gosta de silêncio. o silêncio da-lhe fome e espaço. agora vê o ponto de fuga mais em fuga vê que gostava de estar cosigo. hoje quase nunca está cosigo e isso fá-la andar num fio equilibrista permanentemente a cair desequilibrada. quando ficava só cosigo conseguia encaixar-se melhor em si, as vezes só isso, noutras vezes, através de textos que não precisavam necessariamente de estar em livros podiam estar em canções ou até na própria escrita. Também cedo descobriu o journaling e uma espécie de efeitos positivos na organização do que somos, do que fizemos e do que pensamos para além do que já sabemos de nós . não era no dote de conjugar palavras que se apoiava era tão só no despejar da espécie de mil coisas soltas que a habitavam. desemsarilhava-lhe pensamentos e relativizava-lhe os momentos fora do agora. as palavras saidas da cabeça fora dela era como arrumar a casa que nos desabita de nós.
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10 de janeiro de 2023
8 de agosto de 2021
thoughts to remind
i am not here for your understanding of who i am. i am here for your understanding of who you are. i am your mirror. how you feel about me, what you see in me, the thoughts that arise from your encounter of me, the judgements you hold about me are all reflections of you. they have nothing to do with me.
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8 de julho de 2020
alimentar a alma
é deste silêncio que preciso para me focar, para me reconetar e para me dar. é no silêncio que me alimento e que me alinho. preciso do vazio num processo de alternância para me equilibrar. preciso de estar comigo para poder estar depois com os meus outros. hoje finalmente voltei a ter algum espaço mental. sem fugas. os meninos estão distribuídos, a saudade presente. saudade é um sentimento que me traz alimento. as rotinas são bolachas, o ir e vir, a fruta, o vazio a água para nutrir. sou o primeiro veículo dos programas que lhes constroem memórias mas este vazio, este silêncio alinha-me. este precisar de estar eu comigo nesta ebulição boa que os dias me dão. eles são o sumo que bebo na rotina dos dias. mas vê-los ir para depois voltar aquece-me a alma.
23 de junho de 2020
9 meses dentro 9 anos de fora
és a nossa pulga elétrica, a nossa abelha de zumbido fácil, o nosso pica pau, o nosso recheio sempre a transbordar, o nosso pincha. a nossa melhor tradução do que significa ensino à distância. zero. sem conexão não há educação, sem presença temos uma espécie de informação no ar a divagar, sem estímulo, sem desafio, sem comparação, sem pares, sem recreio, sem dentro e fora, não há COM. é tudo sem. fizeste 9 anos em pleno desconfinamento. escolheste 3 amigos que composemos com as nossas 3 amigas e mais 3 primos a festa foi perfeita. uma quinta da conceição quase só para nós. o tempo que nos demos, o improviso, a bola nos pés que tanto ansiavas. as corridas, o ar puro, o estar ali. o teu sorriso de satisfação. guarda sempre essa persistência que nos quase enlouquece, guarda sempre essa certeza dos quereres, guarda sempre essa energia sem fim, essa alegria, guarda sempre essa vontade de interação que te invade o corpo e usa-a no teu caminho, nas melhores escolhas, nas melhores experimentações. embora nos queixemos que por vezes nos canse é ela que te faz único e os outros, os outros já existem. queremos-te assim em versão original e única.
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3 de junho de 2020
confinamento rebelde-desconfinamento confinado
farta de formulários, de diretivas, de planos de contingência. farta de confinamento e desconfinamento. vivia em permanente confinamento imperfeito e em permanente desconfinamento confinado. gosto das praias vazias, de andar contra corrente. gosto da praia fora da época e da praia que ninguém quer dentro da época. gosto de ir onde o ambiente é selecionado por critérios opostos ao que a expressão define. a quarentena não custa nos moldes globais, custam as mesmas coisas de sempre , não lhes dar mais tempo vazio de paredes e de objetos e de eletrodomésticos e gadgets e ecrãs. a quarentena trouxe uma vontade extemporânea uma vez que o tempo avança a desfavor, ter um bocadinho de terra nos pés 2/3 na semana. de resto confirma-se que o aglomerado que nos invade tem aspetos positivos na socialização que precisam para crescer. há um mundo estranho na envolvente mais infantil que nos espera e que apanha o crucial primeiro triénio do pequeno. até aqui nada de novo, cresce entre irmãos que nem sempre o ensinam a brincar. mas um dia, vai chegar o dia em que tratará por tu o afastamento que ainda não conhece bem. mas foram mais desafios que não nos largaram desde sempre e apesar do agridoce são o que recheia a vida na sua melhor versão. as contra correntes, as estranhas, os desafios.
