























era tudo novo. o espaço. as pessoas. as rotinas. a língua. superaste. superas-te-te. é bom saber que na nossa rede os fios são unidos. um mês. parabéns.


15 de agosto de 2015

visitas de estudo




























as aprendizagens estão muitas vezes fora de quatro paredes. as férias são oportunidades valiosas. temos tempero para  mais de um ano de vida. assim directo do produtor como mais gostamos.

10 de julho de 2015

perguntar é querer aprender




























ainda não sabemos quando é suposto aprenderem-se os ângulos. mas nas rotações da ginástica eles já entram. a matemática entra pela vida dentro e depois às vezes vai parar ao chão, a formulação depois do corpo em rotação. a brincar é que a gente se entende.

16 de maio de 2015

a minha família é a mais bonita porque é minha





























temos um momento que é "o" momento e por muito que façamos durante o antes coisas que não nos soam perfeitas este havemos de o prolongar no tempo. às vezes conseguimos recolher mais cedo, outras mais tarde. quando damos tempo ao tempo que temos e nos juntamos no quarto entre conversas do dia, livros e histórias contadas, inventadas ou partilhadas, desenhos ou tpc's feitos no chão a pedido, estamos ali só uns para os outros. nem panelas no meio, nem desenhos animados, nem distrações. somos só uns para os outros. depois acho que adormecemos com um sorriso.

14 de janeiro de 2014

2014






















podia imprimir esta imagem em tamanho gigante. podia ser uma imagem profissional com uma frase poderosa que tenta influenciar, inspirar e comunicar. dessas que se cospem a toda a hora em muitos murais. mas não. esta é tão só uma imagem nossa. deles. da minha vida que não sei bom por onde anda. anda neles. e não. não é só uma imagem.é um momento. e é nosso. é daqueles carpe diem que se deseja todos os dias, se tentam construir, às vezes se montam mas depois se desfazem em perspectivas perspectivadas. tínhamos estado a desfazer o natal. eles quase já desfazem o natal sozinhos. e de tarefas onde todos se encaixam a momentos de parvalheira total é um tirinho. vai dai atiram-se literalmente sapatos e casacos porta fora e depois tentamos arrastar corpos em exaltação infantil no auge. gerimos reclamações enquanto o elevador faz a contagem decrescente e quando o ar lhes bate na cara todos os planetas se alinham de novo. o maior anda mesmo interessado neles e hoje foi a primeira partilha quando chegou à escola. é uma conquista quando nos interessamos por um tema e resgatamos informação que nos motiva. nesse dia enquanto os empurrava na nossa nova nave espacial o maior distribuiu planetas entre os dois. tinha ali mesmo à frente saturno e urano tranquilos e em órbita. o horizonte está sempre ali à nossa mão de semear. por isso foram meter areia e de mãos dadas correram ao longo dos montes que o mar revoltado havia trazido estes dias. o maior chegou um destes dias a perguntar se o mar era um ser vivo e não fosse trazer definições carimbadas na cabeça teria-lhe respondido que sim. que o mar é um ser vivo. mas a resposta foi não e na dúvida a revisão da matéria faz sempre bem. e baralharam-se-me as ideias. enquanto eles continuavam a desafiar equilíbrios nos cumes que percorriam seguiram-se muitos disparos. automáticos e manuais. em quantidade. quase fizemos ali uma ode à felicidade. mas não. sabemos que ela não existe. mas aqueles click click combinados com risadas, mãos dadas, lusco fusco e ar nas nossas caras, foram puros bocadinhos dela. da tal da felicidade. e deram frutos, que depois de muitos filtros e erase's, que nos farão recordar momentos de quando os planetas se alinham e a luz brilha um bocadinho nos nossos dias.

28 de outubro de 2013

a majora fechou


















nós ainda nos vamos divertir muito com o sabichão

27 de julho de 2013

infinito - o fim

















mama os números não acabam pois não?
o infinito é o último?

24 de julho de 2013

outono antecipado - folhas e palavras a caírem do céu


































brincaram com folhas como se o outono se estivesse já a instalar. é verão, há muitos mergulhos por nossa conta. hoje repetimos a salada russa mas não repetimos a lista de ingredientes em inglês. durante a tarde apanhei-lhe onion na ponta da língua enquanto tentava juntar as folhas num monte. há nove meses, era outono, e catalogamos todas as folhas do pátio do prédio. agora andamos mais a dissecar palavras numa espécie de antecipação outonal mas há muitos dias em que não lhes ligamos muito, às palavras. folhas e palavras que pertencem ao próximo outono a dançarem no calor do verão. têm caído naturalmente que não se força a natureza. quem disse que não se pode brincar com quase tudo incluindo folhas e palavras? é sempre surpreendente o encadeamento de raciocínios, como saltam galáxias ou fazem voos rasantes. desta vez the onion era uma peça solta não associada com a cebola cozida que estrategicamente deixa para o final, ou que isola, num processo de degustação mais apurado. enquanto acumulava o maior monte de folhas já secas e caídas e as fazia dançar no ar, tal e qual como os meninos com quem "brinca" num processo paralelo, soltou um: mama quem inventou as palavras?

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982