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1 de junho de 2020
ausente e omnipresente
estou atrás da câmara. estou em trânsito. a levá-los, a trazê-los. estou a segurar toalhas e merendas e casacos e tpc's. estou ausente, quase omnipresente. invisível, sempre audível. a montar memórias e encontros e contactos e a dar-lhes pessoas. estou cá atrás a vê-los mergulhar, a vê-los crescer. estou cá atrás quase sempre a assistir numa plateia improvisada sempre a tentar recusar o ímpeto de os encher com mais objetos e a navegar em permanência em programas que impliquem sempre ir. fazer caminhos. construir memórias. montar experiências. lançar-lhes tapetes de muitas texturas. podia deixar fluir porque o que for é de qualquer maneira mas esta talvez seja uma espécie de missão. sou ausente e omnipresente e pouco consistente. sou do ir e do vir.
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30 de abril de 2020
14 a caminho do quarteirão contas bem feitas
sou feliz a fazer "estrada" contigo, seja qual for o caminho por onde seguimos. sou feliz por saber que te tenho. venha o que vier. haja o que houver. sou feliz no teu espírito pró ativo no meu coração passivo. sou feliz quando nos vejo a fazer tchim tchim num restaurante em strasbourg numa outra vida, quase miúdos, a roçar apenas a maioridade. sou feliz a ver-nos aqui desde esse dia, a ver a vida a ser dura e a ser leve, muitas vezes cheia, muitas vezes quase a transbordar, a trazer tudo o que precisamos, mesmo que nem sempre seja o que mais queremos. nós, um tu, um eu. no meio de tudo o que já vivemos para ser quem somos, nos lugares que preenchemos juntos, nos dias que nos ligamos mais que nunca apesar dos quilómetros aos milhares. nas subidas que fizemos, nos silêncios que nos uniram. uma história cheia de histórias para contar às memórias. vivências em muitas direções a fugir sempre da monotomia e do marasmo. uma vida que recheamos de três vidas em ebulição, que levamos a reboque de como decidimos viver os dias. é o nosso caminho, o nosso percurso, a nossa história, diferente de todas as outras, as que nos precederam, as que nos ladeiam. o mesmo entusiasmo, a mesma paciência para deixar acontecer tudo de novo uma e outra vez como no primeiro dia e como no primeiro beijo perdido lá atrás algures em 1995. sei que o caminho vai quase a meio e vejo-nos a caminhar juntos nos mesmos moldes. a preencher os dias, a vida e a nossa história de mais histórias para contar às memórias. as que partilhamos no nosso núcleo, o que construímos, são as que devemos sempre sublinhar no texto, as que devemos colocar a bold, e repetir em voz alta como se lêssemos um livro com a voracidade de descobrir o capítulo seguinte. temos uma lista infindável de quereres e a calma e a tranquilidade de saber que a faremos lado a lado. saibamos manter a paciência e a ambição equilibradas na balança enquanto mantemos a aceitação em níveis de equilíbrio normais.
sou completamente apaixonada pelas nossas memórias e pelo que vivemos juntos em conjunto. sou completamente apaixonada pela primeira pessoa do plural que construímos ao longo dos anos, desde o primeiro dia do resto da nossa vida. temos na boca o sabor agridoce das despedidas, dos regressos, das esperas, do lá e do cá. sabemos de cor os dias de ausência. sabemos de cor os dias de presença. sabemos da ginástica, das cambalhotas, das piruetas e dos saltos em altura. sabemos da imperfeição da vida. sabe-mo-nos perfeitos um para o outro aqui, agora, ontem e esperamos que amanhã.
às vezes temos de ser pacientes para esperar que a vida faça o que faz melhor, dar voltas. juntamos retalhos anarquica e de forma imperfeita para a manta que contará a história da nossa vida. parabéns melhor amigo de sempre com A de amor.
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26 de março de 2020
QUARENTENA DÉCIMO QUARTO DIA
segunda semana a terminar. dizem que abrimos a fase de mitigação. já ninguém controla quem contamina quem, onde, como e quando avança o contágio. o M voltou a ter dificuldades a adormecer, o V rói mais as unhas do que nunca, o X anda em piruetas no meio do que o envolve a crescer. há um feliz por fazer escola em casa, um a repensar que isto da escola em casa afinal tem o seu lado negativo e outro com os dois pratos da balança sempre em balanço porque quando se é pequenino se criam empatias com quem nos cuida durante algumas horas por dia. os dias tem tido mais ritmo mas muito menos sumo de partilha, afinal estamos sempre lá, na vida uns dos outros. tudo em suspenso. sugam-nos até ao limite e ficamos sempre a perder 3-2.
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25 de março de 2020
QUARENTENA DÉCIMO TERCEIRO DIA
ontem tentamos estruturar melhor os trabalhos. não correu mal. vamos cumprir os exercícios tradicionais mas cruzaremos com a introdução de novos paradigmas de estudo. somos capazes, nem todas as famílias o serão, aproveitemos as trocas de aprendizagens entre todos e entre as ferramentas disponíveis de saber, de cultura, de materiais, de criatividade e de tudo o mais que temos ao dispor. escola e família com oportunidade de se meterem na vida uma da outra como nunca e, numa família numerosa, um imperativo. os cumprimentos laborais andam no mesmo nível de toda a gestão e de todas as dimensões da vida. o tele trabalho fora de horas laborais. voltei aqui mas ainda não consegui voltar a uma série de outras coisas em que o eu esteja num outro nível. há mais eles, e os outros. a vida a acontecer e a mandar. há uma lista mental de ideias. um milhão de intenções mas domar meia dezena de seres vivos com vontades próprias e mil emoções à mistura é a mais exigente tarefa dos dias. ainda há chocolate, o mar parece um lago, o sol brilha, a vida lá fora suspensa como se o sol se tivesse apagado da pele. décimo quarto dia, permiti-mo-nos sair. muniram-se de bicicleta, skate e trotinete. a marginal tem fitas condicionar o estacionamento. esticaram-se na areia o sol deu-lhes alguns beijinhos na pele, não o suficiente para trazerem em vez de areia vitamina D. mas a areia é matéria moldável e o X parou a senti-la. a polícia interpelou-nos. as ordens são manter a circulação. não lhe dissemos que não tínhamos feito nenhuma saída há 14 dias nem para qualquer ida ao supermercado, temos o nosso próprio bunker onde repescamos munições. ainda há chocolate, o mar parece um lago, o sol brilha, a vida lá fora suspensa como se o sol se tivesse apagado da pele.
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24 de março de 2020
QUARENTENA DÉCIMO SEGUNDO DIA
andamos às apalpadelas a tentar construir rotinas que se mantém desrotinadas ao sabor de espetos que nos lançam de vários lados. lá fora está sol e, apesar da amplitude espacial, ainda não pacifiquei a ideia de que possamos passear cães e não filhos. entraremos na segunda semana adentro num processo de desaceleração relativa por não querer que se entreguem permanentemente a ecrãs. as férias serão uma espécie de dias em contínuo, espero, com novos ritmos encontrados neste novo registo. o m pedia várias vezes ausências da face aborrecida da escola, matérias repetitivas e pouco estimulantes mas, agora em modo livre, ainda não se libertou num voo solto pela criatividade. o v precisa de ar, pede-o muitas vezes e gosta bastante da vida com ecrãs mas a sua costela mais pragmática funciona bem nas aulas de piano à distância. o x precisa de inputs para largar a caixa que carrega vezes demais ao colo que já manuseia com destreza e de forma autónoma, um perigo. quando lhe abrimos o mundo obviamente adere mas precisa que o conduzam nessa descoberta porque se habituou a caminhar entre muita gente a precisar de coisas na sua estrutura familiar. ontem quando assistiu à canção dos bons dias da sua professora, sentiu-se intimidade e estranho. é o que menos percebe do que se passa. o que quer que se passe não tem dias contados e 2020 irá ser sem dúvida um dos anos mais marcantes da história desta geração. tocaremos esta música com os instrumentos disponíveis a ritmos antagónicos e nem sempre em composições perfeitas. um dia de cada vez. uma hora de cada vez, cada minuto, cada segundo a apalpar um futuro incerto.
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19 de março de 2020
QUARENTENA NONO DIA
Abrir as portadas, as janelas, vestir, passo a vida em ordens de comando. para que nos vamos vestir se vamos ficar em casa. é o nono dia. já não sei em que dia fizemos o que. tentei gerir o caos e propus um projeto que os envolvesse a todos, plasticina caseira. um modelo 3d com matéria de estudo do meio de terceiro ano. rio, afluente, planalto, montanha, encosta, ilha, cabo, planície, etc. entretive o pequeno a congelar mamíferos, repteis e peixes em separado.
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14 de março de 2020
QUARENTENA-PRIMEIRO DIA
Dia 1 é uma maneira de dizer porque entramos mais para dentro numa sexta feira, antes de ser decretado o encerramento das escolas. Por isso o último dia da semana já se fez entre paredes. Deixa-mo-nos estar entregues à ausência de rotina depois de os ter forçado a aceitar ir a uma praia deserta, a nossa praia secreta, a 40 quilómetros de distância. Improvisamos sandes e fizemos pic nic isolados. Mas as decisões pendentes, pressões eminentes, tensões resistentes tinham alarmes ativos, demos- lhes 1 hora a rebolar nas dunas e a recolher godos e pedras para os dias de clausura. Recolhe-mo-nos com os bolsos cheios de vitamina D e de areia.
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31 de julho de 2019
no miolo da vida
às vezes lê entrevistas ou historias de vidas cheias, com substancia e profundidade. é tão ordinária que acha que nunca ousaria vivê-las talvez porque farta de exposição sempre desejou a contra corrente, a estrada menos concorrida, a praia mais vazia. atrai-a os bilhetes de identidade como o da maria filomena, as entrevistas biográficas de gente cheia de conteúdo. às vezes esquece-se que tem aventuras e substânica que chegue para preencher uma milésima de conteúdo com substrato. a sua verdade não é a verdade daqueles com quem viveu enquanto floresceu. tem tanto mas tanto deles que todos os dias transbordam as diferenças que os separam. é um contra senso que cheio de sentido quanto a noite e o dia. é o contra senso, esse sentido que tem das coisas contrário às ideias de maioria mas que não ousa gritar nem viver porque, lá está, é ordinária e não extraordinária. básica, sem pejos e sem adornos. adora ir para poder voltar ao canto encolhido do lar onde nem sabe bem onde seja. deixa-se ir na corrente mas os seus olhos brilham na contra corrente. é o tolo do meio da ponte, o que ama o sim e o não e todos os antónimos que existem.
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14 de julho de 2019
pés nas pedras
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8 de julho de 2019
e quando crescemos em plena quarta década
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4 de julho de 2019
perto que é ir mais longe








pedras, areia, dunas, água, água salgada, água doce, godos, ardósia, um canivete, uma tenda e uma merenda. não precisamos de nem um brinquedo. não precisamos gerir conflitos. não precisamos de gerir aflitos. este nosso pousio secreto transborda de matéria prima para passar um dia a sacudir o tédio e a alimentar a arte da divagação, imaginação, exploração, concentração, e animação. eles trepam duna acima, rebolam duna abaixo. eles afiam paus e lascam pedras, selecionam godos e saltam com as pulgas. instalam o silêncio e fazem rodopiar os pensamentos.
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11 de junho de 2019
o nosso domo feito casulo de hibernação
enfiei-nos num domo onde nos apeteceu hibernar. quase vivemos em metamorfose acelerada depois da excitação inicial. do casulo enroscados, aninhados uns nos outros ao primeiro voo, qual bater de asas a sentir o vento e o céu encaixado na montanha numa primavera tardia e fresca. levem-me os anéis, os presentes de pérolas, as pedras preciosas, os diamantes. dispenso as malas, as peles e muitos gadgets. presenteiem-me com mais dias assim. só assim. com tempo para eles subirem o monte e descerem os decibéis. tão natural quanto a natureza que os envolveu.
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27 de maio de 2019
retalhos de rotinas
as nossas rotinas nunca estagnaram. cumprimos o calendário que a vida nos permite. voámos com asas a sério. damos tiros nos pés. damos tiros para o ar. carregamos filhos e cadilhos e caixotes às costas anos a fio. fazemos rodar rotinas e desregulamos os dias. queixa-mo-nos dos meninos mas sabemos que no fundo são uns bons projetos de gente a crescer. encaixamos tudo, ajusta-mo-nos, apertamos daqui alargamos dali, multiplicamos rotinas dividimos trabalhos. fazemos acontecer: memórias, refeições especiais, atividades, conversas e bocadinhos de serões com eles, sem eles, connosco sem nós, sem um, sem o outro, com tudo. a manta de retalhos cresce colorida. as memórias são quadrados cosidos pousados na velhice.
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15 de maio de 2019
há o polvo e há o papá
1 de maio de 2019
do que nos une

a minha riqueza está na ausência e na presença de um anel. não fomos a lado nenhum. há sempre um furo no anel que nos fura a" tradicionalidade" dos programas estipulados se é que posso inventar assim umas palavras a traduzir coisas patetas. íamos sem eles, depois com eles. não fomos a lado nenhum. mas é esta a vida que gostamos de viver. esta plasticina que nos cola a família que construímos. este barro duro que molhado se molda. esta matéria que sendo a mesma se adapta e sofre processos transformativos. somos água fresca, pedra sólida e gás oxigenado. sabemos que todos os dias comemoramos a vida.
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